quinta-feira, 23 de março de 2017

Verdadeiras Reliquias

Um pouco de boas recordações. Este time é do Independente, de Passo Fundo, em 1953, bi-campeão da cidade de futebol amador. Em pé: Egídio Reolon – Hiran Verardi – Hermes Andreis - Antônio Carlos Verardi  - Genovêncio de Morais – Roque Piovesan e com a maleta na mão, Alceu Laus. Agachados: Alberto Scortegagna – Pepino Silva – Plínio Rosseto – Heitor Verardi e Djalma 

"Meca", Américo Martins de Oliveira, nasceu em Carazinho, jogou no Veterano, antes de vir para Passo Fundo. Jogou no 14 de Julho, em 1960 e 1961 e depois no Gaúcho, entre 1962 e 1970, quando encerrou a carreira. 

Tinha 78 anos quando faleceu, vítima de pertinaz enfermidade. Da equipe campeã da segunda divisão, em 1966, resta vivo apenas Honorato, meio-campista que reside em Cruz Alta. Na foto, o ataque do Gaúcho de 1962. Em pé: Moreninho, Meca e Banana. Agachados: Sariba e Armando Rebechi. (Fonte: Texto e foto Marco Antônio Damian)

O ex-goleiro José Antonio Cavalheiro, era cria da base do Grêmio. Jogou no Gaúcho, 14 de Julho, ambos de Passo Fundo, Internacional de Santa Maria, Ypiranga, Nacional do Paraguai, Juventus de Rio do Sul, Estrela e Palmitos.

Residia em Passo Fundo e era funcionário público aposentado. Ganhou notoriedade também como carnavalesco. Foto do 14 de Julho, em 1969. Em pé: Amâncio - Aldo - Noé - Gringo - Zé Carlos e Cavalheiro. Agachados: Liminha - Mariotti - João Pedro - Vadi e Caio. (Fonte: Texto e foto Marco Antônio Damian)

Jamir Geraldo da Silva, falecido em 2015, foi um lateral-esquerdo que brilhou no Gaúcho, de Passo Fundo. Ao contrário do que se espalhou, Jamir não se formou em Medicina. Era treinador de futebol. Quem se formou em Medicina foi Índio, que reside no Paraná.

Time de 1968. Na foto: Em pé: João Pontes - Luis Antonio - Índio - Nadir - Daison Pontes e Jamir. Agachados: Meca - Zangão - Bebeto - Flávio e Ramiro. (Fonte: Texto e foto Marco Antônio Damian)


14 de Julho de Passo Fundo, em 1976. Laerte – Dico – César – Bugre - Ademir e Daison Pontes. Agachados: Dorval – Kiko – Ismael - Odir e Paulinho. Desses, faleceram Dico, Daison, Ismael e Odir. (Fonte: Texto e foto Marco Antônio Damian)


O Cachoeira Futebol Clube, da cidade gaúcha de Cachoeira do Sul foi fundado no ano de 1914. O clube esta licenciado das competições oficiais há vários anos. 

Na foto. Em pé: Oscar - Maninho - Leocir - Chico Preto - Evilásio e Edegar. Agachados: Paulo Conceição - Valdir - Chicota - Amarante e Adãozinho. (Fonte: Texto e foto César Freitas)


O Sá Viana Futebol Clube, de Uruguaiana foi fundado no ano de 1940. Lamentavelmente há vários anos o clube está licenciado das atividades esportivas oficiais. Na foto acima: Em pé: Wella – Mugica – Gato – Kale - Amarelo e Chico. Agachados: Helvio – Canário – Nivaldo - Danilo e Foguinho. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Esporte Clube São Luiz, da cidade gaúcha de Ijuí foi fundado no dia 20 de fevereiro de 1936. O clube está hoje na “Segundona”, mas já teve campanhas brilhantes em anos anteriores no grupo de elite gaúcho.

