quarta-feira, 16 de junho de 2010

A história das Copas do Mundo


ITÁLIA 1990


Cião, mascote da Copa de 1990.

Fonte: Storie di Calcio e Getty Fotos
Histórico da Copa de 1990

A Copa do Mundo de 1990 foi a 14ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 24 países. Num total de 112 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Itália. Foram marcados 115 gols. Destes, 52 foram de bola parada.

A Itália, dona da casa, era grande favorita ao título. O Brasil, campeão sul americano, comandado pelo técnico Sebastião Lazaroni, adotou o sistema com líbero, com dois alas, chamado 3-5-2, apontado por muitos analistas como contrário às características do futebol brasileiro. A Copa de 1990 passou para a história como uma copa de equipes defensivas, que jogavam apenas para alcançar o resultado. Brasil e Argentina eram os maiores expoentes desta síndrome.

A seleção brasileira, dividida por brigas internas, foi precocemente eliminada. Após passar com dificuldades pela primeira fase, apesar de 3 vitórias (2 a 1 na Suécia com dois gols de Careca, 1 a 0 na Costa Rica e 1 a 0 na Escócia) com um gol de Müller a 10 minutos do fim do jogo). o Brasil caiu nas Oitavas de Final, frente à Argentina por 1 a 0 (o gol foi de Claudio Caniggia, em uma única jogada genial de Maradona). O Brasil lutou, mas perdeu várias chances de gol. Foi a pior campanha brasileira desde 1966.

Se o Brasil não esteve entre os destaques da Copa, a seleção de Camarões foi a grande surpresa do mundial. Liderada pelo experiente Roger Milla, a equipe africana surpreendeu a Argentina, campeã mundial, e venceu por 1 a 0 no jogo de abertura da copa, (gol de François Omam-Biyik de cabeça, com a colaboração de Nery Pumpido).

Avançou até as Quartas de Final, com vitórias sobre a Romênia 2 a 0, (dois gols de Milla) e Colômbia 2 a 1 (com mais dois gols de Milla, que ao marcar seu segundo gol, tirou a bola do goleiro René Higuita), mas perdeu por 3 a 2 da Inglaterra, em um jogo sensacional com viradas dos dois lados e dois pênaltis, ambos convertidos por Gary Lineker, artilheiro da Copa do México.

A Itália estreou com um gol salvador do reserva Salvatore Schillaci, contra a Áustria 1 a 0. Os italianos ainda venceram por 1 a 0 os EUA mas desperdiçaram um pênalti, defendido por Tony Meola, 2 a 0 frente à Tchecoslováquia, de Tomáš Skuhravý, com um golaço de Roberto Baggio, 2 a 0 o Uruguai (gols de Schillaci e Aldo Serena) e 1 a 0 a Irlanda chegando às semifinais.

Na Semifinal se defrontou com a Argentina que obteve uma campanha fraca, dependendo quase que unicamente de Diego Armando Maradona, com futebol apenas razoável, defensivo, que contou com muita sorte na vitória contra o Brasil (3 bolas contra sua trave) e com o milagreiro Sergio Goycochea no jogo contra a Iugoslávia, nos pênaltis.

A Alemanha Ocidental, treinada por Franz Beckenbauer, percorre seu caminho em direção ao título com a seguinte campanha: 4 a 1 na Iugoslávia, 5 a 0 nos Emirados Árabes, 1 a 1 com a Colômbia com dois gols nos minutos finais de jogo, (Pierre Littbarski aos 44 e Freddy Rincón aos 47) 2 a 1 na Holanda e 1 a 0 na Tchecolováquia até as semifinais.

Nas semifinais, ocorrem dois clássicos: Alemanha X Inglaterra e Argentina X Itália. No primeiro jogo, uma das maiores rivalidades da Europa, muito equilíbrio, e um empate em 1 a 1 com gols de Andreas Brehme para o time alemão e Lineker marcou para os ingleses.

A Inglaterra não chegava nas semifinais desde a Copa de 1966, quando foi campeã e, mesmo tendo um de seus melhores times em Copas com jogadores talentosos como Lineker, Paul Gascoigne, David Platt, Ian Wright, e o veterano goleiro Peter Shilton, não conseguiu furar o bloqueio alemão e a decisão foi para os pênaltis, onde pesou a tradição da Alemanha, que venceu por 4 a 3 e chegou à sua terceira final consecutiva, um recorde inédito até então.

