sexta-feira, 15 de maio de 2009

Grêmio F.B. Santanense em fotos


História

Fundando numa segunda-feira, no dia 11 de junho de 1913 por um grupo de jovens santanenses que costumavam se reunir na Barbearia do Ladário. Os documentos da fundação e dos primeiros anos do velho Colorado se perderam em um incêndio em 1919 na residência do então secretário do clube, Joaquim Sanz, que guardava toda a documentação relacionada ao clube.

Manda seus jogos no Estádio Honório Nunes, que recebe este nome em homenagem ao presidente da gestão de 1915. Honório Nunes quando esteve a frente do clube superou inúmeras dificuldades para manter o Grêmio Santanense em seus primeiros anos de existência. Deste então a presença do patrono é constante na vida do clube.

É a equipe mais vitoriosa de Santana do Livramento a nível estadual, onde entre seus triunfos constam o maior título do Estado, o Campeonato Gaúcho de 1937, também foi vice-campeão em 1939 e 1948.

Foi vice-campeão do Campeonato Gaúcho 2ª Divisão em 1991, Campeão e vice-campeão do Campeonato Gaúcho 3ª Divisão em 1967 e 2000 respectivamente.

O uniforme do Grêmio Santanense possui as cores alvi-rubra como as do Internacional e o nome Grêmio como o do Grêmio, as duas equipes mais importantes do estado.

Graças a muitos de seus jogadores e diretores, conseguiram através de campanhas dignas em toda sua história, fixar a marca inconfundível com forte identidade no estado, a camisa vermelha com as mangas brancas faz com que esse detalhe se diferencie de todos os outros times alvi-rubros do Rio Grande do Sul.

Depois de algumas boas campanhas nos anos 90 na Primeira Divisão Gaúcha, caiu para a Segunda Divisão Gaúcha em 1999 tendo um fraco desempenho no ano seguinte caindo para a Terceita Divisão Gaúcha, Voltou para a Sugunda Divisão em 2001 permanecendo até o ano de 2003, quando desistiu de competir, encerrando as atividades no futebol profissional. Em 2009 voltou a participar de competições municipais de futebol amador, sete e futsal.

Em 11 de junho de 2012, dia em que completou 99 anos, a Câmara de vereadores de Santana do Livramento realizou uma cerimônia para abrir a contagem regressiva do centenário do clube colocando em discussão a volta do colorado santanense ao profissionalismo. Contou com a presença de dirigentes e torcedores no evento. (Fonte: impedimento.org)

Campeão estadual (1937); vice-campeão gaúcho (1939 e 1948); Campeão municipal 19 vezes: (1922, 1923, 1925, 1933, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1946, 1948, 1953, 1957, 1961, 1962, 1963, 1967, 1975 e 1977); Campeão da Copa Internacional Rubens Hoffmeister (1975); vice-campeão gaúcho da 2ª Divisão (1991); Campeão gaúcho da 3ª Divisão (1967); vice-campeão gaúcho da 3ª Divisão (2000).

Por três vezes jogadores do Grêmio F.B. Santanense foram os principais artilheiros do Campeonato Gaúcho: Hortêncio Souza e Tom Mix (1937) e Mauro (1993, com 19 gols). Na 2ª Divisão, Mauro também se sagrou artilheiro em 1990, com 19 gols.

Campeões de Santana do Livramento

1906 até 1921- 14 de Julho
1922 e 1923- Grêmio Santanense
1924 - 14 de Julho
1925 - Grêmio Santanense
1926 - Independente
1927 a1932- 14 de Julho
1933- Grêmio Santanense
1934 - 14 de Julho
1935 a 1939- Grêmio Santanense (incluindo o Estadual de 1937)
1940 - Fluminense
1941 - 14 de Julho
1942 - Armour
1943 a 1945- 14 de Julho
1946 - Grêmio Santanense
1947 - Fluminense
1948 - Grêmio Santanense
1949 - 14 de Julho
1950 - Fluminense
1951 e 1952- 14 de Julho (incluindo o Regional de 1952)
1953 - Grêmio Santanense
1954 - Armour
1955 e 1956- 14 de Julho
1957 - Grêmio Santanense
1958 a 1960- 14 de Julho (incluindo o tri-campeonato Regional)
1961 a 1963- Grêmio Santanense
1964 a1966- 14 de Julho
1967 - Grêmio Santanense (incluindo o campeonato Regional)
1968 a 1971- Armour
1975 - Grêmio Santanense
1977 - Grêmio Santanense
1980 - Armour (incluindo o campeonato da 2ª Divisão da FGF)
1982 - 14 de Julho
1988 - Fluminense

