

Fotos: Acervo do E.C. Noroeste
História do E.C. Noroeste
Fundado em 1º de setembro de 1910 , com o nome de Sport Club Noroeste, o alvirrubro de Bauru teve como primeiro presidente o engenheiro Carlos Gomes Nogueira. Entre os primeiros sócio-beneméritos do clube estão figuras importantes de Bauru, como Alfredo de Castilho, Eduardo Vergueiro de Lorena (prefeito da cidade entre 1925-26 e 1929-25/10/30), Ernesto Monte (Prefeito de 1938-41), Otávio Pinheiro Brisolla (prefeito- 1918-21 e 1948-52), entre outros.
O primeiro confronto da história do Noroeste foi contra um selecionado da cidade de São Manuel. Vitória por 1 a 0.
O estádio Alfredo de Castilho foi inaugurado em 1º de agosto de 1935, com um jogo entre o Norusca e o Campinas F.C. Placar final: derrota noroestina pela contagem mínima.
Alfredo de Castilho foi diretor da E.F. Noroeste do Brasil entre maio de 1925, nomeado pelo presidente Artur Bernardes, e 1929 e de 1934 até março de 1937. Faleceu em 1947.
O primeiro título estadual foi do Campeonato do Interior de 1943. Na final, disputada em dois jogos contra o Guarani de Campinas, o Noroeste levou a melhor.
Os jogos foram disputados no Estádio do Pacaembú e após vencer o primeira partida com um gol do ponta-esquerda Fontes, o Norusca segurou o 0 X 0 no segundo jogo. Os heróis de 43 foram: Amélio, Xande e Irineu Pé de Boi; Balbino, Sérgio e Chocolate; Lamonica, Crisanto, Adolfrizis, Cirilo e Albércio ou Fontes.
O profissionalismo chegou em 1948. Em março, Anísio, Xandu, Chocolate, Tuim, Ferreirinha e Julinho foram os primeiros alvirrubros inscritos como jogadores profissionais. O Norusca passou então a ter dois times: um profissional, que disputaria o Campeonato Paulista e outro para jogar o Amador de Bauru.
O primeiro campeonato da 2a Divisão disputado pelo Noroeste foi o do próprio ano de 48. Após altos e baixos, o time terminou na terceira posição da série branca do Campeonato. O Linense foi o campeão, mas perdeu o acesso para o XV de Piracicaba, após um triangular que contou ainda com a participação do Rio Pardo.
O primeiro título da 2a Divisão veio em 1953. Após conquistar o título da Série Verde do Campeonato, o Norusca, em uma campanha heróica, conquistou o título da Segundona, passando por cima do América de Rio Preto, da Ferroviária de Araraquara, do Paulista de Jundiaí, do Marília e do Bragantino.
Foram oito vitórias em dez jogos, que renderam o primeiro acesso da história do Noroeste à divisão de elite do futebol paulista. O título foi assegurado com uma vitória por 2 X 0 sobre o Marília, no Alfredão. Festa na cidade.
O time de 53 era formado por Sidney, Osvaldo e Villa; Nelson Faria, Mingão e Amaro; Colombo, Zeola, Brotero, Ranulfo e Luiz Marini. O técnico era José Pavesi, que faleceu pouco antes do último jogo do primeiro turno da fase decisiva, contra o Bragantino.
O maior susto da história do Noroeste ocorreu no dia 23 de novembro de 1958. A partida era contra o São Paulo de Poy, Mauro Ramos de Oliveira e Dino Sani, no Estádio Alfredo de Castilho. Aos 25 minutos do primeiro tempo, a geral estava em chamas.
No ano de 1960, a melhor campanha do Noroeste no Paulistão: 17 vitórias, seis empates e 11 derrotas. O quinto lugar, junto com o Guarani e o desabrochar de dois craques: Toninho Guerreiro e Zé Carlos.
Em maio de 1964, a primeira vigem internacional. Uma excursão para um torneio em Cochabamba, na Bolívia. Vitórias sobre o Jorge Wilstermann (2 X 1), São José de Oruro (4 X 0) e Aurora, então campeão boliviano (4 X 0).
O interesse pelo futebol alvirrubro na Bolívia justificou-se pelo grande número de amistosos que o Norusca disputou na região da fronteira.
A primeira queda do time veio em 66. Depois de uma fraca campanha, o time bauruense decidiu sua sorte em um jogo de desempate contra o Guarani, no Pacaembú. Resultado: 3 X 1 para o Bugre, debaixo de muita chuva.
O Noroeste voltou a divisão principal do futebol paulista apenas em 1970. Na fase final o alvirrubro passou pelo Bragantino (2 X 1) e Nacional. Contra o time da Capital, após um empate em um gol no primeiro jogo, o Norusca, com um gol de Fedato, garantiu o acesso e o fim do drama da Segundona.
O próximo passo era encarar o Paulistinha, criado pela Federação Paulista de Futebol, como uma seletiva para os times do interior. Os classificados teriam o direito de disputar a fase mais importante do Campeonato, o Paulistão.
O Noroeste só voltou a enfrentar os grandes clubes do estado no ano de 74, após garantir a última vaga no Paulistinha de 73. O primeiro jogo do Paulistão 74 foi contra o Santos, na Vila Belmiro. 2 X 1 para o Peixe. No final do campeonato, um honroso décimo lugar.
Nas campanhas seguintes, o time alternou bons e maus resultados. Ao mesmo tempo, um garoto ia surgindo nas categorias de base do clube. Era Baroninho que, mais tarde, ganharia destaque no futebol nacional.
Em 78, o Norusca partiu para a disputa do Campeonato Brasileiro, a primeira e única vez que o time disputou a Primeira Divisão.
A grande contratação para o camponato, foi Jairzinho, o "Furacão de 70". O Brasileirão daquele ano registrou a incrível marca de 74 clubes, divididos em seis grupos. O time se classificou na repescagem da primeira fase, mas foi eliminado na segunda, por Grêmio e Palmeiras. No geral, a 28a colocação.
Os "bons tempos" do Noroeste durariam até 81, quando o time voltou a ser rebaixado para a Segundona. O time voltou à elite paulista em 84. O time volta a cair em 85, subindo novamente em 86. Neste período o time bauruense ficou conhecido como "iô-iô (sobe e desce).
O time vai se mantendo até 93, quando é novamente rebaixado, após uma derrota para o Mogi Mirim por 4 a 2, com direito a gol do meio do campo de Rivaldo. Em 94 o clube disputa a recém criada Série A2. O time vai mal no Campeonato e acaba rebaixado para a Série A3.
O clube ficou apenas um ano na Terceirona. Após uma excelente campanha, o Norusca conquistou o título (1995) e voltoua à A2. Em 1999 o a equipe fez uma das piores campanhas de todos os tempos e caiu novamente para A3. Em 2004, após uma excelente campanha, o Norusca conquista o acesso para a série A2
De forma brilhante em 2005, após 12 anos nas fases intermediárias, voltou a seu lugar de destaque, a Primeira Divisão do Campeonato Paulista de Futebol, o Paulistão, ícone do futebol mundial, assegurando também sua vaga no Brasileirão da série C.
No mesmo ano, o time conquistou o campeonato da Federação Paulista de Futebol levando-o a Copa do Brasil. (Fonte: Acervo E.C. Noroeste).















