Na foto acima, a equipe de 1989. Em pé: Gilberto Capeletti – Caçula – Eduardo - Casagrande e Márcio. Agachados: Rubens Paraná – Valduino - Bilo Galvão - João Luiz - Mauro e Éder. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

A Associação Rosário de Futebol foi fundada no dia 7 de fevereiro de 1977. O clube hoje está inativo das competições oficiais depois de poucas participações. Não há identificação para a formação postada na foto. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Esporte Clube Pelotas foi campeão gaúcho de 1930. O último grande feito foi a conquista da Recopa Gaúcha de 2014, quando venceu o Inter na partida final por 3X2. 

Na foto acima uma das ótimas equipes formada pelo aúreo cerúleo da "Cidade Princesa". Em pé: Benedito - Serafim - Artêmio - Daison Pontes - Pinheiro e Irno. Agachados: Puccinelli - Maneca - Nezito - Toquinho e Volnei. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

As grandes conquistas do S.C. São Paulo, de Rio Grande foram o “Gauchão” de 1933 e a Copa Bento Gonçalves de 1985. O clube atualmente participa do Grupo de Elite de nosso futebol. Na foto acima a equipe de 1977. Em pé: Jorge - Flávio Sales – Ronaldo - Vadi -Paulo Ventura e Paulo Barroco. Agachados: Gonha – Antoninho – Pinguela - Mário Borges e Cid. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

A Associação Esportiva e Recreativa Santo Ângelo, da cidade gaúcha do mesmo nome, foi fundada em 1989. A Agremiação foi resultante da fusão de três clubes tradicionais da cidade missioneira, Elite, Tamoio e Grêmio Santo Angelense. 

Antes da SER Santo Ângelo o clube teve a denominação de Associação Esportiva Santo Ângelo (AESA). Na foto acima a AESA. Em pé: Edemar – Paulinho – Sidney – Décio - Camilo e Jurandir. Agachados: Jorge – Joarez – Valdir - João Carlos e Jacinto. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Grêmio Esportivo Força e Luz, de Porto Alegre, se ainda estivesse em atividades, estaria hoje com 95 anos. O clube foi fundado no dia 8 de setembro de 1921. Os seus fundadores foram os funcionários da Companhia Carris, que naquela época se denominava Companhia Força e Luz.

O clube conquistou três títulos de vice-campeões de Porto Alegre em 1941,1947 e 1948. Na década de 1940 o clube teve outras denominações como Esporte Clube Rio Branco, bairro onde se localizava o seu campo de jogo, o estádio da Timbaúva e Esporte Clube Corinthians Porto Alegrense, por influência de sócios paulistas. Posteriormente retornou a sua denominação original.

Lamentavelmente, por problemas financeiros encerrou suas atividades no ano de 1958. Na foto acima uma das últimas formações do "Forcinha" como era carinhosamente chamado pela sua torcida.

Em pé: Henrique – Odilon – Riograndino – Jerônimo - Enio Marcelo e Doroci. Agachados: Zacarias – Dadinho – Raimundo - Dóia e Dorval, ex-ponteiro direito do Santos. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Esporte Clube Guarani da cidade gaúcha de Venâncio Aires foi fundado no ano de 1929. O "rubro negro da Terra do Chimarrão" que já teve boas participações no grupo de elite do futebol gaúcho, atualmente disputa a “Segundona”. Na foto acima, em pé:  Foguinho – Alvinho – Jaime – Moacir - Passarela e Chimbica. Agachados: Geraldo - Luiz Carlos – Sandro - Jorjão e Müller. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O "Xavante", como é carinhosamente chamado pela sua numerosa torcida, foi o primeiro Campeão Gaúcho em 1919. Atualmente disputa com muito brilho o “Brasileirão” da Série B e a elite do futebol gaúcho. Na foto acima, em pé: Adilson – Dejanir – Bahia – Otacílio - Joceli e Geóvio. Agachados: Caçapava – Vanderlei – Oli - Iran e João Borges. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

Clube Esportivo Bento Gonçalves, da cidade gaúcha do mesmo nome. O clube hoje integra hoje o grupo da “Segundona” gaúcha. Em anos anteriores participou da “Elite”, sagrando-se campeão do Interior em mais de uma oportunidade.

Em 1978 foi Campeão da “Copa Rubens Hoffmeister”. Em 1979 foi vice-campeão Gaúcho. Em 1980 sagrou-se campeão da “Copa Governador”. Em 1983 conquistou a Copa ACEG.

