sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Times do Brasil (1)

Santa Catarina conquista o Brasil com o Criciúma.
Seleção Pernambucana de 1946.
Seleto, de Paranaguá (PR).
Lance de um jogo entre Internacional X São Paulo, de Rio Grande, pelo Gauchão (Foto: Zero Hora)
Uma das formações do Caicó, do Rio Grande do Norte.
Colo-Colo, da Bahia, em 1956.
Internacional, de Lajes (SC), em 1986 (Foto: Arquivo do jornal "Correio Lageano")

Novorizontino (SP), foto de 1973, época em que o time ainda se chamava Pima.
S.C. São Paulo, de Rio Grande (RS). Foto sem identificação.
Londrina (PR), em 1968. Em pé: Lidu - Pinduca - Tomás - Ado - Dobreu e Zequinha. Agachados: Varlei - Almeida - Gauchinho - Capitão e Dirceu.
Time do Cotinguiba (SE), em 1942.
1º quadro da Sociedade Recreativa Arealense, campeão do bairro Areal, em Pelotas, no ano de 1962.
Ferroviário, do Ceará em 1994. Em pé: Naza - Batista - Lima - Roberval - Santos e Branco. Agachados: Ricardo - Lima - Cicero - Ramalho - Basilio - Batistinha e Reginaldo.
Time do Ferroviário, do Ceará que disputou seu primeiro Campeonato Cearense em 1938. Em pé: José Severiano Almeida (diretor) - Oscar Carioca – Procópio – Adelzirio – Dudu – Bitonho - Zeca Pinto (atacantes) - Valdemar Caracas (treinador) e Alberto Gaspar de Oliveira (diretor). Agachados: Baiano – Zimba - Boinha (médios) - Zé Felix e Popó (zagueiros). Sentados: Gumercindo e Puxa-Faca (goleiros).
Este time do Caxias, conquistou o Gauchão 2000.
XV de Novembro, de Campo Bom (RS), em 1911.
Este time do Juventude, de Caxias do Sul ganhou o Gauchão de 1998.
Seleção cearense de 1954. Em pé: Manuelzinho - Nozinho - Ivan Merci - Damasceno e Filgueiras. Agachados: Moésio - Pacoti - Zé de Melo - Aldo e Guilherme.
Guarani, de Campinas, em 1955.
Time do Íris, de Pernambuco, em 1934.O Íris foi fundado no dia 23 de fevereiro de 1920, por funcionários da fábrica de tijolos do bairro da Torre, em Recife. Inicialmente, o clube iria se chamar Olaria Sport Club por causa da olaria (torre que são feitos os tijolos) que se encontra no centro do bairro e deu o nome ao lugar. Porém, em uma reunião entre funcionários, decidiram mudar o nome para Íris em relação da cor do time o azul e branco.
O mascote era o “Periquito Azul”. Foi vice-campeão pernambucano (1932); campeão da Liga Suburbana (1928) e da Copa Torre (1925, 1931 e 1933).
Sul América, do Amazonas, em 1970.
Vila Nova, de Nova Lima (MG) em 1971. Em pé: Arésio - Zé Borges - Bráulio - Daniel - Cassetete e Mário Lourenço. Agachados: Jésum - Paulinho - Cai Cai - Eduardo - Perrela - Piorra e Dias.
XV de Piracicaba no Paulistão de 1965 Em pé: Melo Aires (médico) - Muca - Pescuma - Proti - Virgílio - Neves e Dorival. Agachados: Nondas - Varlei de Carvalho - Picolé - Benê e Sabino.
Uma das formações do Metropol, de Criciúma (SC).

terça-feira, 27 de outubro de 2009

C.A. Paulistano: Os reis do futebol


Fotos: Acervo do C.A. Paulistano

Histórico

O Club Athlético Paulistano é um clube poliesportivo brasileiro sediado em São Paulo, fundado em 29 de dezembro de 1900. Sua sede encontra-se no Jardim América, próximo ao centro da cidade. Formou um importante clube de futebol no início do século XX, tendo vencido o Campeonato Paulista onze vezes (1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929).

Até hoje, o Paulistano, que fechou seu departamento de futebol em 1929, é o único clube a ter sido tetracampeão paulista consecutivamente, em 1916, 1917, 1918 e 1919. Nenhum clube paulista conseguiu igualar tal marca.

