segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Futebol no Pari

Sempre Luzitano !

Esta fotografia me foi encaminhada pelo senhor Joaquim Paulino Ferreira, filho do grande zagueiro Severino, que atuou no Luzitano Futebol Clube, do bairro do Pari, de São Paulo-Capital.

Segue o texto encaminhado por ele juntamente com a fotografia:

” … Esta foto foi tirada em um almoço de confraternização dos componentes do Luzitano F.C. do Parí, junto com alguns diretores do clube.

Não sei o ano e nem tampouco os nomes de todas as pessoas que estão nela. O meu pai, está à esquerda, com a camisa preta. Seu nome era Severino e fazia dupla de zaga com Roxo (outra saudades) . Obrigado …”.

Futebol no bairro


 
Com já dissemos algumas vezes, dada à proximidade do campo do S. Paulo F. C., que era no Canindé, vários sampaulinhos surgiram na região.

Já falamos dos do Canindé, da rua Paganini, do Pari e agora falaremos no do Brás. Era um time forte , difícil de ser vencido, era da Rio Bonito , perto da Almirante Barroso.

Não temos documentos desse tricolor, mas na oficina de auto elétrico do Matheus lá na Virgílio, tem uma foto, onde inclusive o italiano jogava , formando um meio de campo ao lado do Valtinho Baroni.

E.C. Dragão do Pari

Jayme Antonio Ramos

Homenagem ao Dragão Paulista, vários garotos cujos , pais , tios e até avós haviam jogado no alvi-celeste fundaram o Dragão do Pari.

Foi um time que obteve várias conquistas , cuja criação foi fruto da união de moradores do Pari, principalmente da Rio Bonito , no trecho da Capitão e Olarias.

Nesta foto do início da década de 60 , tirada em frente à venda do meu pai e do bar do "seu" Albino, vemos o Josir, o Zé, o Paulinho, Waldir de Souza, Odailton,

Nelsinho Maia, Nelsinho "Jacó", Cá, Gilson, Fernando e Wilson Nifosci. Agachados , Jayme (eu ,né) , Jelson, Dantinho, Fabrício e filhos e Jairo.
Um grande time , uma grande família !!


Bandeira Paulista resgata histórias da Vila Maria

Coluna Entrevista / Edição 60

Autor: Cinthia Prado
Fotos: Divulgação

O futebol de Várzea da Vila Maria é relembrado por Murfa, Zé Carlos, Alberto e Luis nos tempos do Bandeira Paulista – time de várzea tradicional dos anos 50. Histórias relatam como era a vivência no bairro e quais foram os jogadores nascidos no Bandeira que tiveram maior visibilidade em campo.
Q: Conte a história do Bandeira Paulista, quando foi fundado? Por quem?

Alberto: Ele foi criado basicamente por membros das famílias Carvalho e Martins, em 08 de março de 1944, e possuía o nome de Bandeirantes Futebol Clube. Depois, em 15 de novembro de 1948, ele passou a se chamar Bandeira Paulista Futebol Clube. O time era filiado à federação paulista.

Q: Onde vocês treinavam?

Zé Carlos: Treinávamos no campo, depois da ponte da Vila Maria, próximo da atual empresa Joli. O clube sempre foi muito parecido com o Corinthians, onde os que torcem gostam muito e os que não torcem não gostam nem um pouco. Ele era um time caloroso, que possuía uma massa de torcida e frequentadores natos. Da Rua Eli até a Dutra era só torcedor do Bandeira.

Q: Vila Maria é muito conhecida pelo futebol de várzea; existiam muitos times na região? Como eram as disputas?

Murfa: Sim, tinha sim. Essa era a diversão.

Zé Carlos: O Bandeira, por exemplo, era como uma casa, na outra casa era o Clube Vila Maria, na do lado o Carlos Gomes, na vizinha o Benfica e a outra o Flamengo de Vila Maria.

Bandeira e Vila Maria era um clássico, lembro muito bem disso! Teve um jogo que estava 3 x 2 para o Bandeira e estava difícil. Aí, teve um cara que se machucou, e normalmente no futebol quando o cara se machuca a pessoa que está com a bola joga para fora, para que o jogador possa receber o atendimento. Então, a bola estava com o Murfa e, ao invés de jogar para fora, ele aproveitou que o goleiro estava longe da trave e marcou o gol. Finalizou o jogo em 4x2. Hoje em dia se alguém fizer isso em um jogo arruma briga.

