sábado, 16 de março de 2019

Associação Olímpíca de Itabaiana (SE)


História do Clube

Diferente de muitas equipes que originaram-se de dissidências de outras, o Itabaiana formou-se de uma junção entre duas agremiações amadoras da cidade: o Brasil Football Club e o Balípodo Club Santa Cruz. 

O objetivo da fusão era manter uma frequência de atividades esportivas, já que estes dois clubes apareciam e desapareciam constantemente e não tinham um calendário fixo. 

Então, os desportistas itabaianenses entenderam que deveria ser formado um time mais consistente, mais participativo e com maior regularidade esportiva.

Desta forma, no dia 10 de julho de 1938 foi fundado um novo time de futebol em Itabaiana, em cujo batismo inicial recebeu o nome de Botafogo Sport Club, que durou apenas três meses, pois o mesmo não adquiriu a simpatia de todos os integrantes. 

Assim no dia 6 de outubro de 1938, numa reunião de iniciativa do senhor Irineu Pereira de Andrade, o time serrano passou a se chamar Itabaiana Sport Club. A mudança definitiva para Associação Olímpica de Itabaiana ocorreu em 1950.

A escolha das cores do clube não foi difícil. Como o Santa Cruz tinha as cores azul e branco e o Brasil as cores vermelho e branco, a homenagem foi prestada aos precursores e o Itabaiana viraria o tricolor serrano, nas cores azul, vermelho e branco.

A Primeira Partida

A primeira partida do novo time itabaianense aconteceu em 14 de agosto de 1938. Ainda com o nome de Botafogo Sport Club. O time serrano enfrentou o Guttemberg Football Club, da cidade de Aracaju. E o "Sergipe", jornal, da capital anunciava:

"Na própria cidade de Itabaiana, encontrar-se-ão amanhã em partida amistosa, os fortes esquadrões do Guttemberg F.C desta capital e o Botafogo S.C daquela cidade. 

Ambos os quadros estão devidamente treinados prometendo deste modo um embate cheio de lances emocionantes, realizando em Itabaiana amanhã uma das suas maiores tardes esportivas".

O jogo foi recheado de controvérsias e o"Sergipe", jornal de 17 de agosto, numa matéria inteiramente parcial polemizou:

"Sob a arbitragem de um juiz inconsciente, os rapazes do Guttemberg F.C. perderam para o Botafogo S.C da cidade de Itabaiana, pelo apertado score de 2 X 1. (...) 

Decorridos alguns minutos de jogo, coube a abertura do score aos locais, não desanimando os visitantes que o tempo todo investiram, (...). Em uma das vezes, apossando-se "Teleco" da bola, escapou, e a grande distância, em um forte pelotaço vazou as redes dos locais, mas o juiz, que desde o início da peleja procurava prejudicar todas as jogadas dos rapazes do "Guttemberg" anulou inescrupulosamente o tento feito, sem aceitar o menor protesto do time prejudicado. 

Minutos depois, ainda "Teleco" apossando-se da pelota (...), descobrindo em frente ao goal dos locais, mandou um forte tiro, conseguindo deste modo empatar a partida (...). 

Já ao término da peleja, chocaram-se três jogadores, inclusive dois locais próximo à área penal dos visitantes, e o juiz, desconhecedor das regras do football, (...), ao em vez de marcar bola ao ar, marcou uma penalidade contra os "guttemberguenses", que batido, resultou em goal para eles, terminando a partida minutos depois com o score de 2 X 1, favorável ao time local"

Dos Primeiros Títulos à Atualidade

O primeiro título, a "Zona Centro", de Sergipe, veio em 1959, ainda como clube amador. Em 1960, o profissionalismo chegou ao futebol sergipano. O primeiro título de Campeão Sergipano de profissionais veio no ano de 1969 no antigo "Estádio Etelvino Mendonça". 

Esse momento da história do time foi de fundamental importância, por ter provocado uma "febre" de auto-estima e orgulho nos itabaianenses, marcando para sempre o inicio de uma paixão entre clube e torcida.

O segundo título estadual foi conquistado no ano de 1973, em pleno "Estádio Lourival Batista", na capital. Mas foi entre o final da década de 70 e inicio da década de 80 (78, 79, 80, 81 e 82) que o Itabaiana consolidou a sua hegemonia no futebol do Estado, conquistando um inédito pentacampeonato, tendo como responsável direto por tal feito histórico o senhor José Queiroz da Costa, eterno patrono da equipe, que não mediu esforços para obter tais conquistas. 