Resumo

14 de Julho: 40 campeonatos e tetra campeão Regional
Grêmio Santanense: 19 campeonatos, campeão Estadual e campeão Regional
Armour: 7 campeonatos e campeão da 2ª divisão da FGF
Fluminense: 4 campeonatos
Independente: 1 campeonato

Vasco em Pelotas e Livramento

Num evento inédito, em 12 e 16 de outubro de 1949, o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro realizou dois jogos amistosos no Rio Grande do Sul (Santana do Livramento e Pelotas). As rendas foram de 130 mil cruzeiros e de 160 mil cruzeiros, respectivamente, sendo recordes no interior de nosso Estado até aquele tempo.

Foram acontecimentos desportivos extraordinários e muita gente rumou às duas localidades para apreciar a então invencível esquadra cruzmaltina. Em Livramento, o árbitro foi Gilberto Martins e em Pelotas, Osvaldo Rolla (Foguinho, da Federação Gaúcha).

No primeiro jogo, Vasco da Gama 3 X 1 Combinado Santanense (formado por atletas do 14 de Julho e do Grêmio Santanense). Fiorelli marcou para os gaúchos. Heleno de Freitas, Ipojucan e Danilo Alvim, para o Vasco. Dias depois, em Pelotas, Vasco 3 X 2 E.C. Pelotas 2. Os três gols vascaínos foram marcados por Ipojucan).

Nos dois amistosos o Vasco da Gama utilizou os seguintes jogadores: Barbosa, Augusto, Laerte, Wílson, Ely, Alfredo, Danilo, Tão, Nestor, Ademir Menezes, Maneca, Ipojucan, Heleno de Freitas, Lima, Chico e Mário.

Time campeão estadual de 1937.

Sem a participação dos grandes da Capital, Grêmio Santanense e Rio-Grandense chegaram a decisão, depois de passarem, respectivamente, pelo Ferroviário de Bagé e Novo Hamburgo.
A decisão era para ser num a melhor de três partidas, mas foram necessárias quatro entre Grêmio Santanense e Rio-Grandense para se conhecer o campeão.

No primeiro jogo, em Rio Grande, deu Rio-Grandense 2 X 0. Depois, em Pelotas, houve um empate de 3 X 3 e vitória do Grêmio Santanense de 3 X 2. O título chegou em Bagé, com a goleada de 4 x 0. Todos os jogos ocorreram em janeiro de 1938.

O time base do Grêmio F.B. Santanense, no Campeonato Gaúcho de 1937 era este: Brandão – Alfeu e Seringa – Garnizé – Mascarenhas e Pepe Garcia (Pasqualito) – Sorro – Beca – Bido – Hortêncio Souza e Tom Mix. Técnico: Ricardo Diaz.

A cor do dinheiro

Na decisão de 1937, entre Grêmio F.B. Santanense X F.B.C. Rio-Grandense, de Rio Grande, a divisão da renda mostra claramente os exageros da Federação Rio Grandense de Desportos (FRGD), naqueles tempos.

A decisão foi em campo neutro, no estádio Estrela D’Alva, em Bagé , perante 3 mil expectadores. A renda somou 8 contos de réis (na época uma boa casa custava 20 contos de réis). Do total, 30% foi para o campeão, 20% para o vice e 50% para a FRGD. (Fonte: Gauchão, a história ilustrada de uma tradição)


O zagueiro do general

A baixa estatura para zagueiro e o jeitão descansado só enganavam a quem não via Alfeu Cachapuz Batista em campo. Não ao general Flores da Cunha, ex-governador do Estado.

O santanense Flores da Cunha queria um título gaúcho para a região da Fronteira, e para isso mandou uma expedição de avião, uma aventura naquela época. Levar para o Santanense o zagueiro negro que estava no Inter, emprestado pelo Guarany de Bagé.

Alfeu, de fato, ajudou seu novo time a ganhar o campeonato de 1937. Depois, foi jogar no Santos, de onde Ildo Meneghetti o trouxe de volta ao Inter, em 1940. Somando o título pelo Santanense com os que conquistou pelo Inter, hexa de 1940 a 1945 e bi em 1947 e 1948, Alfeu foi nove vezes campeão gaúcho.