Seu uniforme titular era formado por uma camisa e calção brancos com detalhes em vermelho, e meias pretas . O segundo uniforme tinha camisa vermelha, calção branco e meias pretas.

História

Renato Miranda, Olavo de Barros e Sílvio Penteado assistiram, no Colégio Mackenzie, uma partida de futebol deste contra o Internacional, e ficaram estusiasmados. Assim, começou a nascer a idéia de se criar uma nova equipe de futebol que fosse para brasileiros e que representasse a cidade.

No fim de dezembro de 1900, na rua São Bento, nº5, houve a reunião que selou definitivamente a fundação daquele que seria o maior time do país no seu tempo. Como um dos fundadores da Liga Paulista, o Paulistano disputou todos os campeonatos por ela promovidos até 1912.

Em 1913 ocorre a primeira cisão das ligas, e o Paulistano liderava a criação da APEA. Na verdade, a equipe discordava da popularização que o esporte estava sofrendo com o surgimento de clubes como Corinthians e Ypiranga. Em 1915, houve a desapropriação do terreno do Velódromo, o Club Athletico Paulistano ficou sem sua sede esportiva.

Foi então decisiva a ação de um dos sócios fundadores, Manuel Carlos Aranha, neto, o Carlito Aranha que, juntamente com um grupo de rapazes, conseguiu que o time do Paulistano não acabasse. Um novo terreno foi adquirido no Jardim América, entretanto o Paulistano não possuía, de imediato, local para seus treinos.

Carlito Aranha pediu emprestado os campos do Palestra Itália e do São Bento e, graças à sua iniciativa, a equipe de futebol do Paulistano pôde participar dos campeonatos. Por fim, em 1917, foi inaugurado o novo campo do Paulistano, o Estádio Jardim América. Em 1916, a LPF é extinta e a liga criada pelo Paulistano continuou forte de prestigiada. O Paulistano sagrou-se tetracampeão, em 1919, apesar de toda crise pela qual passava.

Em 1926 o futebol começava a partir para o profissionalismo e o Paulistano, fiel às raízes amadoras do esporte, foi contrário e fundou uma nova liga, a Liga dos Amadores de Futebol (LAF). A liga durou até 1929, quando o time resolveu fechar seu departamento de futebol.

Após ser campeão do último campeonato que disputou, o Paulistão de 1929, O time do Paulistano fez sua derradeira apresentação em 15 de dezembro de 1929. Em seu pequeno campo, o Estádio Jardim América, com bom público no dia, o Alvirubro jogou grande partida, impondo um 6x1 sobre o Antarctica Futebol Clube (que mais tarde teria grande importância para o legado futebolístico do Paulistano), com gols de Mílton (4), Friedenreich e Luizinho para o mandante, e Spitaletti para o time da Moóca. Sua última formação fora Nestor; Clodô; e Bartô; Romeu, Rueda e Abate; Luizinho, Joãozinho, Friedenreich, Milton e Zuanella. Fora o canto do cisne e uma digna e grandiosa despedida para o Gigante no esporte bretão, que legaria com herança ao mundo, em seu lugar, outro grande time.

Quando saiu dos campos, o Paulistano era disparado o melhor time do estado. Tinha onze títulos contra sete do Corinthians e três do Palestra, além de ter contado com Arthur Friedenreich que foi seu artilheiro por seis vezes. É até hoje, 2009, o único tetracampeão consecutivo do Campeonato Paulista (1916 a 1919, sendo que mantém em sua sala de troféus as duas taças oferecidas pela APEA).

Fato memorável do clube foi a excursão da equipe de futebol à Europa em 1925, graças à iniciativa do presidente do clube, Antônio Prado Júnior. A equipe disputou dez partidas na França, Suíça e Portugal, perdeu apenas uma das partidas e logo após o término da primeira, vencida com o placar de 7 X 2 sobre o selecionado francês, os brasileiros foram denominados pela imprensa francesa por "Les Rois du football". Algumas das bolas utilizadas na Europa estão na sala de troféus do clube, além de muitos documentos textuais e iconográficos que permitem conhecer com mais profundidade a riqueza de tal feito futebolístico.