Um jejum de 15 anos ocorreu até o próximo título em 1997, quando o Itabaiana derrotou o Confiança, mais uma vez no "Batistão". Em casa, no "Estádio Presidente Médici", mais um título de campeão sergipano foi conquistado em 2005. Recentemente, em 2012, em campanha histórica, o "Tricolor" conquistou o seu 10º título estadual.

Vale destacar, ainda, a conquista do "Nordestão" de 1971, título ainda não reconhecido pela CBF, mas registrado nos anais da história através de diversos jornais e do Boletim Oficial da antiga "Confederação Brasileira de Desportos" (CBD).

Estádio

O "Estádio Estadual Presidente Médici", com capacidade de 11 mil pessoas é onde o Itabaiana manda seus jogos. O nome foi sugestão do então governador de Sergipe, Lourival Baptista, como modo de agradar o então Presidente da República, o militar Emílio Garrastazu Médici. 

O estádio foi inaugurado em 7 de março de 1971 num jogo do "Tricolor Serrano", contra o Grêmio, de Porto Alegre.

No dia da inauguração, naquela tarde festiva do dia 7 de março de 1971, a Olímpica de Itabaiana recebeu a visita da equipe do Grêmio de Porto Alegre. Foi uma tarde inesquecível e uma partida de futebol da melhor qualidade, apesar de o público ter voltado para casa sem ver gols, 0 X 0 foi o resultado final.

Mesmo com a equipe do Grêmio contando com a presença do tricampeão mundial, o lateral-esquerdo Everaldo, que travou um acirrado duelo com o veloz e habilidoso ponta-direita serrano Edmílson Santos. Este não deu vida fácil ao famoso lateral. Estes foram os protagonistas da festa:

ITABAIANA: Marcelo - Augusto - Humberto - Elísio e Messias. Gustinho - Bené e Zequinha. Edmilson - Horácio e Tatica. Técnico: Alberto Menezes.

Grêmio: Jair - Domingos (Espinosa) - Di - Beto e Everaldo. Jadir (Júlio Amaral - Ivo) - Gaspar e Caio. Flecha - Alcindo (Paraguaio) e Loivo. Técnico: Otto Glória.

Fotos: Acervo fotográfico do clube

2018.


2017.


2016.





1980.


1979.

1978.

1974.

1973.

1971. Itabaiana bateu o Internacional em pleno Beira Rio, pela "Copa Ouro".

1971. Campeão do Nordeste.






1959. Solenidade de entrega das faixas de campeão da "Zona Centro". 


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Manifestações de amigos

O professor Rafael Alves da Cunha, de Caçapava do Sul, está montando o seu site onde pretende contar coisas interessantes de sua vida profissional, bem, como relembrar o tempo em que jogava futebol no time do Corinthians de sua cidade,

A foto acima é do ano de 1952, e faz parte de seu arquivo pessoal. Na ocasião o Corinthians derrotou a Seleção de Veteranos de Caçapava do Sul, o que sem dúvida constituiu-se em uma grande façanha.

Na foto, que foi enviada por Daniel Petersen, a pedido do professor. Em pé: Rafael: Alceuzinho (massagista) - Eno - Carlos - Rafael - Paulo e Ener. Agachados: Mestiço - Amauri - Nilo - Abascal e Sidney. 

Primeiro torneio de Futebol de Salão realizado em Caçapava Sul, na então nova quadra do Ginásio Nossa Senhora da Assunção, em 1952.

Em pé:Mestiço e Jair. Agachados: Rafael, Kallil e Daniel, irmão do Rafael. (Foto: Enviada por Daniel Petersen,a pedido do professor Rafael)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Fluminense de Feira de Santana (BA)

Histórico

O Fluminense foi fundado no dia 1º de janeiro de 1941,por um grupo de jovens feirenses, que eram torcedores do Fluminense do Rio de Janeiro.

A paixão era tanta que as cores eram similares as do homônimo carioca. O seu primeiro presidente foi Wilson da Costa Falcão e a diretoria era composta por nomes como Osvaldo Coelho Torres (vice-presidente); Laudelino Lacerda Pedreira, Otto Emanuel de Carvalho (secretários); Ariston Carvalho (diretor-técnico); Simonidas Carneiro (assistente); Fernando Garcia (diretor de sede); Colbert Martins (orador);Adroaldo Dórea, Alberto Oliveira e Valter Mendonça (médicos) e Humberto Luiz Portela e João da Costa Falcão (advogados).

