terça-feira, 28 de agosto de 2012

Maluquinho por futebol

Ziraldo Alves Pinto é uma dessas figuras que não se encontra todo o dia. Entre suas incontáveis contribuições à cultura nacional, estão incluídos trabalhos como cartunista, chargista, escritor e humorista.

Sua relação com o futebol não vem de hoje. Seu personagem mais famoso, o "Menino Maluquinho", tem diversas referências ao futebol nas suas histórias. Uma coletânea desses quadrinhos pode ser encontrada no livro “Maluquinho Por Futebol”.


Outro livro de Ziraldo que apresenta referências ao futebol é “A turma do Pererê”, onde os personagens são tão apaixonados por futebol que chegam a organizar um torneio na mata. Além disso, em uma história publicada em 1962, um dos personagens da turma se destacou tanto nos gramados que foi convocado para a Copa daquele ano.

Flamenguista fanático, Ziraldo homenageou algumas das maiores equipes do país em uma coleção de livros que conta a história dessas equipes em quadrinhos infantis. As equipes homenageadas foram Corinthians, Vasco, Palmeiras, Internacional, Grêmio e, é claro, Flamengo. (clique nos nomes das equipes para ser redirecionado para seus respectivos livros).


Além disso, Ziraldo foi contratado em 1962 para redesenhar os mascotes das equipes que participavam do Campeonato Brasileiro daquele ano. Muitos dos mascotes fizeram tanto sucesso que foram adotados definitivamente pelas equipes.

Com certeza os traços desse artista histórico estão marcados no imaginário de todos aqueles que colecionaram esses mascotes nos álbuns de figurinhas. (Fonte: Manto Football)

Internacional
Santa Cruz
Santos
Vasco da Gama
Grêmio
Goiás
Fluminense
Flamengo
Coritiba
Cruzeiro
Corinthians
Atlético Mineiro
Botafogo
Bahia

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Rei da Folha Seca

Waldir Pereira, mais conhecido como “Didi”, nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ), no dia 8 de outubro de 1928 e faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de maio de 2001. Foi um futebolista brasileiro, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962.

Eleito o melhor jogador da Copa de 58, quando a imprensa européia o chamou de "Mr. Football" ("Senhor Futebol"), “Didi” foi um dos maiores e dos mais elegantes meio-campistas da história do futebol.

"O Principe Etíope" era seu apelido, dado por Nelson Rodrigues, ilustre dramaturgo e torcedor fanático do Fluminense Football Club. Com classe e categoria, foi um dos maiores médios volantes de todos os tempos, além de possuir o mérito de ter criado a "folha seca".

Esta técnica consistia em bater na bola, com o lado externo do pé, de modo a fazê-la girar sobre si mesma e modificar sua trajetória. Ela tem esse nome pois esse estilo de cobrar falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma folha caindo, fugia do esperado.

O lance ficou famoso quando “Didi” marcou um gol de falta nesse estilo contra a Seleção do Peru, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958. Na Copa do Mundo de 1970 foi o técnico da Seleção do Peru, classificando o país para a sua primeira Copa desde 1930.

No Fluminense, “Didi” jogou entre 1949 e 1956, e foi clube pelo qual jogou mais tempo sem interrupções, tendo realizado 298 partidas e feito 91 gols, sendo um dos grandes responsáveis pela conquista do Campeonato Carioca de 1951 e da Copa Rio 1952.

Também foi o autor do primeiro gol da história do Maracanã pela Seleção Carioca em 1950. Liderou a Seleção Brasileira na conquista do Campeonato Pan-Americano de Futebol, disputado no Chile, na primeira conquista relevante da Seleção Brasileira no exterior. Jogou ao lado de Castilho, Waldo, Telê Santana, Orlando Pingo de Ouro, Altair e Pinheiro, entre outros.

Foi campeão mundial pelo Brasil em 1958, quando atuava pelo Botafogo de Futebol e Regatas, clube pelo qual também acabou se apaixonando. No alvinegro, era o maestro de um grande elenco. Jogou ao lado de Garrincha, Nilton Santos, Zagallo, Quarentinha, Gérson, Manga e Amarildo.

O Botafogo foi o clube pelo qual “Didi” mais disputou partidas: fez 313 jogos e marcou 114 gols. Foi campeão carioca pelo clube em 1957, 1961 e 1962 e também venceu o Torneio Rio-São Paulo de 1962, mesmo ano em que venceu o Pentagonal do México e, no ano de 1963, o Torneio de Paris.

Chegou a jogar no famoso time do Real Madrid, ao lado do craque argentino Di Stéfano e do húngaro Puskas, mas teria sofrido um boicote na equipe, que teria partido de Di Stéfano.

