quinta-feira, 18 de junho de 2009

E.C. Pelotas, uma glória do futebol gaúcho (1)

Nesta sequência de fotos históricas do E.C. Pelotas, quero homenagear alguns áureo-cerúleos ilustres da minha época de jornalista e radialista esportivo na cidade de Pelotas: Antônio Carlos Alves, meu parceiro em memoráveis transmissões esportivas; Carlos Roberto Brauner, grande narrador de futebol e companheiro de jornadas esportivas na Rádio Pelotense; Luiz Carlos Martinez, outro companheiro de rádio; Volney Castro, com quem tive a honra de trabalhar na Rádio Pelotense, nos tempos da rua Félix da Cunha; o saudoso Marcos Rezende, que coloquei na imprensa e trabalhamos juntos por algum tempo; os grandes goleiros Joãozinho e Ayres Apolinário; o craque salonista Clóvis Prestes; o meu amigo de muitos anos, Luiz Carlos Knopp; os presidentes Edgar de Moura Ronhelt, Cândido Lopes Neto, Dirceu Mattos, Luiz Antônio de Melo Aleixo, Vicente Gervini, Sérgio Chin dos Santos Wilmar Schild e Sidnei Gomes. Alguns de saudosa memória, outros ainda prestando serviços ao clube; o saudoso Emílio Nunes, pai do ex-goleiro salonista Emilinho, meu amigo; o imortal Valmúrio, autor e intérprete do hino do clube. E tantos outros que a memória já gasta pelos 68 anos de idade, não permite lembrar.

HISTÓRIA DO CLUBE

O Esporte Clube Pelotas começou a surgir na noite de 13 de setembro de 1908, quando, numa reunião na casa do Dr. Joaquim Luiz Osório, na Rua 15 de Novembro, 471, foi acertada a fusão de dois clubes: Club Sportivo Internacional e Foot-ball Club.
Participaram da reunião os senhores: Joaquim Luiz Osório, Leopoldo de Souza Soares, Francisco Rheingantz e João Frederico Nebel. Os dois primeiros eram presidentes do Internacional e do Foot-ball Club, respectivamente.
O objetivo era fundar, na época, uma associação desportiva que estivesse à altura do progresso que Pelotas vinha experimentando. Caso a fusão fosse concretizada, o novo clube, em homenagem à cidade, levaria o seu nome e as suas cores seriam o azul e o amarelo.
As negociações foram crescendo e, no dia 11 de outubro de 1908, nos salões do Club Caixeral, os sócios dos dois clubes aceitaram a proposta e criaram o SPORT CLUB PELOTAS.
O primeiro grande triunfo futebolístico do E. C. Pelotas ocorreu no dia 24 de outubro de 1909 quando, jogando em seu estádio (A Boca do Lobo), derrotou o Sport Club Rio Grande (clube de futebol mais antigo do país), que desde a sua fundação nunca havia perdido uma partida.
Seguiram-se ainda outros feitos memoráveis dentro do futebol: organização do primeiro torneio intermunicipal de futebol do RS em 1910; jogo contra o "scratch" uruguaio em 1911 (primeira partida disputada pela seleção uruguaia no país); disputa de inúmeras partidas contra clubes e seleções argentinas, gaúchas, cariocas e paulistas; realização, em 1918, do Congresso Rio Grandense de Futebol, que resultou na criação da Federação Gaúcha de Futebol, por iniciativa do E. C. Pelotas; além de outras realizações.
Pelo seu pioneirismo e tradição em competições, o E. C. Pelotas sempre foi e sempre será considerado um dos principais clubes esportivos do estado, colecionando ao longo de sua história inúmeros títulos, não só no futebol mas também em outros esportes: futsal, tênis, basquete, hóquei, remo, natação e atletismo, entre outros.

Deraldo, Bedeuzinho, Cascudo e Bunde, na festa dos 50 anos do E.C. Pelotas, em 1958.(Foto: Revista "Pelotas 90 anos")
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
(Foto: Acervo do S.C. Pelotas)
O craque Zizinho, no centro, em jogo com o São Paulo em 1958. (Foto: Acervo do S.C. Pelotas)
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)

Em 1957, o Pelotas começava a sua história no futebol de salão da cidade. Formou a sua primeira equipe para praticar um esporte que fora trazido aara Pelotas pela Agremiação Pelotense de Esportes.
Na então cancha de asfalto, onde hoje está a Churrascaria Lobão, o áureo-cerúleo passou a jogar o futebol de salão, esporte que mais tarde daria muitas glórias ao clube da avenida Bento Gonçalves.
Formavam nesta equipe, perfilados na foto: Luiz Carlos Martinez (grande narrador de futebol da cidade) - Luis Rosa (Rosinha) - Fernando Viana (Vianinha) - Aldrovando Dutra - Luis Carlos Oliveira Joca) - Paulo de Souza Lobo (Galego) e Aldrovando Loureiro (Gringo). (Foto e texto: Revista "Pelotas 90 anos").
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
1953. Campeão de Aspirantes (Foto: Diário Popular)
Time de 1951.(Foto: Revista "Pelotas 90 anos")