A primeira escalação, ainda como amadores, era formada por Newton (goleiro), Chico (lateral-direito), Zé Barros (zagueiro central), Brasilton (volante), Bianchi (volante), Tuta (lateral-esquerdo), Nogueira (ponta-direita), Heitor (meia-direita), Pamponet (centroavante), Tó (meia-esquerda) e Carlito (ponta-esquerda). Newton ainda se tornou prefeito da cidade em 1970.

A equipe se filiou à Liga Feirense em 1944 e, após três anos de filiação, o Touro do Sertão, como é conhecido o clube, conquistou o primeiro de quatro títulos amadores.

As outras conquistas vieram em 1949, 1950 e 1953. Em 1953 o troféu de tricampeão foi recebido, já que o campeonato não foi disputado em 1951 e 1952.

Em 1954 aconteceu o primeiro grande passo na história do clube. Convidado pela Federação Baiana de Futebol, o Fluminense de Feira se tornou profissional e em 6 de junho do mesmo ano empatou com o Vitória no estádio da Fonte Nova por 1 a 1 em sua estréia. O gol da equipe foi marcado por Alfredo.

Durantes 13 anos o Flu foi o único time do interior a participar da primeira divisão do Campeonato Baiano. Nesse período conquistou o vice-campeonato em 1956, perdendo a final para o Bahia, mas sete anos depois o título finalmente veio em cima do Tricolor baiano.

A partir de 1967, outros clubes do interior, juntaram-se ao Fluminense e aos grandes da capital para disputar a primeira divisão. O Touro do Sertão dois mais tarde, em 1969, o time conquistou de forma brilhante o título estadual, de maneira antecipada e com direito a criação do slogan “Durmo líder e acordo líder”.

É o time também no interior baiano com maior participação em competições nacionais tendo inclusive disputado o Campeonato Brasileiro em todas as suas divisões (A, B, C e D). Conta com uma legião de torcedores não só em Feira de Santana, mas em outras cidades espalhadas pela Bahia. 

O Touro do Sertão é respeitado e admirado por todos e mesmo outras equipes tendo conquistado títulos estaduais, o Flu é quem continua ostentando a condição de ter estado em sete finais de competição, sendo que conquistou dois títulos estaduais e outros cinco vice-campeonatos.

Estádio Joia da Princesa, do Fluminense, de Feira de Santana, com capacidade para 16.274 pessoas.

Sede social do clube. (Fonte: Botões para sempre)

2016. (Foto: Anotando Futebol)

1976. 

1971. (Foto: Anotando Futebol)

(Foto: Anotando Futebol)

1966. (Foto: Anotando Futebol)

1966. (Foto: Anotando Futebol)

1964. (Foto: Anotando Futebol)

1963. (Foto: Anotando Futebol)

1960. (Foto: Anotando Futebol)

1958. (Foto: Anotando Futebol)

1957. (Foto: Anotando Futebol)

Fluminense, campeão amador de Feira de Santana, em 1947. (Foto: Anotando Futebol)

Fluminense, 1945. (Foto: Anotando Futebol)

Sem o ano (Foto: Anotando Futebol)

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Associação Nova Prata de Esportes


Histórico

A Associação Nova Prata de Esportes Cultura e Lazer, mais conhecida como “Nova Prata”, da cidade gaúcha de igual nome foi fundada em 10 de abril de 2003.

Suas cores são o vermelho, o verde e o branco. Manda seus jogos no “Estádio Municipal Doutor Mário Cini”, com capacidade para 3 mil pessoas.

A equipe manteve-se amadora e disputando somente campeonatos municipais e da região de Nova Prata até 2009, quando participou pela primeira vez do Campeonato Gaúcho de Futebol Amador alcançando as quartas de finais da competição, sendo eliminado pelo Grêmio Esportivo Ibirubá. E também em 2010, quando foi eliminado ainda na primeira fase.

Em 2011 a equipe foi convidada pela Federação Gaúcha de Futebol para disputar a 8ª Copa FGF. O resultado não foi dos melhores, uma modesta 20ª posição em um campeonato com 22 participantes.

Foram 12 jogos, sendo sete derrotas, quatro empates e apenas uma vitória (diante do Esportivo, em Bento Gonçalves). Em 2012 o Clube decidiu disputar a Segundona Gaúcha.

Para tal o tricolor pratense apostou em um elenco formado por jogadores da região, arregimentados na base e nas peneiras realizadas.

Contratou também jogadores mais experientes, oriundos ou com passagem pelo Veranópolis, que disputaram a Copa FGF no ano anterior e voltaram ao Clube. Para técnico foi contratado o experiente Ernesto Guedes.

Mesmo com uma história curta no futebol profissional, em 2013 a equipe alcançou o acesso para a Divisão de Acesso, segunda divisão do futebol gaúcho.