Q: A região também é muita conhecida pelas inundações na época de chuva. Como eram feitas as partidas quando isso acontecia?

Murfa: Uma simples garoa já enchia o campo. A trave do gol sumia de tanta água que tomava o espaço. Então, nesta época nós jogávamos nos campos dos adversários. A Vila Maria alagava inteirinha, obrigando as pessoas a buscar ajuda na Vila Guilherme. Aqui parecia um mar com essas enchentes.

Zé Carlos: Quando alagava o pessoal se reunia para secar o campo com rodos, parecia uma festa. Às vezes o Artur, que participava do time, conseguia um trator que ajudava muito. Em outros momentos usávamos enxada. Depois, pegávamos um time de expressão para reinaugurar o campo.

Q: Bandeira Paulista ganhou muitos jogos? Títulos?

Zé Carlos: Sim. Quando alcançávamos um número de invictos, como 50 jogos, promovíamos uma feijoada.

Q: No Bandeira Paulista surgiram grandes revelações? Jogadores foram jogar em times profissionais?

Alberto: Tivemos grandes jogadores, como o Reis, que começou no Bandeira e se tornou Campeão Infantil do Clube Atlético Ipiranga – na época o time era profissional. Ele jogou na Portuguesa, Bragantino e no América de São José do Rio Preto, quando enfrentou o Santos FC com o craque Pelé na divisão principal. Reis chegou a sair na capa da revista “A Gazeta Esportiva ilustrada”, em 1965, tradicional revista de esportes da época.

Murfa: Tivemos o Armândio, o Buco, Cerejeira, Nelson...

Alberto: O Buco foi Campeão Paulista Juvenil pelo Corinthians.

Zé Carlos: Tivemos também dois jogadores que nasceram no Bandeira e atuaram no Palmeiras, onde foram Campeão de Futebol de Salão, o Nando e o Iska.

Alberto: Sem contar que na época existiam figurinhas dos times de várzea, igual existe hoje da Seleção Brasileira.

Q: Qual foi o principal nome? Por quê?

Murfa: Não tem um único nome, pois todos foram importantes para o time.

Q: O Bandeira Paulista participava das festas na região? Como os bailes de carnaval e as festas juninas.

Murfa: Fazíamos blocos de rua e as princesas vendiam votos. Quem vendesse mais era eleita princesa. No bairro também tínhamos um campeão de boxe que sempre comparecia nos bailes.

Todos eram garotos e as festas eram sempre em família; nelas os rapazes e as moças se conheciam. Era um local tão gostoso que as mães levavam suas filhas para o baile. O clube produzia festas de carnaval, bailes, festas juninas e, através delas, o time arrecadava fundos. Lembro que as mulheres faziam prendas para leiloar, minha mãe, por exemplo, já fez frango assado e bolo, tudo para ajudar o Bandeira.

Zé Carlos: Uma vez por mês o clube promovia o show do Sérgio Cardena, onde a sede lotava; eram muitas famílias que se reunião para ver o show. E a cada 15 dias nós tínhamos uma sessão de cinema, na sede do clube.

Murfa: Tínhamos uma madrinha do time que disponibilizava um espaço, onde fazíamos a sede, ao lado de sua casa. O filho dela era fanático, igual nós.

Q: Quais são as lembranças mais marcantes do Bandeira Paulista?

Murfa: O Bandeira era um clube formado por famílias e só entravam aqueles que moravam na região. Nos reuníamos em um armazém todas as noites para jogar conversa fora.

O time tinha um hino, que sempre cantávamos, nós e todos os torcedores. Vou dar uma palhinha dele: “Nós somos todos do Bandeirantes, rapazes fortes da cabeça aos pés. Entramos em campo dispostos à luta. Não conhecemos o que é revés. As nossas cores são as tricolores. O nosso time é o ideal. Quem vai na frente são os torcedores, anunciando a vitória final”.

Zé Carlos: Então, imagina em 1940/1950 três ou quatro caminhões lotados de gente em cima da ponte da Vila Maria e, entre a Rua Antônio Fonseca, o motorista dirigindo bem devagar, com os loucos gritando. O povo saía na rua e ia cantando o hino tudo atrás. Virava um cortejo.

Murfa: Naquela época, aos domingos, todos iam aos jogos do Bandeira e do Benfica, porque essa era a diversão. Nós éramos felizes e não sabíamos. Todos eram tão unidos que, às vezes, acompanhávamos uma senhora de noite até a avenida e não tinha mal algum, porque nós conhecíamos o seu avô, tio, era realmente uma união! E, por isso mesmo que no Bandeira eu nunca vi droga.