Em 1964 foi para o São Paulo, porém a equipe paulista não tinha grandes jogadores, estando o clube empenhado em terminar a construção do seu principal patrimônio, o Estádio do Morumbi. Foi quando “Didi” começou a pensar na aposentadoria.

No começo de 1981, chegou a ser o técnico do Botafogo, mas foi substituído do cargo durante o ano. Também foi técnico do Fluminense, na fase que o time tricolor era conhecido como a “Máquina Tricolor”, pela qualidade excepcional de seus jogadores.

“Didi” morreu em decorrência de complicações provocadas por câncer, no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, a centenas de metros do Maracanã.

O ex-jogador foi internado em 25 de abril de 2001, com dores na barriga, sem saber que estava com câncer. Foi submetido a uma cirurgia de emergência três dias depois, devido a um quadro de obstrução intestinal, retirando parte da vesícula e do intestino.

Em estágio avançado, a doença comprometia o fígado, diafragma e colo. Não se recuperou mais. Sendo sedado, só respirava com a ajuda de aparelhos.

O velório ocorreu numa tarde, na sede do Botafogo, em General Severiano (zona sul). O enterro foi de manhã no cemitério São João Batista. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ficou de arcar com os custos.

Embora não fosse rico, Didi levava uma vida mais confortável do que muitos ex-jogadores. Morava com a mulher, Guiomar, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

“O sonho dele era, ensinar algum garoto a fazer a “folha seca”. “Didi” reclamava que não via mais ninguém fazer isso”, disse, no hospital, o presidente da Associação de Garantia ao Atleta Profissional (Agap), Nilo Chaves de Oliveira. Numa homenagem planejada desde antes da morte de “Didi”, a Agap inaugurou no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste, um centro esportivo com o nome de Waldir Pereira.

“Era um cara legal, foi muito amigo do meu pai”, disse no hospital Pedro Ernesto, Maria Cecília dos Santos Cardoso, filha do ex-ponta-direita Garrincha, bicampeão com “Didi” pelo Brasil e seu companheiro no Botafogo. (Fonte: Wikipedia)

Didi foi técnico no River Plate da Argentina. Os anos 70 foram marcados pela chegada do técnico brasileiro Didi, que implementou o jogo bonito no time "Milionário", baseado nos jovens saídos das categorias de base.


Caricatura de Didi. (Divugação)


Didi no vestiário. (Foto: Agência Globo)

Ataque do Botafogo com Didi, o segundo da esquerda para a direita. (Foto: www.abi.org.br)

Didi. (Foto: www.lanceactivo.com.br)

Didi sentado na mala, frente um restaurante. (Foto: Acervo Botafogo F.R.)

Didi com a camisa do Fluminense. (Foto: www.placar.abril.com.br)

Didi e Garrincha no Botafogo. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

Didi levantado pela torcida botafoguense. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

Didi e Zizinho, na Seleção Brasileira. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

Didi com o presidente Juscelino Kubtschek.(Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

Guiomar ajuda Didi a tirar a camiseta. (Foto: Acervo dio Botafogo F.R.)

Didi no Botafogo. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

Pelé chora no ombro de Didi, depois da vitória de 5 X 2 sobre a Suécia na final de 58, com Gilmar e Orlando olhando.

Didi em 1958. (Foto: Arquivo Agência France Press)

1962. Didi, Garrincha 7 e Zagallo ao fundo, na vitória da Seleção Brasileira por 4 X 2 sobre o Chile, na semifinal da Copa do Mundo

1958.Didi e Belini erguem a Taça Jules Rimet. (Foto:Acervo do Botafogo F.R.)

1958. Belini e Dido com a Taça jules Rimet. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

Gol de Didi cobrando falta, contra o Peru, nas eliminatórias da Copa do mundo de 1958. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

Didi ajeitando as chuteiras. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

1957. Didi beijando a namorada. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

1957. Didi ao telefone. (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

1957. Dido ajeitando as chuteiras (Foto: Acervo do Botafogo F.R.)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Futebol pelo mundo

Considerado o melhor jogador inglês de todos os tempos, Bobby Charlton atingiu o auge de sua carreira na campanha vitoriosa de 1966. Tinha 29 anos e dois Mundiais na bagagem (1958, como reserva; e 1962), quando liderou o time da casa. Sua marca registrada era o poderoso chute de longa distância. Mas era também técnico, veloz e elegante no toque de bola. Charlton foi o líder da equipe campeã, com três gols. Um deles é antológico. Contra Portugal, ele disparou um torpedo de fora da área impossível de ser defendido.

