sexta-feira, 28 de junho de 2013

Futebol de Jaguarão (RS)


Aldyr Garcia Schlee é gaúcho de Jaguarão, a 200 metros da fronteira com o Uruguai. Mora em Capão do Leão, perto de Pelotas, e torce para o Brasil. O Brasil rubronegro, o Brasil de Pelotas, bravo Xavante. Gosta de futebol, joga botão e em Copas torce para o Uruguai. Não importa que lhe encham o saco, torce para o Uruguai e acabou.

Schlee é jornalista e escritor, tradutor e desenhista, professor universitário e ex-preso político. Foi o criador do uniforme “canarinho” do Brasil. Até a Copa de 1950, a seleção brasileira usava variações de branco e azul

Depois da derrota de 1950 no Maracanã, um jornal do Rio, o “Correio da Manhã”, criou um concurso nacional para mudar aquele negócio, que pelo jeito dava azar. Era o ano da graça de 1953 e Schlee contava 19 primaveras.

Fez lá uns rabiscos, colocou no correio para o “Correio” e ganhou. Ele conta que só mandou sua proposta para o Rio porque tinha um primo que trabalhava numa companhia aérea. E ganhou: camisa amarela com gola e punhos verdes, calção azul e meias brancas.

O Homem, a bola e a praça...

Na crônica publicada na sexta-feira – “Eu viajei de trem” - fiz referência às viagens de Pelotas que terminavam em Jaguarão, e as “embaixadas” que assistia o Mário Franco fazer, na Pça. Alcides Marques, no Centro daquela cidade.

O Mário Franco, para quem não conheceu, era um sujeito folclórico que, nos anos 1970, pegava uma bola de futebol, e, praticamente todos os dias, se dirigia à Praça Central de Jaguarão, onde ficava fazendo intermináveis embaixadas (que no meu tempo de guri se chamavam ‘peneiradas’) e conversando com os passantes, procurando não deixar a bola cair.

O que mais chamava a atenção no Mário, além desse hábito bizarro, era a forma esquisita como ele se vestia: com um fardamento desbotado, utilizando uma meia de uma cor (acho que tricolor, do Grêmio) e a outra num tom cinza, o homem calvo, que já havia ultrapassado de há muito a ‘meia idade’, ia para o Centro de Jaguarão acompanhado também de uma pequena maleta, onde guardava alguns pertences (acho que roupas, inclusive), que costumava utilizar ali mesmo, na Praça.

Eu, por viver em Arroio Grande (e estudar em Pelotas) e por ser pouco mais que um adolescente à época, pouco sabia sobre ele, mas toda Jaguarão o conhecia e, ao que lembro, respeitava as suas esquisitices como personagem folclórico da “cidade heróica”.

Que fim terá levado o velho Mário Franco? Estará ainda entre nós, ou já terá partido rumo a um outro universo, rumo à outras praças e calçadas, acompanhado da sua inseparável companheira – a bola – e do seu bizarro fardamento de aprendiz do futebol?

Aonde estiver, palmas para ele, afinal existem hoje cada vez menos personagens que trazem graça e fantasia a este mundo sem qualquer romantismo, onde a pureza dos Mários Francos faz cada vez mais falta, nas calçadas, nas ruas, nas praças... (Por Pedro Jaime Bittencourt Junior)

Observação: O Mário Franco morreu faz mais de 10 anos. Ele foi um atleta do extinto Jaguarão Esporte Clube na década de 50 e seu oficio era devidraçeiro, por isso levava sempre a maleta com um pouco de massa para vidros e poucas ferramentas.

Além das embaixadas na praça ele também fazia durante as "apresentações" com a bola divulgações sobre eventos esportivos na cidade como futebol varzeano e motocross e também divulgação dos filmes em cartaz no antigo Cine Regente.

Oscar Amaro, excelente quarto-zagueiro gaúcho, atualmente ensina a molecada paulistana a jogar bola. Professor de educação física, faz parte da cooperativa custeada pela Prefeitura de São Paulo que tem atletas veteranos como professores.

É casado, tem duas filhas e mora na Mooca, zona leste de São Paulo. Oscar nasceu em Jaguarão, quase na divisa do Brasil com o Uruguai, no dia 17 de março de 1945. Começou a carreira no time da cidade, mas logo foi para os juniores do Grêmio onde, em 1966, foi pentacampeão do Estado.