Pode-se considerar que o Paulistano abriu as portas do continente europeu para o futebol brasileiro. Tanto que nos anos trinta alguns brasileiros foram representar o futebol europeu, principalmente na Itália. Houve o famoso Anfilogino Guarisi, Filó, que não só jogou em time italiano, como representou a Itália na Copa de 1934, sagrando-se campeão mundial.

EXCURSÃO DO PAULISTANO À EUROPA EM 1925

15/03/1925 Paris Paulistano 7 X 1 Seleção da França
22/03/1925 Paris Paulistano 3 X 1 Stade Français
28/03/1925 Cette Paulsitano 0 X 1 Cette
02/04/1925 Bordeaux Paulistano 4 X 0 Bastidienne
04/04/1925 Havre Paulistano 2 X 1 Havre/Normandie XI
10/04/1925 Strasbourg Paulistano 2 x 1 Strasbourg
11/04/1925 Berna Paulistano 2 X 0 Auto Tour
13/04/1925 Zurich Paulistano 1 X 0 Seleção da Suiça
19/04/1925 Rouen Paulistano 3 X 2 Rouen
28/04/1925 Lisboa Paulistano 6 X 0 Seleção de Portugal
JOGOS 10
VITÓRIAS: 9
EMPATES: 0
DERROTAS : 1
GOLS PRÓ: 30
GOLS CONTRA : 7

Após o fechamento do departamento de futebol, uma grande parte de seus jogadores e alguns membros da diretoria fundaram o que é hoje o São Paulo Futebol Clube.
O Club Athletico Paulistano conta com times de diversas modalidades esportivas amadoras, possuindo a única quadra no Brasil de pelota basca e gerou a Sociedade Harmonia de Tênis. É até hoje um dos clubes mais caros e exclusivos do Brasil. (Fonte: Wikipedia e outros)

C.A. Paulistano em 1928. (Foto: Almanach Esportivo de Thomaz Mazzoni)

Lances de um jogo entre Palestra X Paulistano, em 1928.(Foto: Almanach Esportivo de Thomaz Mazzoni)

Jogadores do Paulistano homenageados no retorno da excursão à Europa. (Foto Revista a A Cigarra. Reprodução Folha Imagem)

Recepção aos vitoriosos jogadores no porto do Rio de Janeiro. Foi formado um cortejo que acompanhou os jogadores até a sede do Fluminense.

A multidão aguarda ansiosa a atração do Flandria navio que trazia de volta para casa os Reis do Futebol, em 12 de maio de 1925.

Foto da equipe completa na frente do gol. Em pé: Orlando Pereira - Miguel Leite - Amphilóquio Guarisi Marques (Filó) - Sérgio Pereira - Antonio Carlos Seixas - Arthur Friedenreich (El Tigre) - Araken Patusca - Mário de Andrada e Silva - Ernesto Pujol Filho (Netinho) - Mário Cardim e Fernão de Moraes Salles. Agachados: Juan Mestres Alijostes - Caetano Caldeira - Luís Lopes de Andrade (Guarany) - Clodoaldo Caldeira - Francisco Abate - Epaminonas Motta - Maurício Villela - Bartholomeu Vicente Gugani (Barthô). À frente: Júlio Kuntz Filho e Nestor de Almeida. Estão ausentes os jogadores Durval Junqueira Machado e José Joaquim Seabra Neto, ambos do Rio de Janeiro.

Antonio Carlos Seixas lança para Friedenreich, no jogo em Strasbourg com o Selecionado Alsaciano.

Lance do jogo Paulistano x Strasbourg.

Friedenreich assiste à defesa do goleiro do C.A. Bastidienne.

Disputa de gol entre Barthô e jogador do C.A. Bastidienne na partida disputada em Bordeaux no dia 2 de abril. O Paulistano venceu por 4 X 0.

Os franceses observam a elegância dos jogadores brasileiros.

Junqueira e Friedenreich avançam para o ataque no jogo contra o Stade Français.

Equipe que venceu o Stade Français por 3 a 1. Em pé: Antonio Prado Junior - Orlando Pereira - Amphilóquio Guarisi Marques (Filó) - Mário Andrada e Silva - Arthur Friedenreich - Durval Junqueira Machado - Ernesto Pujol Filho (Netinho) - Mariano Procópio e Juan Mestre Alijostes. Agachados: Bartholomeu Vicente Gugani - Sérgio - Nondas - Júlio Kuntz Filho - Francisco Abate e Clodoaldo Caldeira.

