segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Estádios históricos que não existem mais

O estádio que viu o primeiro gol da história das Copas do Mundo já não existe mais. O palco do primeiro título mundial conquistado pela seleção brasileira, também não. 

Assim como as casas que presenciaram os melhores momentos de Juventus, Arsenal e Atlético de Madri.

O futebol está em constante processo de renovação, e isso leva ao abandono de antigos e tradicionais estádios em prol da construção de novas, modernas e tecnológicas arenas multiusos.

O processo não acontece apenas no exterior. Aqui no Brasil, Palmeiras e Grêmio agora jogam em estádios mais confortáveis para o torcedor e com cheirinho de novos.

Relembre abaixo sete estádios que tiveram papel importante para o futebol mundial e que deixaram de existir.

SARRIÁ

A antiga casa do Espanyol foi o palco de uma das maiores tragédias da história do futebol brasileiro, a derrota por 3 X 2 do time de Falcão, Zico e Sócrates para a Itália na Copa do Mundo-1982.

O "Sarriá" foi o estádio do segundo clube mais importante de Barcelona durante 1923 e 1997 e também recebeu a final da Copa da Uefa de 1988 e partidas de futebol dos Jogos Olímpicos de 1992. 

Vendido para melhorar a saúde financeira do Espanyol, o estádio deu lugar a condomínios de apartamentos de classe média alta.

RASUNDA

O estádio que viu Pelé, Garrincha e Didi golearem a Suécia na decisão da Copa de 1958 e conquistarem o primeiro título mundial da história da seleção brasileira permaneceu em pé por 75 anos. 

A história do "Rasunda" chegou ao fim de 2012, quando milhares de suecos foram ao local para ajudarem em sua demolição e levarem um pedacinho da antiga casa do futebol local para casa. 

O espaço onde ficava o Rasunda hoje é ocupado por prédios comerciais. E um novo estádio, o "Friends Arena", foi construído a cerca de 1 km do local onde o Brasil entrou no hall dos campeões mundiais de futebol.

POCITOS

O estádio que viu o primeiro gol da história das Copas do Mundo (marcado pelo francês Lucien Laurent, na goleada por 4 X 1 sobre o México, em 13 de julho de 1930) teve vida curta. 

Construído em 1921 para ser a casa do Peñarol, ele foi abandonado 12 anos depois porque o clube uruguaio passou a mandar suas partidas no Centenário. 

No local onde ficava o Pocitos, hoje há estabelecimentos comerciais e um pequeno monumento que lembra o estádio.

DELLE ALPI

Construído para a Copa do Mundo de 1990, aos pés dos Alpes italianos, pertencia à prefeitura de Turim e foi a casa dos dois principais clubes da cidade, Juventus e Torino, até 2006. 

Tradicionalmente criticado por não oferecer uma visão muito boa do campo aos espectadores, o "Delle Alpi" começou a ser demolido em 2008 e, três anos mais tarde, deu lugar ao Juventus Stadium, arena multiuso que pertence apenas à Juve e onde a atual vice-campeã europeia tem mandado seus jogos.

HIGHBURY

O estádio localizado no norte de Londres foi a casa do Arsenal durante 93 anos, viu o clube conquistar todos os 13 títulos ingleses de sua história e até recebeu bombardeios do exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial. 

Devido à impossibilidade de área para ser expandido e aumentar sua capacidade de público, "Highbury" foi fechado em 2006 e deu origem a um conjunto de prédios residenciais. Desde a demolição de sua antiga casa, o Arsenal atua no "Emirates Stadium".

VICENTE CALDERÓN

O estádio que serviu como casa do Atlético de Madri por 51 anos recebeu sua última partida profissional em 2017 (vitória do Barcelona sobre o Alavés, pela decisão da "Copa do Rei"). 

A área ocupada pelo "Vicente Calderón", às margens do rio Manzanares, vai virar um bairro com conjuntos residenciais e área verde. 

Para substituir sua antiga casa, o Atlético comprou da prefeitura o "Estádio Olímpico de Madri", fez uma reforma completa na antiga estrutura e o transformou no novíssimo "Wanda Metropolitano".