Zé Carlos: Nunca teve. Tinha bebida, como pinga e cerveja, mas nada de drogas. Um dia um rapaz de fora apresentou um negócio (maconha) e “nossa senhora”, aquilo voou dali na hora! Ninguém usava, ninguém ao menos admitia esse tipo de comportamento.

Q: Em que ano o Bandeira Paulista encerrou suas atividades? Por quê?

Zé Carlos: Por volta de 74/75 já estava acabando, tentamos segurar até meados dos anos 80, mas não deu. Nós perdemos o campo porque, na verdade, o terreno era da prefeitura, então eles construíram a ponte que liga a Marginal Tietê com a Dutra no local.

Alberto: O fato de você perder o campo faz você perder o ponto de encontro.

Murfa: Aos domingos os torcedores almoçavam em família e, como nós jogávamos em outros bairros por conta da falta do campo, acabou ficando cada vez mais difícil para os torcedores nos acompanharem. Nós até tentamos reunir o esqueleto, mas não conseguimos. Depois começou a falecer muita gente e não tínhamos reposição.

Q: Qual o objetivo inicial do site? Vocês têm a intenção de retomar o time com novos jogadores ou apenas divulgar a história?

Alberto: Fizemos para resgatar a história do time.

Zé Carlos: A gente não consegue mais reunir o nosso pessoal e a situação da Vila Maria não está boa para pegar gente de fora. Não é como era antes. Então, os estranhos da Vila Maria agora somos nós. Antigamente o futebol era a principal diversão e hoje qualquer “coisinha” o cara tem uma arma e acaba com a brincadeira de todos.

Q: Há algum recado que gostariam de deixar ao leitor?

Zé Carlos: Pedimos para o leitor entrar no nosso endereço eletrônico www.bandeirapaulistafc.com.br e ver detalhes da nossa história.

Murfa: Se alguém tiver fotos, também pedimos que nos enviem, pois estamos juntando o maior número possível para montar um acervo completo do time do Bandeira.

Entrevista

Você conhece alguém que mora há muitos anos no bairro e tem história para contar? Ou alguém que tenha se destacado em alguma área e possa ser exemplo para outras pessoas? Então nos mande um e-mail com os dados da pessoa, ela pode ser a próxima entrevistada da Revista! leitor@revistacomuniq.com.br

Veteranos do C. Dragão Paulista

Jayme Antonio Ramos

Hoje vou falar de um time especial para mim, o Dragão Paulista.

Fundado em agosto de 1924 . Seu primeiro campo foi num dos terrenos do Manoel Dias Henrique, que tinha uma paixão pelo clube.

Ficava na esquina das ruas Rio Bonito com Capitão-Mór Passos, tendo se mudado anos mais tarde para um morrinho que ficava no fim da Carlos de Campos ao lado de um corrego que existe embaixo da Carlos de Campos.Meu pai jogou no alvi-celeste e tinha a cara do time , muita raça, garra.

O Dragão tinha uma torcida pouco numerosa, mas muito respeitada e tinha até fama de briguenta.

Seu grande Presidente foi o sr. Vicente Tempone e o time teve vários ícones durante sua longa história, como Duca, Dóia,Ditinho,Abacaxi, Roque, Farolete Picuíra, Talin, Dante e muitos outros.

O clube tinha a sua torcida na região do Alto do Pari, da Rio Bonito até São Biagio, Morro Grande e imediações. Cheguei a ver alguns jogos quando criança e vibrava com suas vitórias.


Veteranos do Esboriol

Jayme Antonio Ramos

Durante vários anos , um time de uma corretora de valores, fez sucesso e sempre jogando fora de casa. Nesse time sempre jogaram vários atletas do bairro do Pari.

Pois bem, o escritório mudou de direção, o time parou suas atividades, mas anualmente os veteranos se reunem em Cabreuva para um congraçamento e um futebol de leve, no sítio do ex-atleta João "Bacardi", tudo muito bem acompanhado por um chopp bem geladinho e um churrasco de vários tipos de carnes.

Vemos a foto de um desses encontros , onde vemos Jayme ( eu ), Galasse, Aparecido e seu filho e outros atletas .

Um comentário:

Angelo Geraci disse...

Muito legal a publicação, minha vó me conta muitas histórias sobre o antigo futebol de várzea, meu avô era ponta direita do Benfica, se chamava Angelo e era conhecido como Chemp. Muito bacana o blog mantendo a história viva. Parabéns!