Na foto acima. Em pé: Ademir – Jânio – Espinosa – Donga - Celso Freitas e Reginaldo. Agachados: João Carlos – Joel - Luiz Freire - Adilson e Valdecir. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Grêmio Atlético Guarani, da cidade gaúcha de Garibaldi foi fundado no dia 14 de agosto de 1940. Na foto acima. Em pé: Carlos – Paulinho - Gerson Carreta – César – Pessali – Francisco - Acássio e Ney Almeida. Agachados: Faísca – Zeca – Carioca - João Alberto e Esquerdinha. Esta foi a equipe de 1992, quando o clube foi o vice-campeão da Segunda Divisão. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Grêmio Esportivo Bagé, da cidade gaúcha do mesmo nome foi  a conquista do “Gauchão” de 1925. Além dessa importante conquista, o clube venceu a Copa Governador do Estado em 1974, Campeão do Interior em 1939, 1944, 1957 e 1964. Também foi campeão da “Segundona” gaúcha em 1982 e 1986. Atualmente o clube está na “Terceirona”.

O seu campo de jogo é o sempre temido estádio da Pedra Moura. Na formação jalde negra acima. Em pé: Miro – Ney – Barradinhas – Valdoma - Teixeira e Mano. Agachados: Mariano - Ivo Medeiros - Juarez Teixeira - Jara e Saul Andrade. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Grêmio Esportivo Sapucaiense, da cidade gaúcha de Sapucaia do Sul foi fundado no dia 28 de julho de 1941. O clube depois de uma efêmera participação no Grupo de Elite de nosso futebol, hoje disputa a “Terceirona” gaúcha.


Na foto acima, colaboração do amigo Ernani Campelo temos em pé: Rodrigo - Lucas - Santos - Tiago Matos e Evandro. Agachados: Gian - Fábio Rodrighero – Douglas – Catatau - Toto e Cleiton. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Sport Club Rio Grande, da cidade gaúcha do mesmo nome, é o clube de futebol mais antigo do Brasil em atividade. Hoje o "vovô" do futebol brasileiro participa da “Terceirona” gaúcha. O seu grande feito foi a conquista do “Gauchão” de 1936.

Na foto acima, a equipe de 1963. Em pé: Motine – Galego - Pedro Alcântara - Kim e Caetano. Agachados: Selmar – Caio - Paulo Ferreira – Jadir - Alcindo Martha de Freitas e Luizinho.

Em homenagem ao Rio Grande o dia 19 de julho é comemorado como o "Dia do Futebol Brasileiro". (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Esporte Clube 14 de Julho é o segundo clube mais antigo do futebol gaúcho e o terceiro no Brasil. Foi o primeiro clube rubro negro de nosso estado. 

Na foto acima. Em pé: Osvaldo – Canário - João Carlos – Sérgio - Marco e Adãozinho. Agachados: Nicanor - Jorge "Bocão" – Bazzotti - Luiz Carlos e Odair Camelinha. Esta é a equipe de 1965. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

O Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, hoje em Cachoeirinha (RS), foi fundado no ano de 1913.O clube que por muitos anos foi a terceira força do futebol gaúcho, teve em 1929 a sua grande conquista, o Campeonato Gaúcho daquele ano.

O Cruzeiro até meados da década de 1960, foi o clube gaúcho que mais viajou para o exterior. Foram os primeiros a visitar o "Velho Mundo". Foram duas vezes antes da dupla Grenal. Estiveram lá em 1953 e 1960.

Também excursionou várias vezes para países da América do Sul e América Central. Hoje os estrelados estão construindo um belo estádio em Cachoeirinha.

Na foto acima temos a equipe de 1959. Em pé: Cacique – Chagas – Irno – Nonô – Carazinho - Neno e Abrahão Lermann. Agachados: Tesourinha II – Elário – Tonico - Cará e Santarém. (Fonte: Texto e foto César Freitas)

Futebol Clube Riograndense de Rio Grande foi  campeão gaúcha em 1939. Lamentavelmente hoje o clube está licenciado das atividades esportivas. Na foto acima. Em pé: Getúlio – Chaplim – Alberto - Ney Amado - Eli Bernardino e Betinho. Agachados: Cid – Adão - Ênio Souza - Clóvis e Bangú.

terça-feira, 7 de março de 2017

Futebol em charges (2)

Copa 1958 - Suécia




A Copa de 1958 foi de Feola e do "Marechal da Vitória", Paulo Machado de Carvalho. O Brasil chegou a Suécia com pinta de conquistador, como Pelé, cheio de majestade na caricatura de Carlos Estevão.

