sexta-feira, 4 de junho de 2010

A história das Copas do Mundo


ESPANHA - 1982



Histórico

A Copa do Mundo de 1982, ocorrida na Espanha entre os dias 14 de junho e 11 de julho, recebeu 24 países. O aumento foi promovido pelo brasileiro João Havelange, que assumiu o comando da Fifa oito anos antes.

Os maiores beneficiários desse incremento de vagas foram a África e a Oceania. Cada um desses continentes levou dois participantes. A maior surpresa na América do Sul foi o Uruguai. A Celeste perdeu a vaga na competição após ser derrotada pelo Peru nas eliminatórias. Já na Europa, Holanda e Suécia também ficaram de fora.

O Brasil chegou ao torneio como grande favorito após a excursão pela Europa em 1981, quando derrotou pela primeira vez a Inglaterra em Wembley. O jogo foi 1 a 0 com gol de Zico, uma das estrelas do time.

A novidade da Copa de 1982 foi a seleção de Camarões. Os africanos encerraram sua participação de forma invicta, conseguindo três empates e surpreendendo o mundo. Os resultado, no entanto, foram insuficientes para classificar a equipe para a fase seguinte. No grupo C aconteceu a maior goleada da história dos mundiais: a Hungria bateu El Salvador com um incrível placar de 10 a 1.

Seleção da Itália, campeã mundial de 1982. (Fonte: site Storie di Calcio)
Paolo Rossi, o grande nome da Copa. (Fonte: site Storie di Calcio)
Italianos comemoram o título. (Fonte: site Storie di Calcio)
Jogo final entre Itália X Alemanha. Sequência de lances do gol de Paolo Rossi. (Fonte: site Storie di Calcio)
Seleção Brasileira na Copa de 1982. (Fonte: mochileiro.tur.br)
Outro lance de Itália X Brasil. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Brasil. (Fonte: site Storie di Calcio)
Paolo Rosssi, Itália 2 X 0 Polônia. (Fonte: site Storie di Calcio)
Outro lance de Inglaterra X Alemanha. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha X Inglaterra. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Camarões. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Peru. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemnha X França. (Fonte: site Storie di Calcio)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A história das Copas do Mundo


ARGENTINA - 1978



Histórico da Copa

A Copa do Mundo FIFA de 1978 foi a 11ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 97 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Argentina.

Foi uma copa cercada de polêmicas. Muito se deve ao clima político vivido na Argentina. O país vivia uma brutal ditadura imposta pelos militares, que viram na organização do torneio a oportunidade ideal para popularizar o regime e provomover a distração nacional dos problemas políticos e econômicos. Uma autêntica política de "pão e circo".

O super craque neerlandês Johan Cruijff se recusou a jogar a Copa de 78 como forma de protesto contra o regime militar. A organização também apresentou muitas falhas. Os estádios ficaram em alguns lugares prontos na última hora, e por isso, o gramado recém-plantado, começou a se soltar sob os pés dos jogadores.

Sem dizer que a Argentina sediou quase todos os seus jogos em Buenos Aires, enquanto os principais rivais faziam um "tour" pelo país, se desgastando com longas viagens.

No grupo da Argentina, a Itália roubou a cena e venceu os 03 jogos da primeira fase. Com um gol de Betega, despachou os donos da casa, 1 x 0. Era a geração de Paolo Rossi, Conti, Schirea começando a brilhar. A Argentina venceu a Hungria e a França, ambas por 2 x 1 e ficou com a segunda vaga. O time francês, excelente, não levou sorte e acabou eliminado. Craques como Rocheteau, Platini, Tiganá e Six, brilhariam mais quatro anos depois (Marques, Armando - 2002 - "Todas as Copas do Mundo").

No grupo do Brasil outro drama pós-74. A seleção canarinho perdida em meio aos malabarismos táticos do técnico Cláudio Coutinho não se encontrava. O time era inseguro, apático e sem imaginação. Tínhamos dois jogadores da mais nobre linhagem de camisas 10, Zico e Rivelino, e nenhum brilhou. No primeiro jogo o Brasil empatou com a Suécia, 1 x 1.

Neste jogo uma curiosidade. Último lance do jogo. Escanteio a favor do Brasil, bola centrada na área e gol de Zico de cabeça. Só que o juiz encerrou o jogo com a bola no ar, após a batida do corner. O Brasil ainda empatou com a Espanha em 0 x 0. E só se classificou ao vencer a Áustria no terceiro jogo, 1 x 0, gol de Roberto Dinamite. A Áustria que venceu os dois primeiros jogos ficou com a outra vaga.