A Associação Nova Prata, após classificar-se em primeiro do grupo, deixou para trás Rio Grande, Sapucaiense e Marau (na final do turno) garantindo a vaga na final da competição e o acesso antecipado para a divisão superior. Na final porém, não conseguiu superar o Tupi, perdendo as duas partidas.

Em 2014, a equipe estreou na Divisão de Acesso, porta de entrada para a Primeira Divisão. A primeira vitória chegou logo na terceira rodada, em casa, contra o Santo Ângelo: 3 X 1.

A campanha foi irregular durante todo o primeiro turno da competição alternando entre vitórias e derrotas. O ponto alto foi a sonora goleada aplicada frente ao Riopardense: 6 X 2, com direito a três gols de Éder Ceccon, atacante com boas passagens pelo Juventude e Paysandu.

Mesmo assim, num grupo equilibrado acabou na última posição, porém somente três pontos atrás do quarto e último classificado.

No segundo turno, o time manteve-se com uma campanha irregular e deixou escapar a classificação para as quartas de finais na última rodada, ao ser derrotado em casa pelo Santa Cruz.

A derrota do Marau para o Cerâmica serviu para manter o tricolor pratense garantido na segunda divisão de 2015. Riopardense (que perdeu as 15 partidas que disputou), Canoas e o próprio Marau foram rebaixados para a terceira divisão.

Em 2015, do time que quase caiu na temporada anterior, restaram algumas peças importantes como Fabio Rodeghiero, Vandré e a dupla de ataque, Jean Dias e Éder Ceccon.

Outro ponto interessante foi a inauguração dos refletores do Estádio Mário Cini, o que permitiu que a Associação mandasse seus jogos a noite, garantindo um público maior. A partida de estreia dos refletores foi frente ao Veranópolis. Vitória do pentacolor por 2 X 0.

Alocado no Grupo A da competição, o clube iniciou com bons resultados. Mantendo-se invicto e dentre os cinco primeiros até a quarta rodada, quando sofreu um revés jogando em casa, diante do Glória.

A partir daí amargou uma sequencia de seis jogos sem vitórias. As três vitórias sobre Esportivo, Glória e Tupi até trouxeram esperanças de classificação aos torcedores. 

Porém as duas derrotas nas últimas duas rodadas, para Santo Ângelo (em casa) e Panambi decretaram, não somente a desclassificação para a segunda fase, mas também, o rebaixamento da Equipe para a Terceira Divisão.

Bastava uma simples vitória para o clube garantir a quinta posição do Grupo, porém o mesmo Panambi foi quem se classificou. Juntamente com Rio Grande, o Nova Prata voltou a jogar a última divisão do futebol profissional gaúcho.

Em 2016, voltou a disputar a Segundona Gaúcha, terceira e última divisão do Campeonato Gaúcho. Com investimento menor e sem contar com os nomes que formaram a base do clube durante a passagem pela Divisão do Acesso, o Nova Prata até fez boa campanha.

Comandado por Joel Cavalo, avançou até a semifinal da competição, sendo eliminado pelo Guarany, de Bagé, que posteriormente conquistou o título e a única vaga de acesso daquele ano.

Restou ao Nova Prata a terceira posição e por conta do regulamento da atual competição (aonde somente o campeão garantia o acesso), manteve-se mais uma vez na Segundona.

Em 2017, o clube apostou na volta do professor Everaldo Medeiros para conquistar o acesso. No primeiro jogo diante de sua torcida, foi goleado pela Equipe B do Grêmio por 4 X 0.

A equipe não conseguiu uma regularidade e somou apenas dois pontos nas primeiras nove rodadas. Uma improvável recuperação (graças a duas boas vitórias contra Três Passos e Elite jogando em casa).

As boas atuações do atacante “Tanque González levaram a equipe a sonhar com a classificação para a segunda fase, mas a derrota por 5 X 0 diante do Três Passos decretou a eliminação do time na última rodada.

A falta de experiência do elenco montado às pressas, a dificuldade para inscrever os atletas estrangeiros e o péssimo início de competição, contribuíram para que a Associação Nova Prata realizasse a pior de suas campanhas desde o profissionalismo: apenas oito pontos conquistados em 36 possíveis.


2018.


2018.

2017.


2017.


2016.


2015.


2014.


2014.


2013.


2013.


2012.

2012

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O primeiro time de Felipão




O Grêmio São Cristóvão foi fundado em 29 de outubro de 1959, no bairro Igara de Canoas. Em sua sede social a entidade promovia bailes para seus associados e a comunidade local.

