domingo, 14 de dezembro de 2014

Belas imagens do futebol

Garotos jogam bola em campo de refugiados da etnia Dinka, em Minkamman, no Sudão do Sul. (Foto: EFE/EPA/JM Lopez)

Futebol no Morro da Formiga, Rio de Janeiro. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Garotos jogam futebol em Port Louis, nas Ilhas Mauricio. (Foto: Alexander Hassenstein - Via FIFA/Getty Images)

Futebol no Projeto Vila Nova, no Morro dos Macacos, Rio de Janeiro. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

É no campo de barro que os craques nascem. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

A meninada corre atrás da bola. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Grandes jogadas. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Campo de futebol em favela no Rio de Janeiro. (Foto: Laurence Griffiths/Getty Images)

Campo de futebol no morro, Rio de Janeiro. (Foto: Laurence Griffiths/Getty Images)

Salva vidas jogam futebol na Costa do Sauípe (BA). (Foto: Fifa via Getty Images)

Garotos jogam bola em Itaquera, proximidades do estádio do Corinthians. (Foto: Friedemann Vogel/Getty Images)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Brasil Industrial Esporte Clube


A História

No ano de 1912, seis jovens desembarcaram em Paracambi (RJ), que ainda era um distrito distante de Itaguaí, trazendo o futebol como grande novidade. Essa novidade chegou aos ouvidos dos funcionários e diretores da Companhia Têxtil Brasil Industrial, que era uma importante indústria de tecidos da região e orgulho local.

A inspiração dos jovens Clarence Hibs, Frederich Jacques, John Starck, Ernesto Bauer, Jersey Starck (nascidos na Inglaterra) e Guilherme Gomes (único brasileiro), aliada ao apoio da fábrica Brasil Industrial, fundava em 16 de julho de 1912, o Paracambi F. C. Certamente, o Paracambi F.C. foi o primeiro nome e fomentador do esporte na cidade homônima.

Em 1936, para fins de melhor estabelecimento das atividades esportivas do clube, os diretores da CTBI levaram uma proposta ao time, onde a fábrica se colocava a disposição de ajuda-lo nas despesas de seus departamentos, mas em troca exigiria a mudança do nome de Paracambi Futebol Clube para Brasil Industrial Esporte Clube.

A medida não teve aceitação unânime em primeiro momento, mas foi sacramentada pelas duas partes e sendo esse nome sustentado até os dias atuais.

Nos tempos que o Brasil Industrial ainda atendia pelo nome de Paracambi, certamente a vitória sobre o São Cristóvão por 2 X 1 no ano de 1926 foi o seu maior feito. O fato do time cadete ser campeão carioca naquele ano engrandece as fileiras do Brasil Industrial.

Mas as maiores glórias vieram após a mudança de nome, quando a partir dos anos 50 o Brasil Industrial conquistou títulos nas categorias de aspirantes e amadores nas ligas de Vassouras, Paracambi e Itaguaí.

Alguns jogadores que conquistaram prestígio no passado do futebol brasileiro despontaram com a camisa do Brasil Industrial. Dentre estes estão Romeiro (ex-ponta do America e do Palmeiras nos anos 50), Osni do Amparo (ex-goleiro do America nos anos 50), Eli do Amparo (irmão de Osni e ex-meia do Vasco e do America nos anos 40 e 50), Coronel (ex-lateral-esquerdo do Vasco e do Náutico nos anos 50 e 60) e do meia Moreno (ex-America na década de 70 e 80).

A maior parte da vida do Brasil Industrial esteve fincada nas competições amadoras locais e regionais, mas em alguns momentos o clube se aventurou nas competições profissionais do estado do Rio
de Janeiro.

A primeira investida no profissionalismo se deu nos anos 40, quando o Brasil Industrial jogou o Campeonato Fluminense de 1943, mas não conseguiu ir longe. O mesmo aconteceu em 1944.

O clube só voltou às disputas profissionais do antigo estado do Rio de Janeiro em 1954, quando o Campeonato Fluminense foi composto basicamente por equipes da região sul do estado. Nesta edição conseguiu seu melhor desempenho ao alcançar a Fase Final, mas não chegou ao título.

Em 1995, os dirigentes do Brasil Industrial seguiram o caminho do rival Tupy e ingressaram no Campeonato Carioca da Terceira Divisão daquele ano, que se chamava Divisão Intermediária. Nessa retomada ao profissionalismo, o clube faz uma boa campanha e ficou na quarta colocação, dentre os 15 participantes do torneio. Infelizmente, o clube não prosseguiu os esforços de permanecer nas competições profissionais.

