quinta-feira, 10 de junho de 2010

A história das Copas do Mundo


MÉXICO 1986


Histórico

A Copa do Mundo FIFA de 1986 foi a 13ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 24 países divididos em seis grupos de quatro. 113 países participaram das eliminatórias.

A Copa de 1986 seria disputada na Colômbia. Porém, os graves problemas econômicos deste país impediram os colombianos de serem os anfitriões do torneio. A FIFA ofereceu a Copa para o Brasil, mas o Governo de José Sarney recusou. Então a Copa foi aceita pelo México, que foi escolhido para sediar o mundial mais uma vez. Nem mesmo os terremotos um ano antes do mundial colocaram em risco a realização da copa.

Foi uma Copa na qual o grande nome foi sem dúvida Diego Armando Maradona. Após o vexame de 1982, a Argentina vinha com um time renovado. Maradona, Jorge Valdano, Jorge Burruchaga e Nery Pumpido foram nomes de uma equipe que se deu ao luxo de abrir mão da titularidade de Daniel Passarella.

Já o Brasil, na primeira fase, ganhou da Espanha por 1 a 0, que deveria ter sido empate com um gol de Michel, que o juiz não viu (a bola bateu na trave e após a linha), 1 a 0 na Argélia, 3 a 0 na Irlanda do Norte (com um golaço de Josimar) e 4 a 0 na Polônia com outro lindo gol de Josimar.

O Brasil, com uma defesa mais consistente do que em 1982, só levou um gol, justo no fatídico empate com a França pelas Quartas de Final, onde Zico, aos 30 do segundo tempo viu Joël Bats defender o penal que daria a classificação à seleção canarinho.

A Copa de 1986 também marcou a despedida da "geração Platini", e a França ficou com o 3º lugar, eliminada pela segunda vez consecutiva pela Alemanha e os principais jogadores de tão frustrados abriram mão de jogar pelo 3º posto contra a Bélgica. Mesmo assim, a França ganhou por 4 a 2.

Os "Diabos Vermelhos" (a seleção belga) foram a grande surpresa da copa, pois eliminaram seleções favoritas como a URSS, nas oitavas por 4 a 3 num jogo sensacional, e a Espanha, que um jogo antes goleou a Dinamarca por inacreditáveis 5 a 1 com uma atuação espetacular de Emilio Butragueño, que fez quatro gols naquele jogo. A sensação da primeira fase foi a "Dinamáquina", que aplicou uma sonora goleada no Uruguai por 6 a 1, e venceu ainda a Alemanha, grande favorita, por 2 a 0 e caiu contra a Espanha nas Oitavas.

O Marrocos se classificou em um grupo que tinha Inglaterra, Polônia e Portugal e só foi eliminado nas Oitavas, contra a Alemanha, com um gol de falta de Lothar Matthäus no fim do jogo. A boa campanha marroquina confirmava o início de uma fase constante de boas participações de equipes africanas em Copas.

A Argentina, com o gênio Maradona, ganhou da Coréia do Sul na estréia por 3 a 1, empatou em seguida com a Itália, campeã mundial e grande decepção da copa, por 1 a 1, e consolidou o primeiro lugar com 2 a 0 na Bulgária. Nas oitavas ganhou por 1 a 0 do Uruguai, nas Quartas, 2 a 1 na Inglaterra, num dos jogos mais antológicos da história do futebol mundial. Maradona, literalmente, acabou com o jogo.

Fez um gol de mão, e depois um dos mais belos gols de todos os tempos, onde passou por seis ingleses, incluindo o goleiro. Na semifinal, espantou a zebra belga por 2 a 0 com outro golaço do pibe de oro. Na final, Argentina e Alemanha Ocidental. A Argentina abre 2 a 0 com gols de José Luis Brown e Valdano, a Alemanha busca o resultado e empata com gols de Karl-Heinz Rummenigge e Rudi Völler, mas, no final, num descuido de Matthäus, implacável marcador, Maradona acha Burruchaga e o lança na cara do gol: 3 a 2 para a Argentina. Desta vez, ao contrário de 1978, sem contestações.