"Desculpe Dieguito, nós te amamos, mas a Itália é a nossa pátria". Essas palavras expressavam o sentimento da torcida italiana no Estádio San Paolo, em Nápoles, onde Argentina e Itália se enfrentariam. Foi lá que Maradona viveu seus melhores dias na carreira. Começa o jogo, os italianos dominam e Schilacci faz 1 a 0.

A Argentina se recupera em campo, mostra um futebol e uma auto-confiança que não mostrara e Caniggia empata. O empate persiste na prorrogação e a decisão da vaga também vai para os temidos penais. A torcida napolitana torce para que, só desta vez, Maradona erre o pênalti, mas ele marca. Goycochea brilha, defende dois pênaltis e a Itália, anfitriã e talvez a maior favorita ao título no início da competição, dá adeus ao tetracampeonato.

No estádio San Nicola, em Bari, na decisão do terceiro lugar, Itália e Inglaterra fazem um jogo de anticlímax mas que acaba ganhando contornos mais emocionantes em seu desenvolvimento, se tornando um jogo bastante disputado. A Itália ganha o terceiro lugar por 2 a 1 com um gol de pênalti de Schillaci, que, desta forma, se torna o artilheiro da Copa. Apesar de não terem chegado às finais, tanto os jogadores italianos quanto os ingleses demonstraram estar orgulhosos pela campanha de suas seleções e a entrega das medalhas pelo 3º lugar se tornou um dos momentos mais marcantes da Copa de 90.

Chega o dia 8 de julho de 1990. No Estádio Olímpico de Roma, a Alemanha Ocidental de Lothar Matthäus e a Argentina de Maradona fariam a revanche da Copa de 1986. El Pibe de oro, que já era "odiado" pelos torcedores romanos por sua atuação em Nápoles, se vingou, chamando palavrões para a torcida, que vaiou o hino argentino. Ele se tornou um dos mais hostilizados pela torcida devido à eliminação italiana na semifinal.

Os argentinos buscavam o tricampeonato mundial mas, depois de dois vice-campeonatos consecutivos, a Alemanha não deixaria o título escapar e domina amplamente a partida. Maradona e Jorge Burruchaga, a dupla que desmantelara a zaga alemã no jogo final da Copa de 1986 com jogadas rápidas, desta vez havia sido bem neutralizada por uma forte marcação e a tática argentina de atuar nos contra-ataques não resulta em perigo.

Resta aos hermanos segurar o empate em busca de um lance isolado, como acontecera contra Brasil e Itália dias antes ou levar a decisão nos pênaltis, onde Goycochea sempre se destacou.

A Alemanha, de tanto pressionar, trata de ganhar uma vantagem psicológica, e ela acontece aos 74 minutos quando Pedro Monzón faz uma falta feia em Jürgen Klinsmann (que chegou a erguer suas pernas para o ar), o que faz com que o argentino seja expulso. Com a vantagem, a Alemanha chega finalmente ao gol do título. Aos 84 minutos, Klinsmann bate falta próximo da área e na seqüência da jogada, Roberto Sensini, que havia entrado no 2º tempo, comete pênalti duvidoso em Rudi Völler. Maradona reclama e recebe cartão amarelo.

Brehme bate rasteiro no canto e Goycochea, desta vez, não pega. Faltava muito pouco para o fim da partida e a Argentina não teria condições de reagir. A Alemanha conquistava o tricampeonato. Franz Beckenbauer se torna o primeiro europeu (e o segundo campeão de Copa do Mundo) a ser campeão do torneio como treinador e jogador. Apesar do gol do título ter vindo de um lance duvidoso, o título germânico foi incontestável.

A Alemanha Ocidental tinha a equipe mais sólida do futebol mundial, contando com jogadores como Klinsmann, Völler, Pierre Littbarski, Matthäus, Brehme, Jürgen Kohler, Bodo Illgner e Thomas Häßler vivendo o melhor momento das carreiras. Lothar Matthäus recebeu, ainda em 1990, a Bola de Ouro e o prêmio de Melhor Jogador do Mundo. A Copa de 1990 serviu também como uma homenagem simbólica a um país que seria reunificado poucos meses depois.

Seleção da Alemanha, campeã mundial de 1990.

Alemães comemoram a conquista de mais um Mundial.

Lance do jogo final entre Argentina e Alemanha.
Jogo final. Alemanha e Argentina perfiladas.