Além de apoios como o do general Flores da Cunha, o Grêmio Santanense pôde contar em 1937 com muito dinheiro para montar o time campeão. As contribuições saiam do bolso dos prósperos produtores rurais da região e também do Cassino “A Caverna”, de onde parte das apostas na roleta era separada para o clube. Com essas garantias, o Santanense contratou até um técnico uruguaio, Ricardo Diaz. (Fonte: Gauchão, a história ilustrada de uma tradição)

Foto antiga do Estádio Honório Nunes.

Fachada do Estádio Honório Nunes (Foto: Peleia)

Estádio Honório Nunes, do Grêmio Santanense. (Foto: Panorâmio)

Estádio Honório Nunes, Tribuna de Honra. (Foto: Panoramio)

2012.  Durante o encerramento das comemorações aos 189 anos de Sant’Ana do Livramento, o prefeito Wainer Machado fez a entrega de diversas homenagens a entidades e empresas locais, e uma em especial dedicada ao esporte.

O empresário Luis Paulo Dutra recebeu um diploma de Reconhecimento Público ao Grêmio Foot-Ball Santanense, que está completando o seu centenário. Para o prefeito, o Grêmio Santanense é um dos clubes mais populares da Fronteira e continua fazendo história de garra e determinação, tendo sido inclusive campeão gaúcho, feito este obtido por poucos clubes do interior do Estado, fora do eixo da dupla Gre-Nal.

O Grêmio Santanense foi fundando numa segunda-feira, no dia 11 de junho de 1913 por um grupo de jovens santanenses que costumavam se reunir na "Barbearia do Ladário". Os documentos da fundação e dos primeiros anos do velho Colorado se perderam em um incêndio em 1919 na residência do então secretário do clube, Joaquim Sanz, que guardava toda a documentação relacionada ao clube. (Fonte: Jornal “A Platéia)



Time de 1997. (Foto: Acervo Volnei Santana)


Time de 1996. (Foto: Acervo Volnei Santana)

1996 - Vitória de 1 X 0 sobre o Grêmio. (Foto: Acervo do ex-jogador "Pino")

1996 - Lance do jogo Grêmio Santanense 1 X 0 Grêmio Portoalegrense. (Foto: Acervo do ex-jogador "Pino")

Grêmio Santanense sem o ano. (Foto: Acervo de César Suzana Lídia dos Santos)

Grêmio Santanense sem o ano. (Foto: Acervo de César Suzana Lídia dos Santos)

Lance de um jogo entre Grêmio F.B. Santanense e S.E.R. Caxias, pelo Campeonato Gaúcho de 1995. (Foto. J. Larrea)

1993. Lance de um jogo Grêmio Santanense 1 X 3 Internacional. Foi o último jogo do zagueiro Célio, com a camisa colorada da Capital. (Foto: Futebol Gaúcho)

1993. (Foto site: wwww.filhosdesantana.com.br)

Equipes do Grêmio F.B. Santanense e Grêmio F.B. Portoalegrense juntos na foto, antes de um jogo amistoso em 1991, acertado pela transferência do jogador Pino, para o clube da capital (Foto: Acervo Volnei Santana)

Jorge Roberto Fernandes Alves, o Alvim jogou no Penãrol, de Montevidéu. (Foto: Divulgação)

Alvim, no Penãrol, de Montevidéu.

Alvim nasceu em Porto Alegre para desembarcar na fronteira com o Uruguai ainda na infância. Com 17 anos, já trajava a jaqueta vermelha de um Grêmio, a contradição que o Santanense nunca pôde evitar. Um ano após o seu início, mais especificamente em 1967, passou a atuar no time principal do colorado de Livramento. Uma temporada bastou para que aquele centroavante de trato suave com o tento atraísse outros olhares. O jornalista uruguaio Martín Correa, de reputação intocada por toda a Banda Oriental, havia recomendado o futebol de Alvim para o maior time da América daqueles anos: o Peñarol já tricampeão da Copa Libertadores.