O atual estádio,como se sabe, construído pela Estrada de Ferro Noroeste, em terreno doado por Daniel Pacífico,e durante a administração do engenheiro Ubaldo Medeiros, levou inicialmente o seu nome.
Reinaugurado no dia 5 de junho de 1960, como documenta a foto acima: da esquerda para a direita, o repórter Tom Barbosa (Rádio Panamericana), engenheiro Ubaldo Medeiros, vereador Ivaldo Crivelli, Daniel Pacífico, locutor José Haddad (Auri-Verde), e, braço estendido, o repórter Célio Gonçalves (Bauru Rádio Clube).
Aí veio o Golpe Militar de 1964. Que chegou à Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, com a destituição dos seus diretores, a prisão de líderes sindicais, e a nomeação de um interventor militar, o general Ramiro Gorreta.
Uma das primeiras medidas do general foi escorraçar o nome de Ubaldo Medeiros dos portões do estádio. Ressuscitou o falecido Alfredo de Castilho, que era o nome do velho estádio.
Embarcando com tudo na histeria anticomunista que então contaminava o país, o general implicou também com a gloriosa camisa vermelha do Noroeste. Ameaçou mudar. Imagine, a cor vermelha, cheira subversão!Exército Vermelho!
Só sossegou quando lhe asseguraram que o Norusca tinha sido fundado em 1910, anos antes de o Exército Vermelho ter sido formado, e garantido a vitória da revolução socialista na Rússia em 1917.






Quando o Noroeste estava na reta final para chegar à Primeirona, o então radialista Luciano Dias Pires, manteve durante meses na PRG-8 Bauru Rádio Clube, da família Simonetti, o programa noturno Prá Frente Noroeste!
E festejou a vitória final com colegas de emissora. Que produziam, com ele, o primeiro jornal falado do rádio bauruense. Na foto acima, a comemoração. Em primeiro plano, à direita, Luciano Dias Pires, em seguida Carlos Rodrigues Sampaio, e, ao fundo, Nelson Reginato Leite do Canto.








Ao invés de gol, narrou o incêndio no Estádio Alfredo de Castilho, em novembro de 1958, em jogo do Noroeste contra o São Paulo. Noroestino e corintiano fanático, não perdia um jogo do timão quando morou em São Paulo, nos anos 1970.
Era amigo do ex-presidente do Corinthians, Vicente Matheus (1908-1997). Nilton chegou ainda à presidência do Noroeste. Faleceu no dia 17de março de 2010.

História
O estádio Alfredo de Castilho foi inaugurado em 1º de agosto de 1935, com um jogo entre o Norusca e o Campinas F.C. Placar final: derrota noroestina pela contagem mínima. Alfredo de Castilho foi diretor da E.F. Noroeste do Brasil entre maio de 1925, nomeado pelo presidente Artur Bernardes, e 1929 e de 1934 até março de 1937. Faleceu em 1947.
O maior susto da história do Noroeste ocorreu no dia 23 de novembro de 1958. A partida era contra o São Paulo de Poy, Mauro Ramos de Oliveira e Dino Sani, no Estádio Alfredo de Castilho. Aos 25 minutos do primeiro tempo, a geral, que era de madeira pegou fogo.
O incêndio consumiu as populares do Alfredão e causou pânico no público presente. O fogo ainda atingiu algumas casas, que ficavam nas proximidades. Cinco pessoas ficaram feridas.Quanto ao jogo, ele foi retomado em 9 de dezembro, no campo do Bauru Atlético Clube. Resultado: 3 X 1 para o Tricolor paulista.




2 comentários:
Parabens pela seu belo trabalho a respeito do centenario time do Norusca la de Bauru. Abracos.
Olá!
Td Bem?
seu material é ótimo!
Sou neta de Clóvis Cardoso; Jogador do noroeste quando subiu da segunda para a primeira divisão em 1953, já localizei algumas fotos dele inclusive um álbum de figurinha.
se souber de mais alguma foto ou história dessa época por favor compartilhe :)
Obrigada!
Postar um comentário