Durante a carreira, jogou em vários times do Rio Grande do Sul, até se transferir, em 1969, para o Clube Atlético Juventus.

Pelo Moleque Travesso, Oscar jogou até 1974. Nesse período, atuou ao lado de Brida e Brecha, conheceu a Europa e marcou história pelo time da Mooca. Depois de 74, Amaro defendeu algumas equipes do interior e litoral de São Paulo, como Rio Preto, Portuguesa Santista e Taubaté onde, em 1979, ao encerrar a carreira, foi promovido a treinador.

Pela equipe do Vale, o já técnico Oscar foi um dos responsáveis pela chegada do time à Primeira Divisão do Paulistão, ainda em 79.

O auge da carreira como técnico foi quando ele passou a treinar a equipe de Brunei, na Ásia, em 1985. De volta ao Brasil, trabalhou em inúmeros times, tais como: Radium de Mococa, Bragantino, Paulista de Jundiaí, Anapolina (GO), União Babarense e Taquaritinga. Deixou a profissão em 1998.

1967. Equipe do Internacional, de Porto Alegre, em jogo amistoso contra o Navegantes.


Onete, foi um grande goleiro que atuou no Grêmio nas décadas de 1950/60, revezando o arco do Tricolor Gaúcho com Sérgio Moacyr e com o argentino Germinaro.

Onete faleceu em 2008, no extremo do Rio Grande do Sul, na histórica cidade de Jaguarão, fronteira com o Uruguai, de grandes jogadores que atuaram em clubes do Sul, como os goleiros Alcides Moraes e Mário, ambos do Esporte Clube Pelotas, o primeiro também titular da Seleção Gaúcha em 1941 e o segundo que chegou a ocupar a meta do São Paulo Futebol Clube, bicampeão paulista em 1948/49.

Onete nasceu em 15 de novembro de 1936, em Jaguarão, iniciando sua carreira nos juvenis do Navegantes Futebol Clube.

Durante três anos (1952 a 1955), foi titular do time prinipal. Sua boa performance no time despertou o interesse do Grêmio, para onde se transferiu em 1956.

Nesse período atuou com nomes importantes, como Sérgio Moacir Torres, Airton, Juarez, Figueiró, Milton, Calvete e Joãozinho.

Em 1959 teve uma passagem pelo Flamengo de Caxias do Sul e pelo Farroupilha de Pelotas, onde ficou até 1962.

Foi considerado pela imprensa gaúcha um dos grandes goleiros de sua época, fazendo frente, inclusive, ao já consagrado Sérgio Moacir Torres.

"1962. Noticia do jornal "Folha da tarde Esportiva", de Porto Alegre, sobre o jogo Itapui de Guaiba X Cruzeiro do Sul, de Jaguarão, pelo Campeonato Estadual de Amadores.


O primeiro da esquerda, o "grande" Heponino Costa (maior folião de todos os tempos), Tutuca (camisa brilhante), bem atrás o altão Abregildo (foi zagueiro do Cruzeiro), "loco" Ever Nieto (primo do Vitor Hugo), corneteiro desconhecido, e Osmar Garcia (lutador e centroavante do Jaguarão). Agachados: Adão (do Sheda), Guilherme (zagueiro do Navegante) e José Alberto de Souza.

O goleiro Mário, no São Paulo F.C., da capital paulista.

Mário, goleiro

Desta forma foram surgindo as primeiras pistas para a ampliação dessa nossa pesquisa. Alberto Oliveira indica-nos o período entre 1948 e 1953 como a época em que Mário atuou naquele clube paulistano. E assim temos facilitado o nosso trabalho de acesso na Internet, onde descobrimos, através do SPFC pedia – Equipes Postadas Ano a Ano, fotos de 1948/49 (bicampeão paulista), 1950 e 1952 (vice-campeão paulista), com as diferentes formações da equipe são-paulina nessa época, sendo Mário o titular da meta tricolor. Já em 1951, figura Poy como goleiro e Leônidas da Silva como técnico.

Também contatamos Edu Pucurull, um dos veteranos fundadores do Mauá F.C., de Jaguarão, que se lembrava de Patão treinando nessa equipe como atacante sem grandes brilhos e que num recreativo colocaram-no embaixo das traves, quando então se revelou, apesar de não assumir a titularidade, cujo dono da posição era Oscar Emygdio Garcia.

