
História
O Cruzeiro foi fundado no dia 14 de julho de 1913. Uma agremiação que desbravou o mundo e originou as categorias de base no Rio Grande do Sul. Inicialmente, fora sugerido o nome de "14 de Julho" para o novo clube, devido ao dia de sua fundação. Porém, um dos fundadores sugeriu que se chamasse Cruzeiro.
O primeiro estádio do clube foi a Vila Cruzeiro, que estava localizada na Estrada do Mato Grosso (atual Avenida Bento Gonçalves, no Bairro Partenon). Em 1920 o Cruzeiro mudou-se para o Caminho do Meio, estádio onde ficou durante 18 anos. No ano de 1929, depois de ter conquistado a cidade por duas vezes, 1918 e 1921, conquistou o Estado, na sua primeira participação (participou, depois, dos campeonatos de 1961 a 1965, 1968 a 1973, 1976 a 1979).
O Cruzeiro teve na sua história altos e baixos. Nos primeiros 50 anos de sua existência, foi um clube que incomodava os grandes times, chegando a ser reconhecido como a terceira força de Porto Alegre, atrás apenas de Grêmio e Internacional.
Outro período áureo foi o pioneirismo gaúcho em excursões para a Europa[1], Ásia e o Oriente Médio, na virada do ano de 1953 para 1954.
Depois de 11 dias viajando de navio jogaram contra times considerados grandes, como Real Madrid (segurou o empate em 0 a 0)[1], Lazio, Fenerbahçe, Besiktas e Galatasaray SK, além da Seleção de Israel (foi o primeiro time brasileiro a jogar em Israel) e da Turquia. Tiveram resultados positivos. Jogaram 15 partidas, venceram sete, empataram quatro e perderam outros quatro, marcando 28 e sofrendo 20 gols. Voltando com um aproveitamento de 55,55%.
A excursão foi tão capacitada que o clube voltou no ano de 1960 à terra dos desbravadores. Nesta viagem, jogaram contra times como Sevilla, Bayern Hof, Dínamo de Zagreb e outros, além de seleções como Tchecoslováquia, Seleção Olímpica Dinamarca e Bulgária.
E voltaram com um aproveitamento parecido, 54,16%, jogando 24 partidas, com 11 vitórias, seis empates e sete derrotas, marcando 39 gols e sofrendo 35. Com essa campanha, conseguiu um título, o Torneio de Páscoa de Berlim, um campeonato importante para a época, o primeiro título intercontinental de futebol de um clube gaúcho. Para exemplificar como a segunda excursão foi satisfatória, os dirigentes do Randers, um dos adversários na excursão, enviaram uma carta ao Cruzeiro onde eles afirmavam que nunca iam esquecer do time que tinham o derrotado.
No dia 7 de março de 1941, o Cruzeiro inaugurou o Estádio da Montanha (no bairro Medianeira), então o maior da cidade[1], derrotando o São Paulo FC por 1 a 0, gol de Gervásio, com mais de 20.000 pessoas presente.
Na década de 1940 o clube faz seu grande esforço de crescimento. Em 1944 contratou o técnico húngaro Emeric Hirchl, que trouxe consigo a famosa dupla de atacantes italianos Flamini e Lombardini, que já haviam atuado pela seleção nacional e haviam atuado na Argentina e na Lazio, da Itália.[1] Antigos dirigentes do clube costumavam dizer que, se o Internacional não estivesse em uma fase tão boa na primeira metade dos anos 1940, talvez hoje o Cruzeiro fosse um terceiro time grande na cidade.
Além desses títulos, o Cruzeiro conta na sua galeria com o primeiro Torneio Internacional de Páscoa de Mar del Plata, na Argentina, em 1961, e sagrou-se o primeiro Campeão da Taça Governador do Estado em 1970.
A decadência do clube começou no final da década de 1960, quando o presidente Rafael Peres Borges vendeu o Estádio da Montanha para a construção de um cemitério (batizado com o nome do Papa João XXIII e localizado próximo ao Estádio Olímpico Monumental, do Grêmio, no bairro Medianeira). O último jogo do Cruzeiro na Montanha ocorreu no dia 8 de novembro de 1970, com vitória do Cruzeiro por 3 X 2 sobre o Liverpool do Uruguai. Muitos torcedores deixaram o local chorando.