Os Países Baixos, sem Johan Cruijff, não eram os mesmos e tiverem dificuldades em se classificar. Venceu o fraco Irã por 3 a 0, depois empatou com o Peru 0 a 0 e perdeu da Escócia por 3 a 2. O Peru foi a grande sensação do grupo, com seu futebol clássico e técnico, que tinha Teófilo Cubillas como seu principal artífice. Venceu, ainda na primeira fase, a Escócia por 3 a 1 e goleou o Irã por 4 a 1.

Alemanha Ocidental e Polônia dividiram as vagas de seu grupo entre si sem maiores dificuldades. Estavam na segunda fase, grupo A - Argentina, Peru, Brasil e Polônia e no grupo B - Alemanha, Itália, Países Baixos e Áustria.

Na segunda Fase os neerlandeses embalaram. Golearam implacavelmente a Áustria, 5 x 1. Empataram com a Alemanha Ocidental em 2 x 2 e ganharam da favorita Itália 2 x 1, conseguindo uma vaga para a final.

No grupo de Brasil e Argentina o maior escândalo de todas as copas. O Brasil se recuperou da apatia da 1ª fase e venceu a forte seleção peruana por 3 x 1. A Argentina passou pela Polônia por 2 x 0. Em Rosário, Brasil e Argentina duelaram, 0 x 0.

Um jogo nervoso, tenso, onde Coutinho escalou o jogador Chicão nítidamente para intimidar os argentinos com seu jogo duro e de marcação. Mas o placar de empate seria fatal para o Brasil. Na última rodada o Brasil venceu de forma brilhante a Polônia por 3 x 1. Com este

resultado só restava à Argentina vencer o Peru por 4 gols de diferença! Uma vantagem imperdível, afinal, desde que Menoti se tornara técnico da Argentina a seleção alvi-celeste jamais havia vencido um jogo por mais de 3 gols. Porém o Peru, entrou em campo passeando, abriu mão do direito de jogar, e levou um vareio de 6 x 0. Frise-se que o goleiro peruano era argentino de nascimento, Quiroga, e que falhou bisonhamente em vários gols.

Porém nada ainda foi provado, e cabe aos argentinos sempre o benefício da dúvida. Afinal, ninguém pode duvidar de uma seleção que contava com Passarela, Kempes, Fillol, e que ainda abriu mão de Maradona. Também não se pode negar que todos os fatos de repercussão mundial sempre são cercados de "teorias da conspiração" que nunca são provadas, como a morte de Kennedy, de Elvis Presley, a chegada do homem à lua, etc.

Ao Brasil restou vencer a Itália na decisão de 3º lugar com um golaço de Nelinho, onde a bola fez uma curva improvável e surpreendeu o super goleiro Dino Zoff.

Na grande final, Estádio Monumental super lotado. Milhões de papéis picados e bandeiras alvi-celestes. O jogo é duro. A Argentina pressiona e Kempes abre o placar. Os Países Baixos empatam num belíssimo gol de cabeça. Aos 45 do segundo tempo bola na trave portenha. Prorrogação: a Argentina atropela a laranja mecânica, e vinga a derrota de 4 x 0 sofrida em 74. Final Argentina 3 x 1 Países Baixos. Ainda que sob suspeita não dá para dizer que a Argentina não mereceu.

Cláudio Coutinho aprontou mais uma e utilizou um malabarismo linguístico já que os táticos não funcionaram: "O Brasil foi o campeão moral deste certame". Só que o real, foi a Argentina! (Fonte: Wikipedia)

Argentina, campeã mundial de 1978.(Fnte: site Storie di Calcio)
Mário Kemps, craque argetino. (Fonte: site Storie di Calcio)
Vibração argentina. (Fonte: site Storie di Calcio)
Na prorrogação, com um gol de Kempes, a Argentina derrotou a Holanda e conquistou o título. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Argentina X Peru. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Argentina X Hungria. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Argentina X França. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Brasil X Itália, decisão do 3ºlugar. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Brasil X Peru. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Brasil X Suécia. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Hungria. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X França. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Áustria. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha X Holanda. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha X Áustria. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Peru X Escócia. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Polônia X Peru (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Polônia X Alemanha. (Fonte: site Storie di Calcio)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A história das Copas do Mundo


ALEMANHA - 1974



Mascote da Copa de 1974.