Entrevistamos ainda Alcides Carlos de Moraes, arqueiro da seleção gaúcha de futebol em 1941, hoje com 93 anos e residindo no Rio de Janeiro. Alcides falou-nos que Mário, recém saído do Jaguarão E.C., foi o seu sucessor na meta do E.C. Pelotas em 1942, quando dependurou as chuteiras para assumir o seu cargo na Mesa de Rendas do Estado.

Em SPFCpedia, encontramos a galeria dos 100 Jogadores Mais Importantes do São Paulo Futebol Clube, dos quais apenas constam oito goleiros, a saber: Gilmar, King, Mário, Poy, Rogério Ceni, Sérgio, Valdir Peres e Zetti. Considerando que poderiam ser formadas nove equipes de 11 jogadores com o total de atletas figurantes dessa mostra histórica, deduzimos que teríamos de improvisar mais um goleiro entre outros não especialistas da posição. Desse modo, demonstra-se cabalmente a importância do nosso conterrâneo Mário Oliveira como baluarte da agremiação são-paulina.

É bem verdade que atualmente Rogério Ceni, sem sombra de dúvida, representa o jogador símbolo do tricolor do Morumbi, sob o peso de mais de 700 jogos disputados em 19 anos de carreira, e ainda permanece fresca, na memória das novas gerações a lembrança de Zetti e Valdir Peres, de inegável experiência internacional. Porém, a poeira do tempo vai jogando no ostracismo do grande público a recordação daqueles que marcaram a sua época.

Permitimo-nos, portanto, percorrer aquela galeria para escolher alguns de seus integrantes que atuaram em outras posições no quadro do São Paulo F.C. e ai desfilam nomes como Bauer, Friaça, Leônidas, Mauro, Noronha, Ponce de Leon, Remo, Rui, Teixeirinha, Alfredo Ramos, Maurinho, Pé-de-Valsa e Poy, quer dizer, todos eles contemporâneos e companheiros do Mário no tempo em que este defendia as cores do tricolor paulistano. Um verdadeiro time dos sonhos que conquistou o bicampeonato paulista em 1949, comandados pelo renomado treinador Vicente Feola que conduziu o Brasil, em 1958, a conquista da sua primeira Copa do Mundo.

Recomendo a todos jaguarenses e simpatizantes da nossa terra para que conheçam e procurem acessar o link http://www.blogdozanquetta.com/?p=4204 a fim de darem uma força a esse injustiçado conterrâneo na votação que ali se processa para apontar o melhor goleiro da história do São Paulo e que se consagre Mário Oliveira com destaque mais expressivo nesse pleito. Afinal, continua sendo um dos nossos mais lídimos orgulhos. (Por José Alberto de Souza)

Mais sobre Mário

Passando a palavra a Alberto de Oliveira, ele nos revela que dona Clori, com quem Mário se casou em Pelotas, é que lhe ensinou a desenhar o próprio nome – assim pelo menos dava seus autógrafos – pois era analfabeto e permaneceria nessa condição até o fim de sua vida, aos 74 anos, em 1998, quando veio a falecer.

Essa senhora foi a companheira fiel e grande motivadora para que Mário superasse os percalços que surgiriam após a sua saída do São Paulo devido a desavenças com Leônidas da Silva, quando este passou a técnico e mais tarde dirigente dessa agremiação.

Assim, o nosso conterrâneo viu-se forçado a peregrinar por vários clubes do interior paulista, entre eles o Comercial de Ribeirão Preto. Logo depois se viu obrigado a parar, quando sofreu uma lesão que quase lhe custou a amputação da perna direita, não fosse o empenho e a persistência de salvá-la a qualquer custo da abnegada dona Clori.

Em 1970, Alberto Oliveira foi visitá-lo em São Paulo e encontrou-o trabalhando de porteiro no Juventus, da Rua Javari, muito benquisto no bairro e sempre lembrado em todas as festas do São Paulo. Pouco tempo depois faleceu, aos 93 anos, a mãe de Mário, dona Idalina Barbosa de Oliveira, que morava em Porto Alegre junto com seu irmão mais velho, Joaquim Dionísio Oliveira, o qual cuidou dela durante toda sua vida.

Assim que Mário aposentou-se no Juventus e como pagava aluguel em São Paulo, Alberto insistiu junto a ele para que viesse residir com aquele seu irmão. Sugestão acatada, com a esposa dona Clori e a filha Carmen Sílvia, logo se mudou para Porto Alegre, enquanto a outra filha Carmen Lúcia, casada, permaneceu em São Paulo.