O Fabuloso salto de Nestor para defender um dos muitos ataques do selecionado francês no primeiro jogo dos brasileiros em campos europeus.

Equipe do C.A. Paulistano no primeiro jogo na França.

Equipes do CAP e do Internacional após o último treino no Brasil, em 8 de fevereiro de 1925, antes da excursão a Europa.

Friedenreich, artilheiro do campeonato paulista de 1921. (Foto Museu do C.A. Paulistano. Reprodução Norma Albano - Folha Imagem)


Friedenreich.

C.A. Paulistano em 1921 (Foto: Revista "Sports")

C.A. Paulistano em 1921. (Foto: Revista "Sports")

1919. Da esquerda para a direita Sérgio, Orlando, Rubens Sales, Mário Bueno, Carlito e Benedito. (Foto Museu do C.A. Paulistano. Reprodução Norma Albano - Folha Imagem)

C.A. Paulistano em 1919. (Foto: Revista "Sports")

Paulistano, campeão paulista de 1918. Ao centro Rubens Sales, abaixo dele, Friedenreich. (Foto Museu do C.A. Paulistano. Reprodução Norma Albano - Folha Imagem)

1918. Lance do jogo decisivo entre Paulistano X A.A. das Palmeiras. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

Equipe do C.A. Paulistano em 1918.

Paulistano em 1917. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

Paulistano em 1916. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

Rubens Salles, craque do Paulistano nos tempos do Velódromo. (Foto: Alamanach Esportivo de Thomaz Mazzoni)

1907. O Velódromo antes de uma partida. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

1906. A torcida no Velódromo, sede dos jogos do Campeonato Paulista. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

Paulistano, campeão de 1905. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

Velódomo, 1905. Gol do Paulistano contra o São Paulo Athletic. Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

Mackenzie, Internacional, Paulistano, A.A. das Palmeiras e São Paulo Athletic, reunidos no Velódromo em 1905. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

São Paulo Athletic X Paulistano em 1904. Pênalti para o Paulistano. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

Paulistano e São Paulo Athletic em 1903. (Foto: Museu do C.A. Paulistano. Reprodução: Norma Albano, Folha de São Paulo)

Equipe do C.A. Paulistano em 1901.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

“Coxa” centenário (Final)

Inquilino do Jockey Club nos primeiros anos de existência, o Coritiba passou pelo Parque Graciosa Atlântica, no “Juvevê”, que era propriedade do associado Arthur Iwersen, antes de estabelecer-se no “Alto da Glória”, seu endereço há quase 80 anos. Em 1928, o clube fez um empréstimo na Caixa, a juros de 12% ao ano, e adquiriu por 120 contos de réis a área de 36.300 m², onde depois construiria o estádio.

Quatro anos depois estava de pé o Estádio Belfort Duarte – homenagem ao ex-jogador e dirigente do América carioca, famoso pelo jogo limpo. A obra contava com arquibancadas de madeira, e 36 refletores para iluminação. Durante 25 anos foram essas as acomodações. A inauguração oficial aconteceu no dia 20 de novembro de 1932, com a vitória do campeão paranaense sobre o América, campeão carioca, por 4 X 2.

Entre os anos de 1956 e 1963 o clube foi presidido pelo seu ex-atleta Aryon Cornelsen, que resolveu botar abaixo bóia parte do velho “Belfort Duarte”, para ampliar e modernizar o estádio. O dinheiro foi conseguido junto ao “Bolo Esportivo”, uma espécie de precursor da Loteca. As obras começaram no segundo ano do mandato. Lolô, irmão de Aryon, fez o projeto de graça e seu pai, Emílio, fiscalizou as obras. Fechado desde o início de 1958, o estádio foi reaberto no 49.º aniversário do clube.

Apenas a derrota por 3 X 1 no Atle-Tiba não estava nos planos. A ampliação terminou em 1979. O Estádio não se chamava mais “Belfort Duarte”, e sim “Couto Pereira”, em homenagem ao ex-dirigente falecido em 1976.