PARQUE ANTÁRCTICA

Também conhecido como "Parque Antarctica", começou a ser utilizado em 1902 e se tornou propriedade do Palmeiras no começo da década de 1920. O "Palestra Itália" foi usado quase que ininterruptamente pela equipe alviverde durante mais de 90 anos. 

Em 2011, foi demolido para dar lugar a uma moderna arena com capacidade para receber partidas de futebol e grandes shows musicais, o "Allianz Parque", fruto de uma parceria entre o clube paulistano e a construtora W.Torre.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Verdadeiras relíquias

Distinta Atlético Clube, agremiação do bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O campo de jogo do Distinta ficava na Rua Nestor, em Santa Cruz, onde atualmente fica o condomínio de Furnas. (Foto: Arquivo de Sérgio Melo, em História do Futebol)

Clube do Remo, de Varjota (CE). Sem identificação. (Fonte: Arquivo de Antônio Valdeci Vale)


Em pé: Gordinho - Oziel - Carritel - Wellington - Leandro - Fábio Dourado - Pitó e Erivelton Xolinha. Agachados: Zé Iran - Márcio - Fábio do Lara - Biriba - Henrique - Wendell e Cristóvão. (Foto do arquivo de Antonio Rodrigue de Lima, conhecido como "Varjota Cholinha", torcedor do Remo, onde foi campeão várias vezes como técnico e fundador do Fortaleza)



Fotos da passagem do ponta bicampeão mundial com a seleção brasileira, Mané Garrincha, pelo Maranhão, mais especificamente atuando pelo Bacabal Esporte Clube, no "Estádio Merecão". 

A data da foto é de novembro de 1969, quando Garrincha, já no final da carreira, atuava por algumas equipes Brasil afora,a nível de exibição. 

Sobre a passagem do craque pelo BEC, que veio por intermédio do falecido desportista Antônio Bento (ex-presidente do Sampaio Corrêa), uma curiosidade: antes da partida, contra a seleção bacabalense, os organizadores do evento foram buscar Garrincha no hotel,mas, para espanto, o craque havia sumido. 

O encontraram algumas horas depois. Garrincha pegou uma gaiola e se meteu no mato, atrás de passarinho, uma das suas maiores diversões quando ainda era garoto, no Rio de Janeiro. (Fonte: Futebol Maranhense)

1962, Santana Esporte Clube, de Santana, tri-campeão amapaense de futebol. (Fonte: Icomi Notícias)


1961. Mixto Esporte Clube de Cuiabá. (Foto: Futebol Cuiabano)

Operário, de Cuiabá, em 1949. Em pé: Jorge Mussa - Alito - Gonçalo - Caetano - Nonô Sapateiro - Assis - Benedito Sapateiro - Boalva - Lindolfo - Ciro e Zé Simeão. (Foto: Futebol Cuiabano)

Ginásio Guedes de Azevedo, campeão invicto amador Bauru (SP), em 1939. (Fonte: Jornal Gazeta Esportiva)

sábado, 10 de agosto de 2019

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

O esportista Fidel Castro

Nascido numa família rica, filho de um fazendeiro, Ángel Castro y Argiz, um imigrante da Galiza, Espanha, e de sua cozinheira Lina Ruz González, foi educado em colégios jesuítas, como o Colégio Belén em Havana. 

Foi um acólito (ajudante do padre na missa). Alto e de porte atlético, foi premiado como o melhor atleta estudantil secundarista cubano em 1944. Em 1945 ele entrou na Universidade de Havana e formou-se em Direito em 1950.

Fidel Alejandro Castro Ruz dividiu opiniões pelo mundo. Enquanto uns referiam-se a ele como um ditador sanguinário, outros o tratavam como o libertador do povo cubano. 

Fato consumado é que Fidel é venerado por milhões de compatriotas até hoje. Talvez muitos não saibam, Fidel foi um atleta completo, que praticava vários esportes, como voleibol, futebol, basquete, beisebol e natação, entre outros.

Com a camisa da Seleção Cubana de Futebol, Fidel dá o pontapé inicial, em Havana, ao Campeonato da Concacaf de 1960. (Foto: Divulgação)

Intercolegial. Fidel Castro é o segundo no time do "Colégio de Belén", em 1943. Piélago, Fidel, Diego, Ignacio e Pasín. Esta era a linha de frente que o Colégio de Belén, vez ou outra, escalava nos torneios escolares de Havana, durante meados da década de 1940. 