Rúben Catalde, dirigente do "Carbonero" nos anos 60, não ousou duvidar dos escritos de Correa e contratou Alvim sem observar um só minuto do seu jogo. Em 1968, ainda flertando com a maioridade, Alvim passou a defender o amarelo e negro do Peñarol. Estreou no mítico gramado do deslumbrante "Centenário" contra o Central Español – quadro que devia ameaçar tanto os grandes quanto assusta nos dias de hoje. O placar, Alvim não lembra, mas garante a vitória do aurinegro e o seu primeiro gol em território oriental. O cartão de visitas – que, para a imprensa uruguaia, o credenciou como o “substituto de Alberto Spencer”, o maior artilheiro da história da Libertadores – não garantiria apenas sorrisos na sua passagem pelo estrangeiro.

O Peñarol contava com cinco estrangeiros no seu plantel e apenas três poderiam entrar em campo. Nos primeiros meses, Alvim limitava-se a correr em amistosos ou em desafios do segundo quadro – muito pouco para quem atravessou a fronteira sonhando em abraçar o continente. A solução pensada foi um breve empréstimo para uma equipe do interior, a fim de manter o centroavante na ativa. Mas Alvim desencantando já estava. Regressou meses depois a Montevideo, disposto a não prosseguir como a estrela turva do Peñarol. Em outubro de 68, viajou à sua Livramento para disputar um amistoso contra a seleção local – partida pela qual a renda pagaria a sua transferência para o Uruguai. E sentiu saudades do vento fronteiriço.

A abrupta decisão de abdicar do sonho uruguaio e retornar àquela rotina não ofuscou o futebol goleador de Jorge Alvim. Os seus domingos novamente eram domingos de vitórias e de balançar dos cordões na Vila Honório Nunes, a cancha do Grêmio Santanense. Isso até 1972, ano em que os quatro clubes da cidade (Grêmio, 14 de Julho, Armour e Fluminense, que cedeu a camiseta) mesclaram as suas forças. O Fluminense, até então inexpressivo longe dos limites fronteiriços, transformou os triunfos em finais inescapáveis para as partidas como local e meteu-se na divisão principal do Gauchão de 73.

Mas Alvim conhecia na pele as conseqüências talhadas por ilusões e já não dependia apenas do esporte para sobreviver. Dividia o seu tempo entre o campeonato gaúcho e a Secretaria de Saúde de Livramento desde 1970. Finda a participação na elite com o selecionado local, Alvim pensou em sossegar e encerrar prematuramente a carreira. Enquanto tecia análises infinitas sobre o que já viveu e o que traria o porvenir, recebeu uma proposta desde Uruguaiana: o Ferro Carril, repleto de santanenses, queria contar com os seus gols para o Gauchão de 1976. De modo que o “sim” rendeu a tarde mais comentada de sua carreira.

Corria o campeonato de 1976 quando o Ferro Carril rompeu as entranhas rio-grandenses e desceu em Porto Alegre. Na tarde de 23 de maio, o modesto elenco uruguaianense ainda contemplava a beira do Guaíba quando o Inter de Manga, Figueroa, Carpegiani e Valdomiro adentrou o gramado. Foram os impiedosos e famosos 14 X 0. Alvim não disfarça e dispara um riso sonoro: “não me pergunte o que aconteceu. Não tínhamos o que fazer.” Foi a maior goleada da história do campeonato gaúcho. Do jogo, o espirituoso Alvim não guarda mágoas – só lamenta a impotência do goleiro Orlando a cada vez que os colorados empurravam o esférico para as redes. Um ano mais tarde, pendurou as botinas e virou policial civil. Hoje, se diverte em peladas amigáveis – quando não é importunado por jornalistas.

Time de 1967. (Foto site: wwww.filhosdesantana.com.br)
1967. (Foto: Arquivo do clube)

1965. Aspirantes do Grêmio Santanense, campeão municipal. (Fotos: Filhos de Santana)

No pavilhão do Grêmio Santanense, em 1965. (Foto site: wwww.filhosdesantana.com.br)

Década de 1960, sem identificação.

Sem identificação.

Foto sem o ano. (Foto site: wwww.filhosdesantana.com.br)

Sem identificação.

Foto de antigos jogadores, não temos o ano. (Foto site: wwww.filhosdesantana.com.br)

Sem o ano. (Foto: Impedimento)

Sem identificação.

Foto muito antiga,provavelmente dos primeiros anos do clube. (Foto site: wwww.filhosdesantana.com.br)

Romeu Figueiredo, atleta campeão estadual de 1937.

1937. Campeão Gaúcho. (Foto: Puro Futebol)

Pessoas reunidas durante jogo do Santanense, com torcedores as costas. Foto sem identificação.