Argentina 1 X 0 Brasil, gol de Caniggia.

Brasil X Escócia. Branco e McKimmie.

Andrea Carnevale, da Itália e o defensor austriaco, Artner disputam a bola.

Argentina X Iugoslavia. Maradona.

Colômbia 2 X 1 Camarões. Higuita em destaque.

Giannini, da Itália vibra com um gol contra os EUA.

Inglaterra X Camarões. Lineker.

Alemanha X Tchecoslováquia. Matthaus.

Alemanha X Inghilterra. Matthaus e Waddle.

Itália X Argentina. Gol de Schillaci.

Itália X Argentina. Maradona e Bergomi.

Itália X Tchecoslováquia. Schillaci da Itália.

Schillaci, da Itália.

Jogo Alemanha 2 X 1 Holanda. Em destaque Klinsmann e Voeller.

Lance de Iogoslávia X Espanha.

Lance de Italia 2 X 0 Uruguay.

Lance de Romênia X URSS. Zavarov, Rednic e Popescu.

Oman-Biyik marca o gol que deu a vitória para Camarões frente a Argentina.

Valderrama e Hassler disputam a bola no jogo Alemanha x Colômbia.

Italia X Argentina. Gol de Caniggia.

Waddle da inglaterra e Gullit da holanda na disputa pela bola.

Flagrantes da cerimonia de abertura do Mundial 1990.

Um dos estádios da Copa.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A história das Copas do Mundo


MÉXICO 1986


Histórico

A Copa do Mundo FIFA de 1986 foi a 13ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 24 países divididos em seis grupos de quatro. 113 países participaram das eliminatórias.

A Copa de 1986 seria disputada na Colômbia. Porém, os graves problemas econômicos deste país impediram os colombianos de serem os anfitriões do torneio. A FIFA ofereceu a Copa para o Brasil, mas o Governo de José Sarney recusou. Então a Copa foi aceita pelo México, que foi escolhido para sediar o mundial mais uma vez. Nem mesmo os terremotos um ano antes do mundial colocaram em risco a realização da copa.

Foi uma Copa na qual o grande nome foi sem dúvida Diego Armando Maradona. Após o vexame de 1982, a Argentina vinha com um time renovado. Maradona, Jorge Valdano, Jorge Burruchaga e Nery Pumpido foram nomes de uma equipe que se deu ao luxo de abrir mão da titularidade de Daniel Passarella.

Já o Brasil, na primeira fase, ganhou da Espanha por 1 a 0, que deveria ter sido empate com um gol de Michel, que o juiz não viu (a bola bateu na trave e após a linha), 1 a 0 na Argélia, 3 a 0 na Irlanda do Norte (com um golaço de Josimar) e 4 a 0 na Polônia com outro lindo gol de Josimar.

O Brasil, com uma defesa mais consistente do que em 1982, só levou um gol, justo no fatídico empate com a França pelas Quartas de Final, onde Zico, aos 30 do segundo tempo viu Joël Bats defender o penal que daria a classificação à seleção canarinho.

A Copa de 1986 também marcou a despedida da "geração Platini", e a França ficou com o 3º lugar, eliminada pela segunda vez consecutiva pela Alemanha e os principais jogadores de tão frustrados abriram mão de jogar pelo 3º posto contra a Bélgica. Mesmo assim, a França ganhou por 4 a 2.

Os "Diabos Vermelhos" (a seleção belga) foram a grande surpresa da copa, pois eliminaram seleções favoritas como a URSS, nas oitavas por 4 a 3 num jogo sensacional, e a Espanha, que um jogo antes goleou a Dinamarca por inacreditáveis 5 a 1 com uma atuação espetacular de Emilio Butragueño, que fez quatro gols naquele jogo. A sensação da primeira fase foi a "Dinamáquina", que aplicou uma sonora goleada no Uruguai por 6 a 1, e venceu ainda a Alemanha, grande favorita, por 2 a 0 e caiu contra a Espanha nas Oitavas.

O Marrocos se classificou em um grupo que tinha Inglaterra, Polônia e Portugal e só foi eliminado nas Oitavas, contra a Alemanha, com um gol de falta de Lothar Matthäus no fim do jogo. A boa campanha marroquina confirmava o início de uma fase constante de boas participações de equipes africanas em Copas.