Do quinteto de ataque da escola jesuíta, apenas o interior direito ganhou fama internacional. E em outros campos. Figura controversa que é, entre quem o execre e quem o admire, Fidel Castro inegavelmente foi um dos personagens mais importantes da geopolítica mundial na segunda metade do Século XX. 

Colocou a pequena ilha de Cuba no centro da Guerra Fria. Manteve o poder centralizado em suas mãos por mais de seis décadas. Faleceu aos 90 anos, em meio a um turbilhão de opiniões sobre sua biografia e suas atitudes, mas agora limitado apenas a seu lugar na História. (Foto: Divulgação)

A seleção de Cuba só foi à Copa do Mundo uma vez, em 1938. Fidel Castro, que na época tinha 12 anos, teve um período de encantamento pelo esporte mais popular do planeta. 

Nos anos 1940, quando era aluno do colégio jesuíta de Belén, em Havana, o adolescente foi aprovado em uma peneira. Antes de comandar a revolução, se enquadrou em um sistema tático das antigas, o 1-2-3-5, ensinado pelo sacerdote catalão Pedro Pablo Ferré, administrador da escola, árbitro e treinador de futebol. 

Chegou a vestir a camisa da "Seleção Cubana" em 1960, mas somente para dar o pontapé inicial do "Campeonato da Concacaf", atual "Copa Ouro", disputada em Havana. 

Cuba ficou em último lugar na fase classificatória, atrás da campeã Costa Rica, da vice Antilhas Holandesas, de Honduras e do Suriname. Além disso, tinha como um dos melhores amigos o craque argentino Diego Armando Maradona.

Em junho de 2014, às vésperas do início da "Copa do Mundo" no Brasil, o site de notícias cubano "Cubadebate" publicou informações inusitadas sobre Fidel Castro. 

Segundo relatos de Armando Montes de Oca Arce, um dos amigos de colégio, Fidel Castro atuava como ponta-direita em um time montado no sistema tático 1-2-3-5. 

“Fidel era um jogador de futebol de qualidade regular. Mas era corpulento, musculoso, um jogador muito forte e, sobretudo, muito bravo. Ocasionalmente jogava. Não era um jogador titular na equipe, mas gostava de futebol”, recordou Oca Arce ao "Cubadebate".

O próprio Fidel Castro recordou os tempos de boleiro em uma conversa com a imprensa cubana. “Era atacante, corria bastante. Foi na quinta série que eu comecei, no colégio Dolores, em Santiago de Cuba, em um pátio de cimento, e a bola não era como as de agora. 

O futebol me ajudou a ter vontade, a exercer minha capacidade de resistência física, me deu prazer, satisfação, espírito de luta e competição”.

Quando atingiu a idade de cursar o ensino secundário, em 1942, a mãe de Fidel Castro, Lina Ruz, e o pai, Angel Castro, matricularam o filho no Belén, uma das principais escolas da Companhia de Jesus na América. 

A instituição de ensino privada considerada de ricos localizada em um subúrbio perto do bairro de Puentes Grandes, reduto do futebol em Havana e endereço do Estádio La Polar.  . (Foto: Divulgação)

Fidel Castro era um fã de beisebol. Castro jogou beisebol quando era menino no início dos anos 50 e era um ávido fã. Após a revolução, ele proibiu todos os esportes profissionais em Cuba, fechando as ligas em que jogou quando criança.

Foi precisamente ele a figura principal daquele domingo 14 de janeiro de 1962, quando desceu ao relvado do "Estádio Latinoamericano", que tinha acabado de receber aquele nome, para rebater a primeira bola e inaugurar o primeiro "Campeonato Nacional de Beisebol", em meio dos aplausos dos milhares de torcedores presentes.