Em função da sua origem germânica, os times do Coritiba no início de sua história eram formados basicamente por descendentes de alemães, que com suas peculiares aparências, altos, fortes e claros, eram alvos fáceis para as provocações vindas das torcidas adversárias.

Em um clássico Atle-Tiba (Atlético X Coritiba), no ano de 1941, o ainda torcedor Jofre Cabral e Silva - que depois se tornaria presidente do time da Baixada -, exaltado ao extremo pelo fato do seu time estar perdendo, começou a gritar com o zagueiro Hans Breyer, chamando-o de “quinta-coluna”. Ao perceber que Breyer não lhe dava ouvidos, Jofre Cabral mudou o tom e passou a chamá-lo, incessantemente de “Coxa-Branca! Coxa-Branca!”.

Hans Egon Breyener era um alemão de Düsseldorf, que chegou aos seis anos de idade ao Paraná, fugindo da primeira grande guerra mundial e se tornou zagueiro do Coritiba no início dos anos 40.

Naqueles tempos de guerra, ser alemão, italiano e japonês era sinônimo de traidor. O apelido pegou. Mas o Coritiba venceu o Atlético nas finais do estadual e foi campeão. Breyner, profundamente entristecido com o episódio, retirou-se dos gramados. E a expressão “Coxa Branca” só foi reabilitada em 1969. Gritada nas arquibancadas do então Estádio Belfort Duarte.

O apelido acabou pegando e o que era para se transformar numa afronta, virou motivo de orgulho para a fiel torcida “Coxa”. Com o passar do tempo, o termo foi assimilado pela torcida coritibana e a expressão “Coxa” virou sinônimo do amor da galera. Tanto que se tornou hino: aos gritos de “Coxa eu te amo!”, a torcida saúda seu time nos momentos difíceis, algo que já se transformou em cultura dos torcedores alviverdes.

Em 1969 o Coritiba realizou a primeira excursão de um clube paranaense à Europa, se apresentando em gramados da Alemanha, Áustria, França, Bulgária, Holanda, Bélgica e Espanha. Os resultados dos jogos foram estes: Coritiba 1 X 1 Hamburgo (Alemanha); Coritiba 2 X 1 Colônia (Alemanha); Coritiba 0 X 0 Borússia Dortmund (Alemanha); Coritiba 1 X 5 Áustria Viena (Àustria); Coritiba 1 X 0 Saint Etienne (França); Coritiba 2 X 2 Red Star (França); Coritiba 2 X 5 Levski (Bulgária); Coritiba 0 X 0 Bordeaux (França); Coritiba 1 X 1 Feyenoord (Holanda); Coritiba 2 X 5 Anderletch (Bélgica); Coritiba 1 X 2 (Espanha) e Coritiba 5 X 2 Valência (Espanha). Foram disputadas 12 partidas, com um saldo de cinco empates, três vitórias e quatro derrotas, 18 gols pró e 25 contra.

• A rádio clube (PRB-2) acompanhou o clube, efetuando as transmissões com a narração de Ney Costa e comentários de Vinícius Coelho. O time-base do Coritiba na excursão foi Joel Mendes – Modesto – Roderley - Nico e Nilo - Paulo Vecchio e Rinaldo (Lucas) – Passarinho – Krüger - Kosileck e Edson. Além destes, também participaram Célio, Marinho, Rossi, Oldack, Oromar e Antoninho.O jogador Passarinho anotou o primeiro gol do Coritiba na excursão. O artilheiro foi Kosileck, com oito gols

Ao início de 1971 a Seleção Francesa realizou uma excursão pela América do Sul, quando enfrentou o Coritiba em histórico jogo, disputado no dia 18 de janeiro, no Estádio Couto Pereira. O time brasileiro venceu por 2 X 1, gols de Lech (França)aos 42 minutos, Peixinho aos 44 e Hermes aos 74 para o Coritiba. A renda somou Cr$ 113.932,00. O árbitro foi Armando Marques. Na preliminar Atlético Paranaense e Ferroviário, empataram em 1 X 1.

O Coritiba jogou com Célio – Hermes – Nico - Terto (Cláudio) e Nilo - Hidalgo (Bidon) e Lucas - Peixinho (Marcos) – Leocádio - Kruger (Hélio Pires) e Rinaldo. A Seleção da França com Marcel – Lemére – Bosquier - Djorkaeff e Rostagni - Mezi e Michel – Lech - Revelli (Molitor) - Loubet (Floch) (Herbé) e Beretta.