Grêmio Santanense, campeão municipal de 1923. (Foto: Acervo do Grêmio F.B. Santanense)

Relíquia do Grêmio Santanense. (Foto: Paulo Capincho)

Com certeza esta é uma das fotos mais antigas do clube, de seus primeiros anos de atividades.

FOTOS SEM IDENTIFICAÇÕES PUBLICADAS NO FACEBOOK DO EX-ATLETA "PINO" MACHADO XAVIER



No campo do 14 de Julho.

Do Facebook de Rogério Moura Silva.


Clássico Gre-Quá, no campo do 14 de Julho.



sábado, 9 de maio de 2009

Manifestações de amigos


Seu Nilo, olhei o blog e achei sensacional a sua iniciativa. Falei com o Boneval (jogador da época, do Gabrielense e Cruzeiro) que me prometeu trazer novas fotos históricas para digitalizar. Assim que se realizar essas digitalizações, informo o senhor.
Aproveito para parabenizá-lo pela brilhante idéia e dizer que estou repassando aos meus amigos e desportistas o blog, para que prestigiem nossa história.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Botafogo, o clube da estrela solitária (final)




Garrincha, "o gênio das pernas tortas"

A história do registro de um dos maiores craques brasileiros já é uma grande contribuição para fortalecer a lenda que se criou ao seu redor. Quando sua esposa deu à luz ao quinto filho, seu Amaro Francisco dos Santos compareceu ao cartório e, ao ser perguntado pelo escrivão sobre qual seria o nome do garoto, respondeu apenas: Manoel. O escrivão não teve dúvidas: registrou-o apenas como Manoel, assim, sem sobrenome.
Mas os equívocos não pararam por aí. Seu Amaro disse que o filho havia nascido no dia 18 de outubro de 1933, quando o correto seria 28 de outubro. Poucos anos depois, Rosa, a irmã mais velha de Manoel, o apelidaria de Garrincha. Essa é a forma como no Nordeste chamam a cambaxirra, um pássaro bobo que canta bonito, mas não se adapta ao cativeiro. Não poderia haver melhor alcunha para ele. Desde garoto, Garrincha não se prendia à casa e nem a ninguém. Vivia solto em Pau Grande, sub-distrito de Magé, no Rio de Janeiro, onde nasceu.
Foi somente na adolescência, quando começou a trabalhar na América Fabril, fabricante de tecido que comandava a vida em Pau Grande, que Garrincha ganhou o sobrenome. Seu encarregado acrescentou o “dos Santos” em sua ficha para não confundi-lo com os vários “manoéis”. Suspeita-se que o alcoolismo tenha nascido em Garrincha desde a infância. Descendente direto de índios, o garoto era “tratado” de várias enfermidades com uma mistura chamada cachimbo, feita com cachaça, mel de abelhas e canela em pau.
Antes de terminar a adolescência que Garrincha conheceu Swing e Pincel, os dois irmãos que o acompanhariam em inúmeras bebedeiras. Mas entrando na adolescência, o futebol já não era mais o único esporte apreciado por Garrincha. Seguindo os caminhos de seu pai, ele se tornaria o terror dos maridos, pais e namorados de Pau Grande. Para ele, valia o seguinte lema: “Caiu na rede é peixe”.
Garrincha marcou seu nome na história do futebol mundial com o apelido de "alegria do povo". Foi o legítimo representante do futebol-arte brasileiro. Seu principal feito foi ter conquistado a Copa do Mundo de 1962 praticamente sozinho, depois que Pelé se machucou na segunda rodada da competição.
Mesmo com uma diferença de 6 cm que separava seus joelhos (a perna esquerda era arqueada para fora), sempre levava vantagem sobre o marcador. Sua jogada característica era o drible desconcertante para a direita, o arranque e o cruzamento para a área. Fez parte do melhor time do Botafogo de todos os tempos, que contava com Zagallo, Didi, Amarildo, Garrincha e seu compadre Nilton Santos, e dos melhores anos da seleção brasileira.
Começou a jogar aos 14 anos, no Esporte Clube Pau Grande. Mais tarde foi levado por Arati, um ex-jogador, para o Botafogo. O Botafogo pagou 500 cruzeiros, equivalente a US$ 27 (a menor transação do futebol mundial em todos os tempos para um jogador de sua categoria).
No clube da estrela solitária, Garrincha viveu seus anos de glória. Foi Campeão Carioca em 1957 e bi em 1961 e 1962. Pelo clube, marcou 242 gols em 613 jogos entre os anos de 1953 e 1965. No final da carreira, com o preparo físico debilitado, chegou a defender o Corinthians, onde, aos 33 anos, conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966 (jogou apenas 13 vezes pela equipe paulista) e o Flamengo, Atlético Junior de Barranquilla(Colombia),além de equipes menores do futebol brasileiro, como o Bangu, Portuguesa (RJ) e Olaria (1972), já com 38 anos. Foi no clube da rua Bariri que marcou seu último gol como jogador profissional.
Indisciplinado, não foram poucas as vezes que esquentou o banco na seleção brasileira. Apesar da pouca cultura fora de campo, era um gênio dentro dele. Sagrou-se Campeão Mundial com a seleção brasileira em 1958, na Suécia, e no Chile, em 1962, quando, na ausência de Pelé, foi eleito o melhor jogador da Copa.
Garrincha morreu no Rio de Janeiro, no dia 20 de janeiro de 1983, vítima de um edema pulmonar. O velório foi realizado no estádio do Maracanã, onde deu verdadeiros espetáculos, e foi acompanhado por milhares de fãs.
"Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho". ( Carlos Drummond de Andrade) – (Fontes: Gazetaesportiva.net, Futebol.bol.com.br e Futebolcia.net )