A Argentina, com o gênio Maradona, ganhou da Coréia do Sul na estréia por 3 a 1, empatou em seguida com a Itália, campeã mundial e grande decepção da copa, por 1 a 1, e consolidou o primeiro lugar com 2 a 0 na Bulgária. Nas oitavas ganhou por 1 a 0 do Uruguai, nas Quartas, 2 a 1 na Inglaterra, num dos jogos mais antológicos da história do futebol mundial. Maradona, literalmente, acabou com o jogo.

Fez um gol de mão, e depois um dos mais belos gols de todos os tempos, onde passou por seis ingleses, incluindo o goleiro. Na semifinal, espantou a zebra belga por 2 a 0 com outro golaço do pibe de oro. Na final, Argentina e Alemanha Ocidental. A Argentina abre 2 a 0 com gols de José Luis Brown e Valdano, a Alemanha busca o resultado e empata com gols de Karl-Heinz Rummenigge e Rudi Völler, mas, no final, num descuido de Matthäus, implacável marcador, Maradona acha Burruchaga e o lança na cara do gol: 3 a 2 para a Argentina. Desta vez, ao contrário de 1978, sem contestações.


Sequência de fotos de Maradona, o grande herói da conquista argentina.
Sob forte marcação, capitão alemão Rummenigge mata a bola, na final contra a Argentina.
Goleiro alemão Shumacher soca a bola diante de seus zagueiros e de Francescoli, atacante uruguaio.
Josimar marcou um dos gols mais bonitos da história das Copas.
Goleiro brasileiro Carlos, evitando um gol francês em partida válida pelas quartas de final.
Careca era uma das esperanças brasileiras.
A dupla Zico e Socrates, mais uma vez ficou no quase.
Outra foto de Lineker.
Lineker, craque inglês.
Platini, craque francês.
Maradona, "la mano de Dios".
Lance do jogo Argentina 2 X 1 Inglaterra.
Maradona tenta passar pelos zagueiros sul-coreanos em partida válida pela primeira fase.
Rummenigge, da Alemanha tenta uma bicicleta durante a vitória de 1 x 0 sobre o Marrocos nas oitavas-de-final.
Lance do jogo Alemanha X França.
Lance de Alemanha 1 X 0 México.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A história das Copas do Mundo


ESPANHA - 1982



Histórico

A Copa do Mundo de 1982, ocorrida na Espanha entre os dias 14 de junho e 11 de julho, recebeu 24 países. O aumento foi promovido pelo brasileiro João Havelange, que assumiu o comando da Fifa oito anos antes.

Os maiores beneficiários desse incremento de vagas foram a África e a Oceania. Cada um desses continentes levou dois participantes. A maior surpresa na América do Sul foi o Uruguai. A Celeste perdeu a vaga na competição após ser derrotada pelo Peru nas eliminatórias. Já na Europa, Holanda e Suécia também ficaram de fora.

O Brasil chegou ao torneio como grande favorito após a excursão pela Europa em 1981, quando derrotou pela primeira vez a Inglaterra em Wembley. O jogo foi 1 a 0 com gol de Zico, uma das estrelas do time.

A novidade da Copa de 1982 foi a seleção de Camarões. Os africanos encerraram sua participação de forma invicta, conseguindo três empates e surpreendendo o mundo. Os resultado, no entanto, foram insuficientes para classificar a equipe para a fase seguinte. No grupo C aconteceu a maior goleada da história dos mundiais: a Hungria bateu El Salvador com um incrível placar de 10 a 1.

Seleção da Itália, campeã mundial de 1982. (Fonte: site Storie di Calcio)
Paolo Rossi, o grande nome da Copa. (Fonte: site Storie di Calcio)
Italianos comemoram o título. (Fonte: site Storie di Calcio)
Jogo final entre Itália X Alemanha. Sequência de lances do gol de Paolo Rossi. (Fonte: site Storie di Calcio)
Seleção Brasileira na Copa de 1982. (Fonte: mochileiro.tur.br)
Outro lance de Itália X Brasil. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Brasil. (Fonte: site Storie di Calcio)
Paolo Rosssi, Itália 2 X 0 Polônia. (Fonte: site Storie di Calcio)
Outro lance de Inglaterra X Alemanha. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemanha X Inglaterra. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Camarões. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Itália X Peru. (Fonte: site Storie di Calcio)
Lance do jogo Alemnha X França. (Fonte: site Storie di Calcio)