Nos anos 90, a fábrica de tecidos que batizou o clube nos anos 30 e que desde então o patrocinava, veio a falir. Do mesmo jeito o futebol na cidade entrou em declínio. Hoje o clube já não possui mais a categoria de adultos mantendo apenas o mirim e o pré-mirim.

Sobre uma possível volta do clube ao profissionalismo, os dirigentes acham difícil, visto que os valores da taxa de filiação na Federação, R$ 500 mil atualmente, é muito alta. Mesmo assim o times de bases mirim e pré-mirim foram campeões invictos em 2012, no campeonato da Liga de Paracambi. E foram quinto lugar na categoria mirim e terceiro lugar na categoria pré-mirim do Campeonato Iguaçuano.


Outro detalhe das dependências do clube. (Foto Gustavo de Azevedo)

Sede atual do Brasil Industrial. (Foto: Arquivo Fotográfico do Brasil Industrial Esporte Clube)


Gilmar Dias ex-presidente do clube e Henrique de Castro diretor de esportes lutam para manter a tradição do Brasil Industrial (Foto: Gustavo de Azevedo)

Foto mais recente do Brasil Industrial. (Foto: Arquivo Fotográfico do Brasil Industrial Esporte Clube)


Anos 90. (Foto: Arquivo Fotográfico do Brasil Industrial Esporte Clube)

Time de veteranos do Brasil Industrial. (Foto: Wikipédia)


Romeiro Teixeira de Menezes, ex-atleta do clube, destaque do Palmeiras e ex-presidente. (Foto: Wikipédia)


Anos 70. (Foto: supergol.com)


24 de outubro de 1943. Time principal de futebol do Brasil Industrial. (Foto: paracambi.blog.br)


1932. Estrago da enchente no segundo campo do Brasil Industrial. (Foto: paracambi.blog.br)


Década de 30. Time de futebol do Brasil Industrial, notando-se o escudo antigo nas camisas. (Foto: paracambi.blog.br)


1913. Primeira sede do Brasil Industrial E.C., quando ainda se chamava Paracambi F.C.. No alto o emblema original PFC. (Foto: paracambi.blog.br)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Um artilheiro por 59 anos


Fotos: Arquivo Histórico do Clube Athletic, de Bilbao


Zarra foi o maior de todos os jogadores, na história do futebol espanhol.

1998. Inauguração do "Busto de Zarra", em San Mamés.

1998. Homenagem a Zarra, em San Mamés. 

Em 1998. 

1998. Quando do centenário do Athletic de Bilbao.


Zarra em sua última temporada como jogador, vestindo a camisa do Barakaldo CF.

1954. Poster em homenagem a Telmo Zarra.
Zarra é o segundo jogador agachado, a contar da direita para a esquerda.


1953-1954. Como jogador do R.Jaén, a única equipe não basca, de sua história futebolística.

1953. Zarra recebendo seu último troféu "Pichichi".

1951. Zarra sofreu uma grave lesão e foi retirado de campo pelos companheiros.

1950. Zarra e seus companheiros de Seleção Espanhola, na Copa de 50, no Brasil.

1950. O famoso gol de Zarra contra a Inglaterra.

1950. O maior atrativo da torcida era ver estes cinco maravilhosos jogadores juntos: Irionado, Venancio, Zarra, Panizo y Gainza. Eram chamados de “Os cinco magníficos”.

1945. Gol de Zarra contra o Valência, na decisão da Copa.

Em 1945.

1943. Time do Athletic, de Bilbao, que conquistou "El Dublete".

1943. Zarra, aterrorizando uma defesa adversária.

1942. Zarra, marcando um dos dois gols que fez no Celta, de Vigo, em uma goleada de 10 X 0.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Velhos estádios de Porto Alegre


(Fotos: Aston Villa FutMesa)

Eucaliptos. O Estádio dos Eucaliptos foi um estádio de futebol localizado em Porto Alegre. Foi construído pelo Sport Club Internacional, que foi seu proprietário até a venda, anunciada em 28 de agosto de 2010 pela diretoria do clube.

O estádio recebeu este nome devido aos eucaliptos que cercavam o estádio, trazidos de Viamão pelo ex-presidente do Internacional, Oscar Borba. As mudas foram coletadas na Chácara dos Eucaliptos, antigo campo do clube.

A inauguração ocorreu em março de 1931, com um Gre-Nal, vencido pelo Internacional por 3 X 0. A partir de 14 de fevereiro de 1944, o estádio recebeu o nome oficial de Ildo Meneghetti.