Mausoléu em homenagem a Garrincha, no cemitério de Raiz da Serra, em Majé (RJ).
Túmulo de Garrincha, no cemitério de Raiz da Serra, em Majé (RJ).
O estádio da pequena cidade de São Pedro, distante 29 quilômetros de Piracicaba e 180 da capital, teria sido o palco do último jogo de Garrincha, quatro meses e três dias antes de morrer. O torcedor botafoguense André Nasorri, foi quem tirou a foto acima, no acanhado estádio da cidade.
Pés de Garrincha na Calçada da Fama do Maracanã.
Quadro do artista plástico carioca Rubens Gerchman, que retrata em cores fortes o momento da jogada maior de Mané. o drible.
Caricatura de Garrincha.
Caricatura de Garrincha.
Dispensado pelos times grandes, Garrincha viu sua carreira desmoronar, e começou nos anos 70 a rodar atrás de clubes menores.
Mural de lembranças do grande craque.
O imortal Garrincha.
O grande Garrincha.
Garrincha recebendo uma homenagem de Zagalo, uma faixa de campeão do mundo pelas Copas de 1958 e 1962.
Garrincha segurando a Jules Rimet, na Copa do Mundo de 1962, no Chile.
Garrincha na Seleção.
Garrincha abraçado a Pelé e Djalma Santos, na Copa do Mundo de 1958, na Suécia.
Em 1961, jogando pelo Botafogo, no Torneio Rio-São Paulo.
Em 1958 como jogador do Botafogo, onde atuou até 1965.
Entrando com bola e tudo no gol do Flamengo.

Em 1962, as coisas não foram tão fáceis. Sete pontos atrás do líder Flamengo, o Botafogo tinha de conviver com os conflitos salariais, as faltas de Garrincha (que nessa época tinha iniciado o romance com Elza Soares) e os vários amistosos para conseguir dinheiro.
Na última rodada, o Botafogo estava apenas a um ponto do Flamengo e o enfrentaria no sábado. Garrincha sumira do clube e deixara avisado que só jogaria se reajustassem seu salário. Convencido pelos amigos a entrar em campo, ele pediu para passar a noite antes do jogo com Elza. No outro dia, acabou com o Flamengo, fazendo dois gols.
Resultado da partida: Flamengo 0 x 3 Botafogo. Na segunda-feira, uma fotomontagem de "O Globo" trazia o Botafogo com onze Garrinchas. Todos os torcedores brasileiros e os milhares de pagantes do Maracanã não sabiam, mas esse seria o último jogo de Garrincha pelo campeonato carioca com a camisa do Botafogo.
Garrincha e Pelé, os dois maiores craques do nosso futebol.
Pelé e Garrincha.

Ingresso para o "Jogo da Gratidão", em 19 de dezembro de 1973.

Ninguém conseguia conter Garrincha .
Amarildo e Garrincha.
Garrincha com a camisa do Vasco.
Garrincha no Corinthians.
Garrincha com a camisa do Flamengo.
Arati foi quem descobriu Garrincha. Os dois eram grandes amigos.