Sequência de fotos de Maradona, o grande herói da conquista argentina.
Sob forte marcação, capitão alemão Rummenigge mata a bola, na final contra a Argentina.
Goleiro alemão Shumacher soca a bola diante de seus zagueiros e de Francescoli, atacante uruguaio.
Josimar marcou um dos gols mais bonitos da história das Copas.
Goleiro brasileiro Carlos, evitando um gol francês em partida válida pelas quartas de final.
Careca era uma das esperanças brasileiras.
A dupla Zico e Socrates, mais uma vez ficou no quase.
Outra foto de Lineker.
Lineker, craque inglês.
Platini, craque francês.
Maradona, "la mano de Dios".
Lance do jogo Argentina 2 X 1 Inglaterra.
Maradona tenta passar pelos zagueiros sul-coreanos em partida válida pela primeira fase.
Rummenigge, da Alemanha tenta uma bicicleta durante a vitória de 1 x 0 sobre o Marrocos nas oitavas-de-final.
Lance do jogo Alemanha X França.
Lance de Alemanha 1 X 0 México.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A história das Copas do Mundo


ESPANHA - 1982



Histórico

A Copa do Mundo de 1982, ocorrida na Espanha entre os dias 14 de junho e 11 de julho, recebeu 24 países. O aumento foi promovido pelo brasileiro João Havelange, que assumiu o comando da Fifa oito anos antes.

Os maiores beneficiários desse incremento de vagas foram a África e a Oceania. Cada um desses continentes levou dois participantes. A maior surpresa na América do Sul foi o Uruguai. A Celeste perdeu a vaga na competição após ser derrotada pelo Peru nas eliminatórias. Já na Europa, Holanda e Suécia também ficaram de fora.

O Brasil chegou ao torneio como grande favorito após a excursão pela Europa em 1981, quando derrotou pela primeira vez a Inglaterra em Wembley. O jogo foi 1 a 0 com gol de Zico, uma das estrelas do time.

A novidade da Copa de 1982 foi a seleção de Camarões. Os africanos encerraram sua participação de forma invicta, conseguindo três empates e surpreendendo o mundo. Os resultado, no entanto, foram insuficientes para classificar a equipe para a fase seguinte. No grupo C aconteceu a maior goleada da história dos mundiais: a Hungria bateu El Salvador com um incrível placar de 10 a 1.

Seleção da Itália, campeã mundial de 1982. (Fonte: site Storie di Calcio)
Paolo Rossi, o grande nome da Copa. (Fonte: site Storie di Calcio)
Italianos comemoram o título. (Fonte: site Storie di Calcio)
Jogo final entre Itália X Alemanha. Sequência de lances do gol de Paolo Rossi. (Fonte: site Storie di Calcio)
Seleção Brasileira na Copa de 1982. (Fonte: mochileiro.tur.br)
Outro lance de Itália X Brasil. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Brasil. (Fonte: site Storie di Calcio)
Paolo Rosssi, Itália 2 X 0 Polônia. (Fonte: site Storie di Calcio)
Outro lance de Inglaterra X Alemanha. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha X Inglaterra. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Camarões. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Peru. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemnha X França. (Fonte: site Storie di Calcio)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A história das Copas do Mundo


ARGENTINA - 1978



Histórico da Copa

A Copa do Mundo FIFA de 1978 foi a 11ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 97 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Argentina.

Foi uma copa cercada de polêmicas. Muito se deve ao clima político vivido na Argentina. O país vivia uma brutal ditadura imposta pelos militares, que viram na organização do torneio a oportunidade ideal para popularizar o regime e provomover a distração nacional dos problemas políticos e econômicos. Uma autêntica política de "pão e circo".

O super craque neerlandês Johan Cruijff se recusou a jogar a Copa de 78 como forma de protesto contra o regime militar. A organização também apresentou muitas falhas. Os estádios ficaram em alguns lugares prontos na última hora, e por isso, o gramado recém-plantado, começou a se soltar sob os pés dos jogadores.

Sem dizer que a Argentina sediou quase todos os seus jogos em Buenos Aires, enquanto os principais rivais faziam um "tour" pelo país, se desgastando com longas viagens.

No grupo da Argentina, a Itália roubou a cena e venceu os 03 jogos da primeira fase. Com um gol de Betega, despachou os donos da casa, 1 x 0. Era a geração de Paolo Rossi, Conti, Schirea começando a brilhar. A Argentina venceu a Hungria e a França, ambas por 2 x 1 e ficou com a segunda vaga. O time francês, excelente, não levou sorte e acabou eliminado. Craques como Rocheteau, Platini, Tiganá e Six, brilhariam mais quatro anos depois (Marques, Armando - 2002 - "Todas as Copas do Mundo").

No grupo do Brasil outro drama pós-74. A seleção canarinho perdida em meio aos malabarismos táticos do técnico Cláudio Coutinho não se encontrava. O time era inseguro, apático e sem imaginação. Tínhamos dois jogadores da mais nobre linhagem de camisas 10, Zico e Rivelino, e nenhum brilhou. No primeiro jogo o Brasil empatou com a Suécia, 1 x 1.