O nome do time foi posto em homenagem ao padroeiro da igreja São Cristóvão, situada no mesmo bairro Igara. O São Cristóvão permanece ainda hoje, porém, não tem mais a mesma expressão de anos anteriores.

No clube São Cristóvão, como era conhecido, o adolescente Luiz Felipe participava de comportadas reuniões dançantes. Não havia ainda um campo de futebol e a turma do São Cristóvão jogava bola em praças e campos baldios, até que Demétrio Machidonski, um taxista que trabalhava na capital gaúcha, ficou com pena dos guris e providenciou um uniforme na loja Cauduro.

Era um jogo de camisetas azuis com duas listras verticais amarelas. Demétrio mandou colocar o distintivo do Grêmio São Cristóvão e o time passou a disputar campeonatos de várzea contra equipes de Canoas e adjacências.

Luiz Felipe Solari fez parte do quadro de jogadores do São Cristóvão. Foi seu primeiro time. Jogava como zagueiro.

Natural de Passo Fundo, onde nasceu em 9 de novembro de 1948. Filho de Benjamim e de Cecy (Leda) Scolari.  Seus pais  mudaram-se para a cidade de Canoas, onde construíram residência no Bairro Igara.

Em Canoas já viviam tio Alcides e tio Alberto, que eram sócios de uma transportadora de Passo Fundo e possuía uma frota de caminhões-tanque. Em 1954, Alcides trocou Passo Fundo por Canoas, para expandir seus negócios.

Um ano depois, Alberto o acompanhou.  Compraram um terreno à beira da BR 116, movimentada rodovia que corta a cidade de Canoas, e começaram a construir um posto de gasolina, inaugurado em 1959.

Em 1964, eles chamaram Benjamim, que veio com  Leda, e os filhos Luiz Felipe e Cleonice para Canoas. Cleuza, a irmã mais velha de Felipão, preferiu ficar. Tinha constituído família em Passo Fundo. Casada com Euclides Schneider, ela tem quatro filhos:  Darlan (preparador físico que trabalhou no Grêmio e no Cruzeiro, além de integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002), Tarcísio, Elson e Delano.

Em Canoas, Benjamin virou sócio dos irmãos na transportadora  de combustível, enquanto Leda costurava e fazia roupas para fora. Luiz Felipe tinha que ajudar no sustento da casa e passou a trabalhar  no posto de gasolina dos tios, enquanto estudava no curso técnico de contabilidade.

Assim era a rotina do jovem, até que conheceu Olga Pasinato,com 16 anos de idade,  filha do dono do hotel localizado em frente ao posto de gasolina dos tios. O casamento aconteceu nove anos depois, em 1973. Dos 17 aos 19 anos Luiz Felipe jogou no time de várzea de Canoas, enquanto acalentava o sonho de tornar-se jogador de futebol profissional.

Como profissional, Luiz Felipe jogou no Aimoré, de São Leopoldo e no Futebol Clube Montenegro, da cidade de mesmo nome, depois foi para o Caxias e o Juventude, jogando sempre como zagueiro, posição na qual recebeu o título de melhor zagueiro do Campeonato Gaúcho de 1978, quando então jogava  pelo Caxias. (Fonte e fotos: Blog "O Povo do Sul - http://darisimi.blogspot.com)

Sede social do Grêmio São Cristóvão situada na rua Mamoré, Bairro Igara, Canoas (RS).


Foto do ano de 1967. Em pé: Roberto Taylor – Telmo - José Rubens - Luiz Felipe Scolari - Luizão e Hilton. Agachados:  Sérgio Potrich – Volmar - Nereu Rampon - Demétrio Machidonki Filho e Luiz Fontella. (Fotografia de Toninho Silva)


Em pé: Nivaldo - Luiz Santos - Luiz Felipe Scolari - Carlinhos - Hilton - Roberto - Fabrício e  Darci T. de Moraes (diretor de futebol). Agachados: Demétrio Machidonski Filho - Clóvis Rampon - Volmar - Telmo e Julio.

Foto do ano de 1965, publicada no jornal "Diário de Canoas", edição dominical de 10 de março de 2002. Em pé: Antônio Bittencourt (Técnico) - Luizão - Fabrício - Luiz -  Luiz Felipe Scolari - Ilton - Adelmo e a madrinha do time Mariza Amaral da Silva. Agachados: Rui Fontella - Telmo - Clóvis  Rampom - Peixinho - Volmar e Luiz Fontella. 

Foto de 1967, tirada no campo do São Cristóvão, hoje transformado no Centro Olímpico Municipal de Canoas. Luiz Felipe Scolari, Hilton e agachado Volmar.