O Eucaliptos tinha inicialmente capacidade para 10 mil lugares, com um pavilhão de madeira na Rua Silveiro e uma arquibancada de cimento no lado oposto. Para a Copa do Mundo de 1950, o pavilhão da Rua Silveiro também passou a ser de concreto, por conta da Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Sua capacidade, então, passou para 30 mil pessoas. Foi demolido em fevereiro de 2012 para dar lugar a um grande empreendimento imobiliário.

A última partida no Eucaliptos foi disputada em março de 1969: o Inter ganhou do S.C. Rio Grande, por 4 X 1; o velho ídolo Tesourinha, aos 48 anos de idade, entrou apenas no final da partida. Tesourinha jogou alguns minutos e, após o término, arrancou a rede de uma das goleiras como recordação, ao som da "Valsa do Adeus".

Em 1999, o então presidente do Internacional Paulo Rogério Amoretty, investiu aproximadamente R$ 800 mil na recuperação do estádio. E em dezembro de 1999, o Inter voltou a disputar uma partida nos Eucaliptos. Foi um amistoso, novamente contra o S.C. Rio Grande, como havia acontecido na despedida do estádio em 1969. O placar do jogo foi 6 X 2 para o Internacional.

Em 2008 os Conselhos Consultivo e Deliberativos do Internacional aprovaram por unanimidade a autorização de venda do Estádio dos Eucaliptos, concretizada em agosto de 2010, por um valor não divulgado, mas acima dos R$ 20 milhões do lance mínimo.

O dinheiro da venda foi utilizado na readequação do Estádio Beira-Rio, uma das sedes da Copa de 2014. O estádio dos Eucaliptos começou a ser demolido em 09/02/2012. Na região foi construído um condomínio residencial com sete torres. (Fonte: Wikipédia)

Baixada. O Estádio da Baixada, popularmente conhecido como Fortim da Baixada, foi um estádio brasileiro de futebol, da cidade de Porto Alegre. Pertencia ao Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense e foi o primeiro estádio do clube.

O Estádio esteve inicialmente localizado em um terreno rodeado por mato e morro, no Bairro Moinhos de Vento, de propriedade de Laura Mostardeiro, a qual cedeu parte da área para o Estado. O local era conhecido como “Schützenverein Platz” e situava-se em frente a Sociedade dos Atiradores Alemães.

O Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense comprou o terreno por dez contos de réis. O dinheiro foi adquirido por empréstimo por intermédio de um sócio do clube, major Augusto Koch, junto a Waldemar Bromberg (que seria, futuramente, o árbitro da primeira partida entre Grêmio e Internacional da história. Mais tarde este jogo foi denominado como "clássico Gre-Nal"

A verificação do terreno ficou ao encargo de uma comissão composta por Carlos Luiz Bohrer (primeiro presidente do clube) e Oswaldo Siebel. A terraplanagem foi feita com ajuda da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (o prefeito José Montaury era sócio do clube). Plátanos foram plantados nos arredores do campo e foi criado um pavilhão para as autoridades entre a Rua Dona Laura e a Mostardeiro.

A inauguração do estádio ocorreu em 4 de agosto de 1904, em uma partida entre os times principal (1º quadro) e reserva (2º quadro) do Grêmio. O árbitro do jogo foi Osvaldo Siebel.

Em 18 de julho de 1909, o Estádio da Baixada foi palco do primeiro Gre-Nal da história. Aproximadamente duas mil pessoas acompanharam a partida em que o Grêmio derrotou aquele que seria, no futuro, seu maior rival — o Internacional — por 10 X 0, sendo esta a maior goleada da história do clássico.

Em 1910, o campo da Baixada foi cercado com arame farpado, o que permitiu a cobrança de ingressos. Em 1911, o espaço para os associados já era pequeno e foi preciso adquirir mais uma área que custou o mesmo preço da anterior, ou seja, 10 contos de réis. O primeiro pavilhão durou até 1918, quando foi construído um segundo. O terceiro e último pavilhão foi construído em 1941.

O Estádio da Baixada foi utilizado pelo Grêmio até 1954, ano em que foi inaugurado o segundo estádio do clube, o Estádio Olímpico. Atualmente, o local onde se localizava o estádio fica ao lado de onde hoje se localiza o “Parcão”, um dos cartões -postais da capital gaúcha.

Na época da Baixada, o “Parcão” era ocupado pelo Jockey Club, que mais tarde foi para o bairro do Cristal, na Zona Sul de Porto Alegre. (Fonte: Wikipédia)

Passo da Areia. Localizado junto à sede social do clube, é o atual estádio do Esporte Clube São José. O Zequinha, como é carinhosamente chamado, passou por vários locais antes de fincar suas raízes na zona norte de Porto Alegre, em um terreno de 3,5 hectares comprados por "250 contos de réis" no ano de 1939, quando o Estádio do Passo D'Areia começou a ser construído.