Neste jogo uma curiosidade. Último lance do jogo. Escanteio a favor do Brasil, bola centrada na área e gol de Zico de cabeça. Só que o juiz encerrou o jogo com a bola no ar, após a batida do corner. O Brasil ainda empatou com a Espanha em 0 x 0. E só se classificou ao vencer a Áustria no terceiro jogo, 1 x 0, gol de Roberto Dinamite. A Áustria que venceu os dois primeiros jogos ficou com a outra vaga.

Os Países Baixos, sem Johan Cruijff, não eram os mesmos e tiverem dificuldades em se classificar. Venceu o fraco Irã por 3 a 0, depois empatou com o Peru 0 a 0 e perdeu da Escócia por 3 a 2. O Peru foi a grande sensação do grupo, com seu futebol clássico e técnico, que tinha Teófilo Cubillas como seu principal artífice. Venceu, ainda na primeira fase, a Escócia por 3 a 1 e goleou o Irã por 4 a 1.

Alemanha Ocidental e Polônia dividiram as vagas de seu grupo entre si sem maiores dificuldades. Estavam na segunda fase, grupo A - Argentina, Peru, Brasil e Polônia e no grupo B - Alemanha, Itália, Países Baixos e Áustria.

Na segunda Fase os neerlandeses embalaram. Golearam implacavelmente a Áustria, 5 x 1. Empataram com a Alemanha Ocidental em 2 x 2 e ganharam da favorita Itália 2 x 1, conseguindo uma vaga para a final.

No grupo de Brasil e Argentina o maior escândalo de todas as copas. O Brasil se recuperou da apatia da 1ª fase e venceu a forte seleção peruana por 3 x 1. A Argentina passou pela Polônia por 2 x 0. Em Rosário, Brasil e Argentina duelaram, 0 x 0.

Um jogo nervoso, tenso, onde Coutinho escalou o jogador Chicão nítidamente para intimidar os argentinos com seu jogo duro e de marcação. Mas o placar de empate seria fatal para o Brasil. Na última rodada o Brasil venceu de forma brilhante a Polônia por 3 x 1. Com este

resultado só restava à Argentina vencer o Peru por 4 gols de diferença! Uma vantagem imperdível, afinal, desde que Menoti se tornara técnico da Argentina a seleção alvi-celeste jamais havia vencido um jogo por mais de 3 gols. Porém o Peru, entrou em campo passeando, abriu mão do direito de jogar, e levou um vareio de 6 x 0. Frise-se que o goleiro peruano era argentino de nascimento, Quiroga, e que falhou bisonhamente em vários gols.

Porém nada ainda foi provado, e cabe aos argentinos sempre o benefício da dúvida. Afinal, ninguém pode duvidar de uma seleção que contava com Passarela, Kempes, Fillol, e que ainda abriu mão de Maradona. Também não se pode negar que todos os fatos de repercussão mundial sempre são cercados de "teorias da conspiração" que nunca são provadas, como a morte de Kennedy, de Elvis Presley, a chegada do homem à lua, etc.

Ao Brasil restou vencer a Itália na decisão de 3º lugar com um golaço de Nelinho, onde a bola fez uma curva improvável e surpreendeu o super goleiro Dino Zoff.

Na grande final, Estádio Monumental super lotado. Milhões de papéis picados e bandeiras alvi-celestes. O jogo é duro. A Argentina pressiona e Kempes abre o placar. Os Países Baixos empatam num belíssimo gol de cabeça. Aos 45 do segundo tempo bola na trave portenha. Prorrogação: a Argentina atropela a laranja mecânica, e vinga a derrota de 4 x 0 sofrida em 74. Final Argentina 3 x 1 Países Baixos. Ainda que sob suspeita não dá para dizer que a Argentina não mereceu.

Cláudio Coutinho aprontou mais uma e utilizou um malabarismo linguístico já que os táticos não funcionaram: "O Brasil foi o campeão moral deste certame". Só que o real, foi a Argentina! (Fonte: Wikipedia)

Argentina, campeã mundial de 1978.(Fnte: site Storie di Calcio)
Mário Kemps, craque argetino. (Fonte: site Storie di Calcio)
Vibração argentina. (Fonte: site Storie di Calcio)
Na prorrogação, com um gol de Kempes, a Argentina derrotou a Holanda e conquistou o título. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Argentina X Peru. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Argentina X Hungria. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Argentina X França. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Brasil X Itália, decisão do 3ºlugar. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Brasil X Peru. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Brasil X Suécia. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Hungria. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X França. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Áustria. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha X Holanda. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha X Áustria. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Peru X Escócia. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Polônia X Peru (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Polônia X Alemanha. (Fonte: site Storie di Calcio)