Campeão do Interior e Vice-Estadual em 1945. Naquele ano disputaram o campeonato local as equipes do S.C. Pelotas, G.S. Brasil, G.S. Ideal, C.A. Bancário, G.A. 9º Regimento e 7 de Abril. (Foto: Revista "Pelotas 90 anos")
1944. Em 1944, a família Osório faz negócio e dá ao clube um decisivo patrimônio. Foi uma boa troca. Dia 11 de outubro de 1944, dia do 36° aniversário do Esporte Clube Pelotas, o Clube assumiu uma dívida de impostos e recebeu da família Osório a área onde hoje se encontra seu estádio: um grande terreno em ponto central e comercialmente estratégico, com nada menos de 58 unidades comerciais alugadas: a Churrascaria Lobão, a Galeteria Lobão, outras 23 unidades comerciais construídas ao redor do estádio e 33 lojas e salas do Shopping Lobão. (Na foto do acervo do E.C. Pelotas, o ato de assinatura da compra da área onde se situa o estádio).
Do Guarany de Bagé, ao S.C. Pelotas. (Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
Mário Reis, um dos maiores jogadores da história do E.C. Pelotas chegou ao clube em 1924, atendendo convite do seua amigo Dinarte Tavares. Antes, ele jogara pelo G.S. Brasil e nos extintos Rio Branco e Guarani.
Com a camisa azul e amarela foi campeão estadual em 1930 e camepeão pelotense em 1925, 1928, 1930, 1932 e 1933. Disputou três campeonatos brasileiros defendendo o scratch do Rio Grande do Sul, em 1926, 1928 e 1931. (Foto: Acervo do S.C. Pelotas)
Museu do E.C. Pelotas, com destaque para a Taça de Campeão Gaúcho de 1930. (Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
Taça do Campeonato Estadual de 1930. (Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
Campeão de 1930. (Foto: Revista "Pelotas 90 anos")
Time de 1930.
Gravura do pavilhão, na década de 1930 (Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
Estádio da Boca do Lobo, em 1930. (Foto: Diário Popular)
(Foto de 1926: Acervo do E.C. Pelotas)
Magnifica pista de patinagem", era um dos atrativos do estádio do Sport Club Pelotas, destacados pela revista "Rio Grande do Sul Sportivo", da Livraria do Globo, em 1919, dois anos depois da inauguraçaão do estádio. "Alí, innumeras senhoritas e cavalheiros da melhor sociedade pelotense faziam exercicios diários".
O club contava ainda com "duas excellentes pellonses de lawn tennis, frequentadas pela mais distincta sociedade pelotense". Ao lado das canchas, existia "um rico pavimento construido de vidros multicôres, de onde as famílias assistiam aos torneios".
Causavam impressão o "alteroso mastro semaphorico, que marcava o resultado dos jogos, os vários pavilhões, todos illuminados a luz electrica, com instalações subterrâneas e postes, muito elegantes e bem dispostos".
A revista desce a detalhes, ao descrever as primeiras instalações do clube. Define como magnifico o campo de futebol, perfeitamente gramado e com as dimensões próprias para matchs oficiais, 100,60 X 73,12 metros. Informa que a cancha foi promptificada sobre uma rede de drenos, na qual empregaram-se mais de 10 mil tijolos e um sem número de carradas de areia, escória, cascotes, etc".
Elogiáveis eram a facilidade de escoamento das águas, as duas telas de arame que circundavam o campo e dois alterosos anteparos, de tela de arame, divididos em quadros, que evitam a sahida da bola, em dias de partida. E o artistico gradil da pista de patinação. (Foto e texto: Revista "Pelotas 90 anos")
Equipe de 1917. (Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
Campeão municipal de 1912. (Foto: livro "O Futebol em Pelotas", de Eliseu de Mello Alves)

S.C. Pelotas em 1911. (Foto: Pesquisa Valquiria para a página Pelotas Antiga)

Inauguração do campo em 1908. Pedro Luis Osório cortou a fita simbólica.
Ex-dirigentes (Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
Sócios fundadores. (Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
Doutor Pedro Luiz Osório, Grande Benemérito e Patrono do Esporte Clube Pelotas. Foi prefeito, médico ilustre, diretor da Faculdade de Farmacia e Odontologia, presidente da secção pelotense da Cruz Vermelha e presidente do Asilo de Mendigos. (Foto e texto: Revista "Pelotas 90 anos")
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)
(Foto: Acervo do E.C. Pelotas)

6 comentários:

Homero disse...

BOA TARDE. PARABÉNS PELO ÓTIMO TRABALHO APRESENTADO. FELIZMENTE AINDA EXISTEM PESSOAS QUE SE INTERESSAM E SE ESFORÇAM PARA MANTER VIVA O CHAMA DO AMOR PELO FUTEBOL E EM ESPECIAL PELO MEU E.C. PELOTAS. E NESSE DIA SEGUINTE AO ACESSO A PRIMEIRA DIVISÃO É MAIS GRATIFICANTE AINDA. UM GRANDE ABRAÇO. HOMERO QUEIROGA-PELOTAS-RS email/msn hlsq@hotmail.com

Rodrigo Avila disse...

Belíssima página!
Parabéns!

Ricardo disse...

linda a história do Lobão !!! amo este time !!!

Luiz Carlos Knopp disse...

Meu caro Nilo, ao final de 2009, foi lançado o LIVRO DO CENTENÁRIO, um resumo muito rico dos 100 anos de história do ECPelotas. Manda teu endereço em Brasilia, que farei chegar um exemplar até o amigo.
Abração.

Mario disse...

Parabéns pelo sensacional trabalho, me vem a memória o primeiro jogo de futebol que meu pai me levou. Em 71, BraPel na boca, 2 x 0 pra nós, eu tinha dez anos. A partir daquele dia, descobri que já nasci azul e amarelo.

Ver o Bedeuzinho jovem, que o meu falecido pai sempre falava da habilidade dele, me emociona.
Que os jovens de hoje possam aprender o que é o amor por uma causa: Esporte Clube Pelotas.

Mario Meireles Pizani

Carlos Eduardo disse...

Fantática este blog. A história do lobão é mesmo muito rica.
Eduardo