E assim foram surgindo as primeiras pistas para a ampliação dessa nossa pesquisa. Alberto Oliveira indicou-nos o período entre 1948 e 1953 como o tempo em que Mário atuou naquele clube paulistano.

Dessa forma, temos facilitado o nosso trabalho de acesso na Internet, onde descobrimos, através da SPFCpedia – Equipes Postadas Ano a Ano, fotos com as diferentes formações da equipe são-paulina nessa época, sendo Mário o titular da meta tricolor.( Por J.A. Souza)

E.C. Cruzeiro do Sul, campeão estadual de Amadores, Série Verde, a maior conquista do futebol jaguarense, em todos os tempos. O clube participou quatro vezes do Campeonato Gaúcho, Zona do Litoral, em 1934, 1937, 1938 e 1939.  Atualmente é um clube social, com o nome de Associação Cruzeiro – Jaguarense, e ainda mantem seu campo de futebol.
1960. Cruzeiro, bicampeão da cidade.

Essa caricatura de Oscar, foi feita por seu pai há quase 70 anos, sendo anterior ao famoso desenho do Carlyle envergando o uniforme "canarinho". Essa reliquia esteve todo esse tempo guardada junto aos documentos da familia.

Oscar Emygdio Garcia, o Oscarzinho, foi goleiro do Cruzeiro de Jaguarão na primeira metade do século passado. Era da época em que goleiro jogava com pulover de lã, boina e joelheiras, mas sem luvas. Era conhecido no meio familiar por Tato;

Segundo a lenda familiar (e jaguarense), jogava muito bem: era ágil e destemido. Consta que quase foi parar no Grêmio. Além disso (e de ser ótimo nadador), era um grande contador de histórias. Tinha uma facilidade impressionante para narrar fatos.

Oscar não gostava dos castelhanos, seus eternos rivais nos carecas campos de futebol do lado de cá e do lado de lá do Rio Jaguarão.

Time do Jaguarão, foto sem identificação.
1946 - Campo do IPA - hoje Praça comendador Azevedo.

Sem identificação do ano.

A alma entusiasta do elemento cruzeirista, comemorou no dia 27 de abril último, por entre manifestações de alegria o décimo ano de pugnas do Esporte Clube Cruzeiro que tantas e tão grandes glórias tem alcançado nas lutas futebolísticas, Esse acontecimento foi, sem dúvida, a prova mais eloqüente do quanto de simpatia souberam granjear todos os elementos que pertencem ao Cruzeiro, simpatia que se robustece cada vez mais, ante lauréis conquistados por ocasião de lutas memoráveis.

Desde a sua fundação até os nossos dias, o Cruzeiro, pelo esforço e dedicação dos seus componentes, tem sabido corresponder com alto grau de merecimento a simpatia que desfruta em nosso mundo desportivo, contando sempre com elevado número de torcedores, que não lhe regateiam aplausos nos lances empolgantes das partidas que emocionam.

Reputado como clube possuidor de homogêneo conjunto do desporte bretão, tem realizado partidas memoráveis com quadros da vizinha república e cidades limítrofes, cabendo-lhe todas as vezes a vitória consagradora como um prêmio ao estímulo e galhardia de cada um dos seus jogadores.

Fundado que foi no dia 27 de abril de 1924 á Rua Aquidabã pela boa vontade e esforço dos Srs. Cristovão Neves, João Correia da Silva, Pedro Correia da Silva, Dorval Knorr, Marçal Dias, Valter Jardim, Nésio Miranda, João Nunes Filho, Rubens Gerundo e Tomaz Miere, solidificou-se desde logo com a adesão de outras pessoas, marchando até agora de maneira modesta e brilhante, pela camaradagem desportiva que reina entre os velhos membros fundadores

Teve como iniciadores, formando a primeira diretoria, as seguintes pessoas: presidente, Lourival Tavares Leite; vice-presidente, Venceslau Garcia; 1º.secretário, Gabriel E. Correia; 2º. secretário, João Miranda; tesoureiro e capitão geral, Cristovão de Almeida Neves; capitão de quadro, Rubens Gerundo; orador, Luiz Dorval Lopes; guarda-desporte, Nepomuceno Larrosa. Conselho consultivo: presidente, Rosalino Lopes de Moura; relator, João Nunes Filho.