Na década de 1970, o clube construiu o Estádio Estrelão (na Avenida Protásio Alves, bairro Protásio Alves), seu estádio atual, inaugurado em abril de 1977. Em 1979 o futebol profissional do clube entrou em recesso, só voltando em 1991.
Em 2008, o Cruzeiro disputou duas competições: a Segunda Divisão Gaúcha e a Copa FGF. Na primeira, o Cruzeiro fez uma boa campanha na primeira fase, com 15 pontos em 10 jogos. Entretanto, na segunda fase, o time da Capital decepcionou e não ganhou nenhum jogo dos 14 a serem disputados, ficando na lanterna da chave e adiando por mais um ano a subida de divisão.
Neste mesmo ano, nas categorias de base, o clube chegou à final do Campeonato Gaúcho de Juniores, sendo derrotado pelo Internacional por 3-2 no placar agregado (2 X 0 e 0 X 3). Na Copa Lupi Martins, o Cruzeiro conseguiu se classificar à segunda fase, fazendo 20 pontos em 16 jogos e ficando em quinto do grupo; nas oitavas de final, entretanto, foi eliminado pelo Novo Hamburgo, com o placar agregado de 4 X 1 (1 X 1, 3 X 1).
TÍTULOS
Estaduais: Campeonato Gaúcho (1929); Campeonato Citadino de Porto Alegre (1918, 1921 e 1929). Outras Conquistas: Torneio Triangular de Porto Alegre (1943); Taça Cidade de Porto Alegre (1947); Torneio Extra da Cidade de Porto Alegre (1943); Torneio da Páscoa de Berlim - Alemanha (1960); Torneio Internacional de Mar del Plata (1961); Torneio Início de Porto Alegre(1943, 1951 e 1962); Taça Governador do Estado (1970);
Basquete: Campeonato Gaúcho de Basquete (Masculino) (1945, 1948*, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1956, 1968, 1970, 1972 e 1973); Futebol de Salão: Campeonato Gaúcho de Futebol de Salão (1958 e 1959).
ARTILHEIROS
Campeonato Gaúcho
1.Nestor - 1929.
2.Paraguaio - 1969 (8 gols).
O Cruzeiro desde a sua origem revelou grandes craques e muitos atletas que passaram pelo Cruzeiro ao longo deste quase 100 anos chegaram à Seleção Brasileira, como Aníbal Candiota, Moderato Wisintainer (primeiro gaúcho a jogar uma Copa do Mundo em 1930), Juvenal Amarijo, Luizinho, Irno, Claudio Danni, Alfredo Mostarda, Picasso, Valdir de Morais, Airton Ferreira da Silva, Ortunho, Batista e tantos outros grandes jogadores que já vestiram a camisa Estrelada como Espir Rivaldo, Marne Demeneghi, Mario Andrade, Jorge Andrade, Hermes, Henrique, Arlem, Pio, Vieira, Cacildo, Marino, Arceu, Miguel, Bido, Pio, Canavieira, Bezerra, Antunes (irmão do Zico), Jarbas, Daizon e João Pontes, Laoni Luz, Julio César, Heraldo, Paraguaio, Serginho, Nicola, Chico Spina, Lettieri, Itamar, Doraci, Claudio Leite, Marcelo Rosa, Djair, Vergara, Paulo Santos, Pinga, Manú, Jair Gomes, Elton Correia, Zé Luís, Michel Bastos, Diguinho, Rafael Sobis...e muitos outros.
O CRUZEIRO É O ÚNICO TIME DO PLANETA QUE JOGOU UMA PARTIDA DE COPA DO MUNDO
Claro que não são só essas 19 pessoas que sabem da história. Está nos jornais da época que o Esporte Clube Cruzeiro emprestou o seu uniforme para o México em 1950.
História - Porto Alegre sediou duas partidas do Mundial de 1950. As partidas foram realizadas no Estádio Ildo Meneghetti, mais conhecido como Eucaliptos, pertencente ao S. C. Internacional. Jogaram Iuguslávia 4 X 1 México, em 28 de julho, e México 1 x 2 Suíça, em 2 de julho.
Na época, o México não utilizava o verde e branco, usava em vermelho grená muito parecido com o vermelho sangue da Suíça. A Fifa determinou que haveria um sorteio, ganho pelo México. Num gesto altruísta, a seleção mexicana cedeu à Suíça o direito de usar a camisa vermelha. Então, os mexicanos resolveram homenagear um time de Porto Alegre, porque foram bem recebidos na cidade, e pediram o uniforme de uma equipe porto-alegrense.