Feola veio do futebol paulista e conseguiu montar pela primeira vez uma Comissão Técnica de verdade, com preparador físico, supervisor e até um psicólogo. Com Pelé e Garrincha na seleção, foi sopa no mel. Só que os cartunistas não entraram no clima de ufanismo e bateram sem dó na carona que os políticos pegaram na conquista de nosso primeiro Campeonato Mundial (5 X 2 contra a Suécia na final).

A histórica chargista do "Estadão", Hilde Weber, desenhou o presidente Juscelino Kubtschek bebendo na "Taça Jules Rimet". Théo ironizou a fila de políticos atrás do jogador brasileiro - "Os donos da Copa".

O grande destaque foi a sacada de Lan, que desenhou pela primeira vez o time campeão inteirinho, ao lado do técnico, no "O Globo". Desde então, a mídia adotou a ideia, que virou tradição em todos os campeonatos. Lan acabou abrindo mercado para o cartun nacional.

Dentre as charges sobre os jogos da Copa, destaca-se a ilustração de Théo, que colocou o jogador brasileiro tirando um sarro do famoso goleiro da Rússia, Yashin, logo no primeiro jogo do Brasil na competição: "Isso é que é "Cortina de Ferro? Na minha terra nós chama isso "penera".

Pelé. (Charge de Carlos Estevão, na revista "O Cruzeiro" - 1958)

Bellini. Charge de Mécio Caffé, publicada no jornal "A Gazeta Esportiva", em março de 1959.

Charge de Théo, publicada na revista "A Careta", em 1958.

Charge de Appe, publicada na revista "O Cruzeiro", em 1958.


Didi. Charge de Mécio Caffé, publicada no jornal "A Gazeta Esportiva", em maio de 1959.

O primeiro a acreditar no futuro maior craque de nosso futebol foi o cartunista Dino, quando fez a primeira caricatura de Pelé.Charge de Dino publicada no jornal "Tribuna de Santos", em junho de 1957.

Charge de Sampaulo, publicada no jornal "Diário de Notícias", em 1958.


Théo criou um personagem simbolizando o jogador brasileiro. Tinha os louros da vitória na cabeça e corria dos políticos. (Charge publicada na revista "A Careta" - 1958)

Charge de Théo publicada na revista "A Careta" - 1958

"Isso que é cortina de ferro? Na minha terra nóis chama isso penera". (Charge de Théo publicada na revista "A Careta" - 1958)


Charge de Marink publicada no "Jornal do Brasil" em 1958.

Presidente Juscelino Kubtschek bebendo na "Taça Jules Rimet". (Charge de Hilde Weber, publicada no jornal "O Estado de São Paulo", em 1958)

Na parte superior: Zito, Castilho, Bellini, Gilmar, Mauro, Nilton Santos e Zózimo. Abaixo: De Sórdi e Orlando. Mais abaixo: Mário Américo, Djalma Santos, Didi, Moacir, Oreco, Dida, Dino e Pepe. No final: Garrincha, Joel, Mazola, Vavá Pelé, Zagalo e Feola. (Charge de Lan publicada no jornal "O Globo", em junho de 1958).

Copa 1954 - Suíça




Durante os preparativos para a Copa de 1954, foi constatado que até o uniforme da Seleção Brasileira precisava ser reformulado após a derrota na Copa anterior. A CBD resolveu, então, realizar um concurso para a escolha de um novo "traje" para a equipe.

O chargista gaúcho Aldyr Garcia Schlee, de 19 anos, criou a camisa canarinho que se tornaria famosa. O time contava com os titulares Castilho, Djalma Santos, Nilton Santos, Brandãzozinho, Pinheiro, Bauer, Julinho, Humberto, Índio, Didi, Maurinho e o técnico Zezé Moreira.