O maior título da história do Coritiba foi o de campeão brasileiro em 1985, sob o comando de Ênio Andrade. No Coritiba, armou uma equipe muito forte na marcação, com um futebol de resultados, classificando-se em primeiro lugar num grupo que tinha Corinthians, Joinville e Sport. Nas semifinais, o Coritiba eliminou o Atlético Mineiro em pleno Mineirão lotado. Depois de haver vencido por 1 X 0 no Couto Pereira, garantiu a vaga empatando em 0 X 0, em Belo Horizonte.

A decisão do título se deu em partida única no Maracanã. O Coritiba marcou primeiro com Índio cobrando falta. O Bangu, empatou aos 35 minutos com um gol do meia Lulinha. O jogo terminou em 1 X 1 e foi preciso uma prorrogação, que terminou sem gols. A decisão foi para as penalidades. Já era madrugada de primeiro de agosto. O Coritiba fazia um gol e o Bangu empatava até terminar a série em 5 X 5. Foi quando o ponta-esquerda banguense Ado chutou para fora. Gomes, cobrou bem e deu o título inédito ao Coritiba. O Maracanã aplaudiu de pé o primeiro Campeão Brasileiro da Nova República.

Outros títulos. Campeonatos estaduais: (1916, 1927, 1931, 1933, 1935, 1939, 1941, 1942, 1946, 1947, 1951, 1952, 1954, 1956, 1957, 1959, 1960, 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 1979, 1986, 1989, 1999, 2003 e 2004). Torneio do Povo, que foi disputado contra Flamengo, Internacional, Corinthians, Atlético Mineiro e Bahia (1973).

Após três anos na segunda divisão, o Coritiba retornou à elite do futebol brasileiro, em 1984, sendo eliminado nas quartas-de-finais, pelo então campeão Fluminense. Era apenas um aperitivo do que aconteceria no ano seguinte. No dia 31 de julho de 1985, após um empate em 1 a 1 com o Bangu, em pleno Maracanã, o Coritiba se sagrou campeão brasileiro, na disputa por pênaltis.

Em 1986, o Coritiba disputou a Copa Libertadores, mas o time foi eliminado ainda na primeira fase. No final da década de 80, mais precisamente em 1989, o hino popular, conhecido como "Coritiba Eterno Campeão", foi adotado pela torcida e cantado até hoje. Porém, neste mesmo ano a equipe se recusou a enfrentar o Santos e foi rebaixado no Campeonato Brasileiro, chegando à terceira divisão e retornando em 1993, mas caindo na mesma temporada e só voltando à elite em 1996.

A década de 90 foi ruim para o “Coxa”. Os títulos só retornaram em 1997, no Festival do Futebol Brasileiro, com uma vitória nos pênaltis, no Couto Pereira, sobre o Botafogo e o Paranaense de 1999, em cima do Paraná, após dez anos.

Os anos 2000 tiveram seus altos e baixos. Veio a conquista do bi-campeonato estadual, em 2003 e 2004, a volta à Libertadores, também em 2004, onde mais uma vez foi eliminado na primeira fase. Mas também ocorreu mais um rebaixamento no Brasileirão, em 2005. O acesso veio em 2007, com o título obtido no último minuto, e o 33º estadual em 2008, em cima do rival Atlético Paranaense.

Regino Réboli, 93 anos, é o mais antigo jogador vivo na história do clube. Ele jogou na década de 30 e era conhecido por “Hygino”. Foi campeão do Torneio Inicio em 1930 e 1932 e do Campeonato . Hygino participou do Coritiba quando foi campeão do Torneio Início em 1930 e 1932, dos campeonatos da cidade e do Estado em 1931 e do Torneio dos Cronistas Esportivos em 1932.

No mesmo ano foi inaugurado em 19 de novembro o estádio Belfort Duarte e lá estava Regino Réboli, pai de Homero Luiz Réboli, arquiteto e compositor, co-autor do Hino Oficial do Coritiba F. C. Paranaense. Réboli foi homenageado pela diretoria do “Coxa” neste ano de 2009. (Pesquisa: Nilo Dias)

(Foto: Acervo do Coritiba F.C.)