A sede do Cruzeiro ficava na rua Porto Alegre, onde está o Cemitério João XXIII, no bairro Azenha, portanto bem próximo ao Eucaliptos, que fica na rua Silveiro, no bairro Menino Deus. O Grêmio foi preterido porque era mais longe, lá na Mostardeiro - a avenida Goethe cruza o que seria a goleira da direita das tribunas. O Inter não poderia ceder o fardamento por ser vermelho tal qual o da Suíça.
O professor Eugênio Vasconcelos, de 55 anos, é professor de história e presidente do clube avi-azul. Na época, o Cruzeiro detinha o maior patrimônio entre os clubes da capital. Foi o primeiro clube gaúcho a ir para a Europa, destaca o professor.
Jogo A manchete do Correio do Povo do dia 2 de julho de 1950 estampava: "Porto Alegre conhecerá a equipe que empatou com o Brasil". A expectativa em torno da equipe alpina era enorme.
Os ingressos foram colocados à venda por módicos Cr$ 100,00 para as cadeiras, Cr$ 25,00 para as gerais e sócios, Cr$ 15,00 para os familiares de sócio e Cr$ 10,00 para os colegiais. Para se ter uma idéia do valor do dinheiro na época, o jornal custava Cr$ 0,80.
A partida entre Cruzeiro - ou melhor, México - e a Suíça acabou com vitória dos helvéticos por 2 a 1, gols de Bader (11min) e Tamini (45min). Casarin (88min) descontou para os estrelados mexicanos.
Preparação - Porto Alegre se preparou para receber os dois jogos da Copa do Mundo. O estádio do Internacional foi ampliado para poder acomodar 35 mil pessoas e a prefeitura doou Cr$ 500.000,00, numa bela manobra do vereador Ildo Meneghetti, que depois seria prefeito e se tornaria o patrono colorado. O clube do Menino Deus tentou conseguir verbas através de sua torcida, que não correspondeu à emissão dos bônus lançados pelo Colorado.
O gramado dos Eucaliptos teve suas dimensões aumentadas para atender às especificações da Fifa. O relvado, como dizem os portugueses, foi para 108m de comprimento por 72m de largura. Também foi necessário cercar o campo de jogo com tela, um avanço na época. Construíram-se dois túneis para acesso dos jogadores ao campo, colocaram postes para iluminação e instalaram cabines para a imprensa.
Um Gre-Nal inaugurou o "novo estádio" colorado. Lotação máxima, que não se repetiu na Copa. Em 24 de junho, o Grêmio venceu o dono do campo por 1 a 0, gol de Ariovaldo. A arbitragem era do renomado Mister Cyril John Barrick, o juiz inglês que apitava os jogos do Campeonato Gaúcho.
O governador do Estado, senhor Valter Jobim, estava presente na inauguração. Abelard Jacques Noronha, ex-presidente colorado, esportista e playboy nas horas de folga, recebeu as seleções na Cidade Sorriso.
A França não participou da Copa porque teria de jogar em Porto Alegre e quatro dias depois estaria em campo em Recife, Pernambuco, a mais de 3.000 quilômetros de distância. Por isso, a capital dos gaúchos só teve dois jogos no Mundial de 1950.
Saiba mais
Estádio Eucaliptos lotava em dia de clássico. Durante a Copa do Mundo de 1950 recebeu bom público. Foi uma grande festa para a sociedade de Porto Alegre.
Equipes: Suíça: Hug; Neury e Bocquet; Lusenti, Eggimann e Quinche; Tamini, Antenen, Friedlaender, Bader e Fatton. Técnico: Karl Rappan . México: Carbajal; Gutierrez e Roca; Gómez, Ochoa e Ortiz; Guevara, Flores Casarín, Borbolla e Velázquez. Técnico: Octávio Vial
Gols: Bader (Suíça) - 11 min Tamini (Suíça) - 45 min e Casarín (México) - 88 min - Arbitragem: Ivan Eklind, Suécia; Gunner Dahlner, Suécia; Sérgio Bustamonte, Chile
Local: Estádio Eucaliptos - Horário: 15h - Renda: Cr$ 94.700,00 - Público: 9.000 pagantes. Fonte: Nildo Júnior )