Histórico da Copa de 1974

A Copa de 1974 ficou marcada por mostrar ao mundo uma das melhores equipes de todos os tempos: a "Laranja Mecânica" holandesa. Com um futebol dinâmico e participativo, a equipe do craque Johan Cruyff encantou, mas não conseguiu superar a força física e obediência tática da Alemanha Ocidental.

O resultado, entretanto, não pode ser considerado uma surpresa. Afinal, os alemães jogavam em casa e vinham de um ótimo retrospecto: vice-campeões em 1966 e terceiros colocados em 1970. Além disso, a equipe possuía um bom elenco: o goleiro Sepp Maier, o capitão Franz Beckenbauer na zaga, o hábil Overath no meio, e o artilheiro Gerd Müller na frente.

A Alemanha Ocidental, porém, realizou duas Copas 'distintas'. Na primeira fase, os donos da casa ainda não haviam se encontrado, e o futebol apresentado era apenas regular. Assim, penou para bater o Chile na estreia (1 a 0), foi bem diante da fraca Austrália (3 a 0), mas acabou derrotada pela Alemanha Oriental (1 a 0).

Entrou em cena então o trabalho do treinador Helmut Schon. Ele reuniu o elenco e teve uma conversa franca e forte com os jogadores. A bronca surtiu efeito: 2 a 0 sobre a Iugoslávia, 4 a 2 na Suécia e um difícil 1 a 0 sobre a outra grande equipe do grupo, a Polônia.

A final contra a Holanda foi emocionante. Com apenas dois minutos de jogo, o árbitro marcou um pênalti a favor dos visitantes. Neeskens converteu e colocou os holandeses em vantagem. Os alemães não se abateram e empataram também de pênalti: Breitner, aos 25min. A seleção holandesa reclamou muito da arbitragem do inglês John Taylor, que teria caído na encenação do alemão Hölzenbein.

A dois minutos do final do primeiro tempo, brilhou a estrela do artilheiro Müller, que dividia a artilharia das Copas com francês Just Fontaine. Müller recebeu a bola dentro da área holandesa, virou com perfeição e colocou os alemães em vantagem. O gol fez dele o maior artilheiro da história do torneio até então, com 14 gols.

No segundo tempo, o forte ataque holandês pressionou bastante os anfitriões, mas não conseguiu ultrapassar a "muralha" formada por Maier e pelos defensores, com Vogts e Beckenbauer à frente. Assim, com um time capaz de reverter um gol tomado logo nos primeiros minutos de jogo e forte o suficiente para resistir por uma etapa inteira ao poderoso ataque holandês, a Alemanha quebrou um jejum de 20 anos e voltou a ser campeã mundial.

Seleção da Alemanha, campeã mundial de 1974. (Foto: Divulgação)
Placar do Estádio Olímpico de Munich, na grande final.(Foto: site Storie di Calcio)

Lance o jogo Alemanha 2 X 0 Iugoslávia. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha 1 X 0 Polônia. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha X Austrália. (Foto: site Storie di Calcio)
Capitães de Alemanha e Austrália, Beckenbauer e Sparwasser. (Foto: site Storie di Calcio)
Seleção do Brasil na Copa de 1974. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance de Holanda 2 X 0 Brasil. (Foto: site Storie di Calcio)
Capitães Bremner e Piazza, de Escócia X Brasil, jogo que reminou empatado em 0 X 0. (Foto: site Storie di Calcio)
Seleção da Holanda, a "laranja mecânica". Cruyff, Jongbloed, Haan, Keizer, Rijsbergen, Rep, Suurbier, Jansen, Hanegem, Krol e Neeskens. (Foto: site Storie di Calcio)
Rensenbrink, craque holandês. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Holanda X Uruguai. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Polônia. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Polônia. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Argentina. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance o jogo Itália X Coréia. (Foto: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Haiti. (Foto: site Storie di Calcio)
Em 1974 o brasileiro João Havelange era o presidente da FIFA. (Foto: site Storie di Calcio)
Sir Stanley Rous e a nova copa. (Foto: site Storie di Calcio)
O novo troféu que substituiu a Copa Jules Rimet, de posse definitiva do Brasil (Foto: site Storie di Calcio)