Presidindo a primeira diretoria provisória do Cruzeiro, deixou desde logo patenteado o seu grande interesse como responsável dos destinos do mesmo o incansável desportista Cristovão Almeida Neves, tendo mesmo depois de entregado a direção, se interessado e trabalhado com afinco destacado, merecendo-lhe agora a recompensa de ter sido aclamado sócio benemérito por grande número dos denodados cruzeiristas, que testemunharam assim um ato de inteira justiça aos seus serviços sempre empregados com interesse pelo bom nome do Cruzeiro.

Quando em 1927 inaugurou-se sob a responsabilidade do Sr. Claudino Neves, o seu campo de futebol, outro esforçado desportista da velha guarda do Cruzeiro, que tudo tem feito e se empenhado pelo brilho da existência de tão útil como simpática agremiação, ainda Cristovão Neves, secundando o seu parente e consócio não mediu sacrifícios, ora contribuindo com parcelas, ora trabalhando ele próprio com outros entusiastas elementos do alinhamento e marcação do campo.

Vem depois Lourival Tavares Leite, primeiro presidente eleito por grande maioria que, dirigindo de maneira admirável o futuro do Cruzeiro, demonstrou muito tino e capacidade no espinhoso cargo, procurando por todos os meios solucionar os problemas intrínsecos desde que os mesmos se movessem de acordo com a recomendação valorosa do clube da camisa tricolor. Merece portanto nossos aplausos o correto desportista que é, sem dúvida, Lourival Leite.

Seguindo os seus antecessores, não se tem descuido pelos destinos do glorioso Cruzeiro, Felipe Giozza, que há pouco deixou o cargo, entregando a Valter da Rocha Passos, conceituado cavalheiro e comerciante desta praça. Felipe Giozza foi incansável e um sincero amigo dos seus consócios.

Empregando como os demais o tempo em bem salvaguardar os interesses do clube, ele tem sido sempre o reparador para que nada falte de necessário nos dias de grande partida, tornando-a, por isso, esplendente a grandes elogios.

Haja vista quando foi da partida internacional realizada a 28 de outubro entre uruguaios da cidade de Vergara e o Cruzeiro, ficou maravilhosamente acertado um pacto admirável de camaradagem desportiva, graças ao empenho e boa vontade que empregou desde a recepção até o final das festas, das quais ficaram radiantemente demonstrada a educação e lealdade que possui Giozza.

Pelo Cruzeiro tem trabalhado um pugilo de homens dedicados, destacando-se tudo que diz respeito à glória da vida desportiva de Jaguarão: Luiz Dorval Lopes, orador; Rubens Gerundo, Tomaz Miere, Antônio Pinto Ribeiro, Alcides Moraes, Peri Moreira, Plínio Gomes, Julio Proença, Alcides Palma Pereira, irmãos Alcindo e João Amaro, José Pinto de Carvalho, Orestes Bezerra, Pedro Correia Silva e outros muitos que aparecem no plano onde figura a lista dos que se interessam do pujante e glorioso campeão.

O primeiro desses foi agraciado com o título de sócio honorário, estimulando assim os grandes e inestimáveis serviços prestados àquele. (Publicado no Diário de Notícias, em 24 de maio de 1934, cuja edição consta do acervo do senhor Carlos Alberto Machado Neves, filho do saudoso craque cruzeirista Alberto Neves).

Alcides.

Alcides, um dos grandes goleiros do futebol gaúcho no final dos anos 30 e começo dos 40. Começou no Cruzeiro do Sul de Jaguarão. Em 1936 jogou no Bancário. No ano seguinte foi defender o Pelotas, onde teve maior brilho. Foi campeão citadino e convocado para a seleção gaúcha, em 1940 e 1941.

Em 1940, no estádio do Pacaembú, realizou uma partida memorável no arco da seleção gaúcha contra a poderosa seleção paulista. Convidado para atuar por clubes de São Paulo, não aceitou os convites. Encerrou a carreira no Esporte Clube Pelotas. Era fiscal da Receita Federal, e, em 1943, foi transferido para São Luiz Gonzaga, e jogou pelo Ipiranga daquela cidade, de centroavante. (Fonte: Blog http://www.alcidesmoraes.blogspot.com.br/)

1934 - S.C. Cruzeiro do Sul.