O novo estádio "Estrelão".

Time de 2008.

Formação do E.C. Cruzeiro, com Rafael Sóbis e Diguinho. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Timaço do Cruzeiro no Gauchão de 1970. Em pé: Henrique - Miguel - Ortunho - Bido e Arceu. Agachados: Arlém - Arnaldo - Joãozinho - Pio e Laoni. Este time foi Campeão da Copa Governador de 1970 e quarto colocado no Gauchão daquele ano.(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Time de 1969. Em pé: Valdir de Morais - Ortunho - Bido - Claudio Danni - Zico e Heraldo. Agachados: Arlém - Antunes (irmão de Zico) - Didi Pedalada - Pio e Vieira. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Time de 1968. Em pé: Jarbas - Zico - Cláudio - Heraldo - Silveira e Renato. Agachados: Arlem - Joãozinho - Didi Pedalada - Pio e Vieira (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)




Charge com o time do Cruzeiro durante excursão à América Central em janeiro de 1962.

No Monumental de Nuñez, Tonico é o sexto de pé da esquerda para a direita. (Acervo do ex-jogador Tonico)


Time do Cruzeiro durante o Torneio de Filgueiras, na Espanha, em 1960. O time da casa, o Filgueiras, que foi derrotado pelo Cruzeiro, jogou reforçado por quatro grandes jogadores brasileiros que atuavam na Espanha e aparecem na foto Joel, Didi, Evaristo de Macedo e Vavá.

Cruzeiro de volta a Europa, em 1960. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)



Inicio de 1954, volta do Cruzeiro da excursão a Europa e Oriente Médio.

Início de 1954. Retorno da delegação cruzeirista da Europa. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Recepção calorosa à delegação cruzeirista em plena Praça da Alfândega, na volta a Porto Alegre. (Foto: Acervo do ex-jogador Tonico)

Foto recente do ex-jogador Tonico (De seu Acervo pessoal)

“Os brasileiros esperam por sol e campo seco no jogo de hoje, no Estádio Grüne Au. A foto mostra quatro integrantes do E.C. Cruzeiro, de Porto Alegre, depois da chegada na estação da cidade de Hof” : Chagas, Tonico, Cacique e Joel. (Foto: Acervo do ex-jogador Tonico)

Em Limoges, na França, o Cruzeiro bateu a equipe de mesmo nome por 2 X 1, segundo os jornais “sob chuva e grossa pancadaria”. A Folha Esportiva anotava que a partida terminou em meio a uma confusão, quando o zagueiro Henri Kowal, do time francês disse ter sido atacado por vários brasileiros. “Foram só uns empurrões. Os repórteres gostam de enfeitar”, minimizou Tonico. (Acervo do ex-jogador Tonico)

Uma das formações do Cruzeiro na excursão a Europa. Em pé: Luiz Torres - Nonô - Tonico - Salvador II - Ivo Meyer e Candinho. Agachados: Abrahão Lerman (massagista) - Tesourinha II - Raul Cagliari - Sérgio - Cará e Elálio. Foto: Acervo do ex-jogador Tonico)





Foto 22 - O time do Cruzeiro posando com a seleção de Israel no primeiro jogo de um time brasileiro no Estado de Israel em janeiro de 1954. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Clássico Inter-Cruz em 1945 no estádio da Timbaúva. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Troca de gentilezas antes de um jogo. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Tesourinha II. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

1959. Estádio da Montanha, clássico Inter-Cruz. Goleiro Irno defende, em jogo finalizado 1 X 1 (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Clássico Inter-Cruz em 1945 no estádio dos Eucaliptos. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Time que enfrentou o Real Madrid. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)