1982. Mês de maio. Na Copa do Mundo da Espanha os jogadores Kenny Samson, Gary Bailey, Kevin Keegan, Glenn Hoddle e Tony Morley, da Seleção Inglesa. (Foto: The Football Archivist)

1972. Mês de abril. Francis Lee. do Manchester City. (Foto: The Football Archivist)

1972. Mês de maio. George Best descansa a bordo de um iate. George Best (Belfast, 22 de maio de 1946 – Londres, 25 de novembro de 2005) foi um futebolista norte-irlandês. Se consagrou no time inglês do Manchester United, sendo considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos e o melhor jogador irlandês e britânico da história.

O significado de seu sobrenome, em inglês, é "melhor", o que gerou um ditado popular em sua terra natal: "Maradona good. Pelé better. George Best [Maradona, bom. Pelé, melhor. George, 'O' melhor]".

1971. Torcedores do Liverpool, no Old Trafford, na semi-final da FA Cup (Copa da Inglaterra), contra o Everton. (Foto: The Football Archivist)

1971. Mês de março. Lance do jogo entre Liverpool X Everton, pela semi-final da FA Cup (Copa da Inglaterra), em Old Trafford. (Foto: The Football Archivist)

1970. Lance de um jogo entre Arsenal X Tottenham. (Foto: The Football Archivist)

1970. Mês de março. Lance de um jogo entre Inter de Milão  X Lazio, no Estádio Olímpico de Roma. (Foto: The Football Archivist)

1970. Festa social do West Ham United, no London Hotel. Na foto estão Jimmy Greaves, Peter Grotier, Bobby Moore, Clyde Best Harry Redknapp. (Foto: The Football Archivist)

1966. Mês de julho. Durante a Copa do Mundo da Inglaterra, os jogadores italianos Giacinto Fachetti e Tarcisio Burchnich, remando no rio Wear. (Foto: The Football Archivist)

1966. Foto aérea do Olf Trafford, estádio do Manchester United, na final da Copa do Mundo. (Foto: The Football Archivist)

1963. Time do Real Madrid, junto com Di Stefano. (Foto: The Football Archivist)

1961. Mês de outubro Ferenc Puskas, superstar do Real Madrid, fazendo malabarismo com a bola para um grupo de crianças. (Foto: Tthe Football Archivist)

1954. John Charles e Tommy Burden, do Leeds United, da Inglaterra. (Foto: Tthe Football Archivist)

1948. CSKA Moscou. (Foto: The Football Archivist)

1934, mês de abril. Os jogadores Bill Dale e Laurie Barnett, do Manchester City, na final da FA Cup (Copa da Inglaterra), em Wembley, contra o Portsmouth. Vitória do City por 2 X 1. (Foto: The Football Archivist)

1932. Mês de fevereiro. Jogadores do Chelsea: Barber, O’Dowd,  Law,  Cheyne e Pearson, treinando para a FA Cup (Copa da Inglaterra). (Foto: The Football Archivist)

1928 - Chuteiras de Roberto "Chueco" Figueroa, jogador do Uruguai, usada na final de futebol dos Jogos Olímpicos de Amsterdan, contr a Argentina. (Foto: The Football Archivist)

1923.Mês de abril. Torcedores no Wemblwy Stadium para assistir a final da FA Cup (Copa da Inglaterra), entre West Ham United X Bolton Wanderers. (Foto: The Football Archivist)

1913. Mês de março. Lance de um jogo entre Sunderland X Burnley,  pela semi-final da FA Cup (Copa da Inglaterra). Sunderland 3 X 2. (Foto: The Football Archivist)

1912. Mês de abril.  Tottenham Hotspur, quando de um jogo contra o Woolwich Arsenal. (Foto: The Football Archivist)

Walter Chauncey Camp (7 de abril de 1859 – 14 de março de 1925) foi um jogador, treinador e visionário do futebol americano, além de escritor que ficou conhecido como "Father of American Football" ("O Pai do Futebol Americano").

Com John Heisman, Amos Alonzo Stagg, Pop Warner, Fielding H. Yost e George Halas, Camp foi um dos principais personagems da história do futebol americano. Ele jogou futebol americano universitário pela Universidade de Yale de 1876 a 1882.

Walter então passou a ser treinador pela Yale de 1888 a 1892 antes de se mudar para a Universidade de Stanford onde ele treinou o time da faculdade em 1892 e de 1894 a 1895. O time de futebol americano de Yale treinado por Camp, em 1888, 1891 e 1892 foi agraciado com o título de campeão nacional. Camp entrou para o College Football Hall of Fame como treinador em 1951. (Foto: Sports Archives)