Em 1934, disputaram a Zona Litoral do Campeonato Estadual de Futebol (7ª. Região) as equipes do Sport Club Rio Grande, Sport Club Rio Branco (Santa Vitória do Palmar), Grêmio Atlético 9º. Regimento de Infantaria (Pelotas) e Sport Club Cruzeiro do Sul (Jaguarão).

Do confronto entre Rio Grande e Rio Branco, em 04/11/34, saiu vencedor o primeiro pelo escore de 2 X 0. No campo da Estação Central Dr. Augusto Simões Lopes, em 25/11/34 se enfrentaram 9º. R.I. versus Cruzeiro do Sul, sendo árbitro o Sr. Mário N. Reis desse prélio que foi vencido pela equipe de Pelotas por 4 x 0, com golos assinalados por Bichinho (2) e Coruja (2).

Os quadros atuaram com as seguintes formações: 9º. Regimento de Infantaria: Brandão - Jorge e Chico Fuleiro - Folhinha - Itararé e Celistro - Chaves (Coruja) - Cerrito - Ruy - Cardeal e Bichinho. Treinador: Sargento Corbiniano de Andrade.
Cruzeiro do Sul – Alcides Moraes - Deoclydes e Irany - Moreira - Pintado e Alberto - Aldírio - Antônio - Amador - Arloque e Oracy. Técnico: Júlio Proença.

Em jogo eliminatório a 02/12/34, enfrentaram-se Rio Grande e 9º. R.I., tendo empatado em 1 X 11 no tempo regulamentar, porém, saindo vitorioso na prorrogação por 2 X 0 o esquadrão de Pelotas.

Em 09/12/34, aconteceu o confronto do 9º R.I. com o Guarani Foot Ball Club, de Bagé (que já havia eliminado as equipes de Dom Pedrito e São Gabriel, integrantes da Zona Sul) e mais uma vez aquela equipe saiu-se vitoriosa por 2 X 1, habilitando-se assim como representante do Litoral/Sul à fase final desse certame que teve ainda a participação de S.C. Internacional, de Porto Alegre (Centro), S.C. Novo Hamburgo (Nordeste), Rio Grandense F.B.C., de Cruz Alta (Serra) e S.C. Uruguaiana (Fronteira).

Na fase preliminar, em 02/12/34, Novo Hamburgo foi derrotado pelo Rio Grandense, de Cruz Alta, acusando 1 X 3 no marcador. Nas semifinais, ocorreram os seguintes resultados :09/12/34 – Internacional 4 X 2 Uruguaiana; 13/12/34 – 9º. Reg. Inf. 0 x 0 Rio Grandense (na prorrogação 1 X 0 para 9º. R.I.).

Internacional e 9º. Regimento de Infantaria passaram a final que foi realizada em 16/12/34, na Baixada (Porto Alegre) e vencida pelo primeiro por 1 X 0, golo de Tupã, alinhando as equipes da seguinte forma:

Sport Club Internacional: Penha - Natal e Risada - Garnizé - Poroto e Levi - Chatinho - Tupã - Mancuso - Darci Encarnação e Cavaco. Treinador: Mário de Abreu.
9º. Regimento de Infantaria: Brandão - Jorge e Chico Fuleiro - Folhinha - Itararé e Celistro - Coruja - Ruy - Cardeal - Cerrito e Bichinho. Treinador: Sargento Corbiniano de Andrade. (Fonte: Douglas Marcelo Rambor, pesquisador de futebol)

Uma das primeiras equipes do futebol de Jaguarão. Sem identificação.

3 comentários:

Anônimo disse...

Em 1967 eu era menino e morava em Jaguarão, quando assisti a chegada festiva do ônibus do Inter na cidade.
No dia seguinte fui ver o jogo, cujo resultado foi Inter 7 x O Navegantes.

chichano goncalves disse...

exelente, lembro dessa partida historica entre navegantes x inter, e outros classicos entre cruzeiro, jaguarão e navegantes, nos saiamos de carona de a. grande para assistir esses jogos,pena que tudo terminou e a coletividade dai de jaguarão bem como de minha cidade a. grande estão mortas. é uma pena, acho que estou ficando velho, com essas reminicencias, muito obrigado.

chichano Goncalves disse...

se não for muito incomodo, peço o favor que se divulgue nomes de clubes de futebol da cidade heroica, tenho muita curiosidade, pois minha familia é de telho a outra parte é de cañaz no uruguay, e alguns parentes correram atras da pelota, muito obrigado.