1953. Time do Cruzeiro que excursionou a Europa. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)
EXCURSÃO DO CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE À EUROPA/ORIENTE MÉDIO EM 1953
RESULTADOS
- 08.11.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 0 REAL MADRID (ESPANHA), em Madri – Espanha
- 11.11.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 4 TOULOUSE (FRANÇA), em Toulouse – França
- 22.11.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 6 X 2 LAUSANNE SPORTS (SUÍÇA), em Lausanne – Suíça
- 25.11.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 0 TORINO (ITÁLIA), em Turim – Itália
- 02.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 0 LAZIO (ITÁLIA), em Lazio – Itália
- 08.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 2 X 1 MACCABI TEL-AVIV (ISRAEL), em Tel-Aviv – Israel
- 11.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 1 X 0 MACCABI PETACH-TIKVA (ISRAEL), em Petach – Israel
- 15.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 5 X 0 HAPOEL HAIFA (ISRAEL), em Haifa – Israel
- 17.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 0 SELEÇÃO DE ISRAEL, em Tel-Aviv – Israel
- 19.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 x 2 BESIKTAS (TURQUIA), em Beskitas – Turquia
- 20.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 1 X 2 SELEÇÃO DA TURQUIA, em Istambul – Turquia
- 24.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 2 X 5 FENERBAHÇE (TURQUIA), em Ancara – Turquia
- 27.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 3 X 2 GALATASARAY (TURQUIA), em Ancara – Turquia
- 03.01.1954 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 4 X 2 ESPANYOL (ESPANHA), em Barcelona – Espanha
- 06.01.1954 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 2 X 0 ESPANYOL (ESPANHA), em Barcelona – Espanha
RESUMO
15 jogos
7 vitórias
4 empates
4 derrotas
26 gols marcados
20 gols sofridos
SALDO: + 6

Orceli, jogador do Cruzeiro em 1952.

1952. Equipe do Cruzeiro: Em pé: Valdão - Laerte Terceiro - Dioli - Danton - Laerte Segundo e Leo. Agachados: Rubens Hoffmeister - Nardo - Orcelli - Casquinha e Jarico. (Foto: terceirotempo.ig.com)