A atual morada do clube foi inaugurada em 24 de maio de 1940, em uma grande festa na qual o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, tricampeão municipal na época, era o grande convidado.

O Estádio do Passo D'Areia já passou por várias mudanças desde a sua inauguração, evidentemente. A maior das ampliações foi a construção do "tobogã" das arquibancadas atrás do gol que fica no lado da área social do clube.

A arquibancada geral foi totalmente reformada e comporta agora mais 2.500 pessoas, aproximadamente. A obra foi entregue pelo prefeito José Fogaça no jogo contra o Sport Club Internacional em 26 de março de 2006.

A obra em epígrafe foi liberada, através de decreto, assinado pelo então prefeito de Porto Alegre, João Verle, em Maio de 2004, em solenidade realizada no clube, onde testemunharam o fato o presidente do São José na época, Luiz Fernando Gomes Moreira, sua diretoria, ex-presidentes, associados, conselheiros, convidados especiais e autoridades porto-alegrenses. A reforma iniciou em meados de maio de 2005.

Elton John, R.E.M, Só pra Contrariar e Pearl Jam já se apresentaram no estádio. (Fonte: Wikipédia)

Montanha. O "Estádio da Montanha" era situado em Porto Alegre, e tinha como proprietário o E.C. Cruzeiro, uma das equipes mais tradicionais do Rio Grande do Sul.


O Cruzeiro inaugurou o estádio da Montanha em 1941, com uma vitória por 1 X 0 sobre o São Paulo, gol de Gervásio, em 6 de março daquele ano.

O clube vendeu o "Estádio da Montanha", também chamado de "Colina Melancólica, para a construção do "Cemitério Ecumênico João XXIII", localizado próximo ao "Estádio Olímpico", do Grêmio, no bairro Medianeira.

O último jogo do Cruzeiro na "Montanha" ocorreu no dia 8 de novembro de 1970, com vitória do Cruzeiro por 3 X 2 sobre o Liverpool do Uruguai. Muitos torcedores deixaram o local chorando. Até hoje existe uma parte da arquibancada no cemitério.

Na década de 70 o clube construiu o estádio Estrelão, na avenida Protásio Alves 8301, mais precisamente em 1977. No ano de 1979 o Cruzeiro foi desativado, voltando ao futebol somente no ano de 1991, quando disputou a Segunda Divisão. Atualmente disputa a Série A do "Gauchao".


Timbaúva. O Estádio da Timbaúva se localizava em Porto Alegre. Construído em 1934, foi a sede do G.E. Força e Luz até 1972, quando este clube não mais disputou competições profissionais. O time, bem como o estádio, eram da Companhia Carris Porto-alegrense.


O estádio costumava abrigar jogos do Força e Luz e também da dupla Grenal. Localizava-se na rua Doutor Alcides Cruz, 125, no bairro Santa Cecília. Em 2006, o terreno foi vendido à Companhia Zaffari, que, contudo, não demoliu o estádio.

Tiradentes. O Estádio Tiradentes se localizava no bairro Navegantes, em Porto Alegre, e era de propriedade do Grêmio Esportivo Renner e tinha o apelido de "Waterloo". No dia 15 de novembro de 1935, o Renner inaugurou seu estádio na rua Sertório (esquina com a avenida Eduardo), vencendo o Taquarense por 5 X 4.


O estádio foi construído em um terreno doado por Antônio Jacob Renner. Em 1936, o clube participou da fundação da Liga Atlética Porto Alegrense (LAPA), ao lado do Portuário, Rio Guahyba, Gloriense e Arrozeira Brasileira.

Em 1937, com a divisão da principal liga portoalegrense, o Renner abandonou a LAPA e ingressou na facção da Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos que manteve-se fiel à CBD (AMGEA cebedense). (Fonte: Wikipédia)

Chácara das Camélias. O Estádio da Chácara das Camélias foi um dos principais estádios de futebol de Porto Alegre. Inaugurado em 1923 pelo Fussball Club Porto Alegre.

O estádio foi construído com madeira, e foi palco de jogos importantes, entre eles diversos Gre-Nais. Com a má situação financeira do clube, o local foi vendido para o Nacional Atlético Clube, em 1942.

Logo a seguir, em 1944, o Porto Alegre foi extinto. O estádio da Chácara das Camélias manteve-se como sede do Nacional até 1958, quando este também foi extinto. A área permaneceu relativamente abandonada até metade da década de 1970, quando foi vendida. Hoje está estabelecido um supermercado no local. (Fonte: Wikipédia)