Entrar em uma quadra de beisebol não foi uma atividade nova para Fidel. Durante sua adolescência, inicialmente no "Instituto Pré-Universitário Cuqui Bosch", de Santiago de Cuba (onde estudou ano e médio, entre 1939 e 1940, antes de ir para Havana, segundo consta no arquivo da secretaria do Instituto, 7º Livro, número 242º, e depois na Universidade de Havana, Fidel praticou beisebol, além de basquete, outra das suas disciplinas atraentes.(Foto: Divulgação)



Fidel Castro também jogava Xadrez. (Foto: Divulgação)

Fidel com pugilista cubano. (Foto: Divulgação)



Fidel com Maradona. (Foto: Divulgação)


Em 2014 Fidel Castro ganhou de Lula, camisa da Seleção do Brasil. (Foto: jornal "Estado de Minas).

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Torneios que marcaram época

Nos anos 1950 e 1960, em Guaranésia (MG) era comum a realização de torneios de futebol, reunindo equipes fornadas por profissionais de várias categorias, como integrantes de bandas, sapateiros, Marianos, motoristas de táxis, boiadeiros, alfaiates, comerciários, etc. 

Aqueles que tiveram a felicidade de assistir os jogos, garantem que  era muito divertido, pois a maioria dos times se constituía de pessoas que nunca jogaram, ou que já estavam sem jogar há muito tempo. 

As fotos abaixo foram recolhidas da página do desportista José Roberto Couto, bem como as informações a respeito.

Time dos Boiadeiros. Identificados: Geraldo Caipira (1), Tedo Nardi (2), João Nunes (3), Nico Peixoto (4) e Pedrinho (5).

Time da Banda. Em pé: José Roberto Couto, o menino com o braço na cintura - Célio Felix - Otávio Pasqualini (Tavinho) - Nicolino - Penquinha - João Segreti - Dagoberto Pelaquim - Tião Lau - Marcos Scucuglia - Dirceu e Sebastião Pelaquim. Agachados: Vicente - Gino - Mindua - Tiãozinho Pelaquim - Nêgo - Palmeirinha - Carlito - Penca e Motorneiro.

Equipe dos Marianos, final dos anos 1950. Em pé: padre Ricardo Grella - Pinheirão - Pencão - Marcos Scucuglia - Zachi - Valdemar - Celso (chuchu) e Tião. Agachados: Valter - Penquinha - ??? - Caramujo e Brodowsk.

Time dos Sapateiros.Algumas identificações. Em pé: Zachi - Gilson - Marcos - Motorneiro - Gino - Tunico - Janu Zácaro - ??? - ??? e Dito (leiloeiro), que também apitava os jogos. 

O 6º em pé e o 3º agachado, são os irmãos Felix. O último agachado tinha uma sapataria, onde hoje é o Supermercado Irmãos Duarte. O carequinha agachado, é o Joaquim. Algumas sapatarias da época: Tonico Paletta, Tavinho, Branco, Irmãos Felix, Janu, Gino, Nego, Torraca e Joaquim.

Time dos Alfaiates, ano de 1957. Em pé: Sorriso (não uniformizado) - Wemar - Alfredinho - Luiz Mesquiari - Chaveco - Reny e Sidalino. Agachados: Wilson Mesquiari - Scardazzi - Marcos Scucuglia - Fábio Belarmino e João Madeira.

Time do Vicentinos. Alguns identificados: Antenor Peixoto (1), Euclides (2), Procópio (3), João Vecchi (4), Valdemar (5), Luizinho de Marco (6), Dito Felipe (7), Artichiano Pasqualini (8), João Madeira (9), Motorneiro (10), Odair (11), João Gomes (12), Doncélio (13), Silvio Formosa (14), Reny (15), Tiãozinho Pelaquim (16), Caramujo (17), Matias Moreno (18) e Cuecão (19).

Choferes de Praça. Alguns identificados: Chico Lopes (1), Joaquim (2), Peba (sem numeração), Santinho (3), Zé Guilherme (sem numeração), Vando (4), Bila Peixoto (5), Geraldo, pai do Vitalzinho (sem numeração) e Zé Teixeira (6). Agachados, Zé Procópio (7), Silvinho Araujo (8), Tião Lau (sem numeração), Loão Carlos Guimarães (sem numeração), Zé Filho (sem numeração), Tião Traia (sem numeração) e Acácio do Osvardão.