Time de 1945. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)
A TEMPORADA DO SÃO PAULO F.C. EM PORTO ALEGRE
Transcrição do artigo publicado na revista Esporte Ilustrado, nº 158, de 17 de abril de 1941, quando o São Paulo fora convidado à inaugurar o estádio do Cruzeiro de Porto Alegre - então forte time gaúcho. E, como perceberão, não se podia dizer o mesmo do SPFC...
Após as brilhantes exibições do Gymnasia y Esgrima de Buenos Aires, foi dado a conhecer ao público desportivo portalegrense o quadro do S. Paulo F. C. da Paulicéa.
Vencedores dos "mens-sana" por larga contagem os sampaulinos eram tidos como grandes adversários dos clubs gaúchos. Esperava-se, mesmo, empolgantes partidas. Nada disso, porém, aconteceu. Porque? Digamo-lo francamente: o São Paulo em suas duas exibições não apresentou bom futebol. Foi derrotado em ambas as partidas pela diferença mínima é bem verdade, mas convenhamos que, dos seus adversários, ao Cruzeiro faltou o arremate e o Internacional cansou no início do 2º tempo. Não fossem estes os defeitos dos clubes pôrto-alegrenses e os sampaulinos regressariam com o amargor de duas graves derrotas. Vamos resumir as 2 partidas:
CRUZEIRO X S. PAULO
Para a inauguração de seu novo estádio o Cruzeiro convidou o São Paulo F. C. Depois de uma imponente parada atlética houve diversas cerimônias sendo por fim entoado o Hino Nacional por todos os assistentes.
Com o pontapé inicial, dado pelo exmo. secretário das Obras Públicas, foi dado início à partida, tendo os dois quadros a seguinte constituição:
São Paulo: King - Fiorotti - Squarza - Lola - Walter - Orozimbo - Bazzoni - Teixeirinha - Emédio (sic) - Remo (Jofre) - Novelli.
Cruzeiro: Marne - Só - Coelho - Ferrari (Zezé) - Wiezer - Canali - Saladura - Bruno - Louzada (Rico) - Rey - Gervásio.
A partida transcorreu algo movimentada, destacando-se nos dois quadros os seguintes players: Só - o melhor dos 22 em campo - Canali - Ferrari - Ruy [antes escrito Rey, n/t] - King - Fiorotti - Orozimbo e Remo.
O único goal da tarde foi assinalado aos 36 minutos do 2º tempo por Gervásio, que se aproveitou de uma defesa parcial de King.
Cruzeiro: 1 - S. Paulo: 0.
Público: Calculado em 20.000 pessoas.
Renda: 30:000$000.
INTERNACIONAL X S. PAULO.
Este jogo foi realizado quarta-feira à noite. Os colorados gauchos iniciaram o jogo com um apetite de leão. Permaneceram durante os primeiros dois minutos bombardeando o arco de King. Aos 4 e aos 9 minutos Carlitos atingiu as redes do irmão de Teleco [King era irmão do famoso jogador do Corinthians]. Depois dêstes 13 minutos sufocantes os paulistas se refazem e finalmente aos 20 minutos Teixeirinha assinala bonito goal. Mas logo após Carlitos - sempre Carlitos – marca em school enviezado [nem idéia do que seria isso] o 3º ponto do Internacional, ponto êsse que constituiu um verdadeiro "frango" de King. Revezam-sem as cargas e finaliza o 1º tempo com 3 x 1 no placard.
Na 2ª fase, Brandão, que vinha sendo o grande esteio dos colorados, cansou e, ao que parece, contagiou seus companheiros que nada mais fizeram. Só então a assistências percebeu que além do Internacional havia outro quadro no campo... Sim, porque aí começou a se locomover uma máquina acionada por Lola, agora como chave do quadro. E esta máquina pressionava cada vez mais, a despeito dos esforços de Alfeu e, notadamente, de Pedrinho. Aos 25 minutos, por fim, Teixeirinha trouxe a bola até as proximidades do arco, de onde, então, fulminou Rubens. 3 x 2 e esperanças de um empate para os sampaulinos. A máquina que varava o centro do campo era, porém, inofensiva dentro da área e o score manteve-se irredutível até o fim.
Valores: Remo foi a maior figura em campo, a despeito de seu tamanho... Seguiram-lhe em ordem: Brandão, Orozimbo, Sílvio Pirillo, Carlitos, Alfeu e Teixeirinha.
Juiz: Alvaro Silveira. Atuou regularmente ambas as partidas do S. Paulo em P. Alegre.
Renda: Cerca de 19:000$000.
Quadros: Internacional: - Rubens; Alfeu e Risada; Mascrinha (Nenê), Brandão (Nick), Pedrinho; Tesourinha, Russinho, Silvio Pirillo, Rui (Castillos) e Carlitos.
S. Paulo: - King; Fiorotti e Squarza; Lola (Zachlis), Walter (Lola - !!! Voltou ao jogo) e Orozimbo; Bazzoni, Teixeirinha, Hemedio, Remo e Paulo (Novelli).


1941. Cobertura jornalistica da festa inaugural do Estádio da Montanha. (Foto: Acervo do São Paulo F.C.)

O velho e histórico Estádio da Montanha.

1941. Lance do jogo inaugural do Estádio da Montanha, entre E.C. Cruzeiro X São Paulo F.C. Foto: Acervo do São Paulo F.C.)

1941. Lance do jogo inaugural do Estádio da Montanha, entre E.C. Cruzeiro X São Paulo F.C. Foto: Acervo do São Paulo F.C.)

1941. Solenidade no centro do gramado, antes do jogo E.C. Cruzeiro X São Paulo F.C., na inauguração do Estádio da Montanha (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

1941. Convite para inauguração do Estádio da Montanha.(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro.)

1945. Excursão ao Paraná. Visita a sede do Coritiba. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

No velho estádio Joaquim Américo, antes de um jogo contra o Atlético Paranaense. No time do Cruzeiro, agachados, aparecem os italianos Flamini e Lombardini, que jogaram na Lazio, na Argentina e chegaram ao Cruzeiro em 1944 com o técnico húngaro Emeric Hirschl. (Acervo do E.C. Cruzeiro)