Ganhamos por 5 X 0 do México, empatamos com a Iugoslávia em 1 X 1 e perdemos da Hungria por 4 X 2, amargando o sexto lugar na Suíça.


Djalma Santos foi o maior destaque da nossa Seleção em 1954. (Charge de F.S. Heitor, publicada no jornal "ÚLtima Hora", em 1954)


Futebol, o Brasil em campo. (Charge de Aldyr Garcia)


Em pé: Djalma Santos, Eli do Ampáro, Nilton Santos, Brandãozinho, Castilho e Pinheiro. Agachados: Julinho Botelho, Didi, Baltazar, Pinga e Rodrigues Tatu. (Charge de Moreira, publicada no jornal "A Gazeta Esportiva", de 15 de junho de 1954)


Charges de Messias publicadas no jornal "A Gazeta Esportiva", em 22 de março, 3 e 5 de junho e 2 de julho de 1954.


Na ordem: Dequinha, Sabará, Zózimo, Gilmar, Roberto, Paulinho Almeida, Pavão, Valter, Paulinho, Álvaro, Maurinho, Didi, Escurinho, Cabeção, Nilton Santos, Canhoteiro, Larry e Djalma Santos. (Charge de Lan, publicada na revista "Manchete Esportiva", em 1956)


"Vejam só, eu que sou o rei da chave não acerto com a fechadura". Nássara não perdoou e colocou o técnico do Brasil, Zezé Moreira, bêbado, sem encontrar o buraco da fechadura e sem rumo na Seleção. (Charge publicada no jornal "Última Hora", do Rio de Janeiro - 1964)

Copa 1950 - Brasil




Os brasileiros davam como certa a vitória na Copa de 1950. A cartunista Hilde Weber retratou bem esse clima de otimismo. O time comandado por Zizinho fez 4 X 0 contra o México, empatou em 2 X 2 contra a Suíça, bateu a Iugoslávia por 2 X 0, a Suécia por 7 X 1 e a Espanha por 6 X 1

Quem poderia imaginar o fiasco do time perder a final, em casa, para o Uruguai por 2 X 1, diante de um público de 200 mil pessoas no Maracanã? Aconteceu. O goleiro Barbosa foi um dos crucificados, como mostrou a charge de Nássara.

Punido eternamente, Barbosa costumava dizer: "Isso não passa. Se eu fosse um bandido, já teria cumprido minha pena". A decepção do povo foi tamanha que, que J. Carlos, o maior dos cartunistas, retratou o presidente Dutra em meio a multidão desolada.

Charge de Hilda Weber, jornal "Tribuna da Imprensa", 1950.

Charge de Messias, publicada no jornal "Gazeta Esportiva", de 1 e 2 de junho de 1950.

Charge de Messias, publicada no jornal "Gazeta Esportiva", de 1 e 2 de junho de 1950.

A tradição de figurinhas em balas continuava. E as "Bals Futebol" eram o maior sucesso para as multidões de fãs do futebol. (Charge: Mécio Caffé - Balas Futebol - 1950)


A construção do então maior estádio de futebol do mundo, o Maracanã. (Charge de Lorenzo Mola, para o "Jornal dos Sports" - 1950)

Charge de Messias, publicada no jornal "Gazeta Esportiva", de 2 de junho de 1950.

Brasileiro: "Mano a mano, companheiro. Você venceu em 30 e eu vou vencer em 1950". O Uruguai: "Está para usted, companhero". Charge de Messias, publicada no jornal "Gazeta Esportiva", de 3 de junho de 1950.


Charge de Nássara, publicada no jornal "Última Hora", do Rio de Janeiro, em 18 de setembro de 1951.

Tudo ia bem até que, na final, o goleiro Barbosa deixou passar o segundo gol uruguaio. Os torcedores acharam que tinha sido um frango. O pobre goleiro, sem culpa, foi perseguido por essa cobrança até seus últimos dias de vida. Comoção geral que J. Carlos soube retratar como ninguém em seus desenhos. (Fonte: J. Carlos, na revista "A Careta", de 19 de agosto de 1950)