quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Minha memória

Algumas fotos de momentos que foram marcantes em minha vida (Nilo Dias, operador do blog), e de amigos e colegas de trabalho que me acompanharam nesta longa jornada nas quadras, gramados, redações de jornais e microfones.

Esta foto é da década de 1950, quando eu era aluno interno do Colégio Santa Maria, em Santa Maria (RS). Eu sou o sétimo jogador do time que está agachado, contando da esquerda para a direita.
Esse era um dos times da Divisão Sub-Médios do Colégio Santa Maria, em Santa Maria (RS), nos meus tempos de internato, na década de 1950. Eu sou o último agachado, a contar da esquerda para a direita.
Esta foto tem mais de 40 anos e foi publicada no jornal "Diário Popular", de Pelotas (RS). É o time de futebol de salão da Rádio Pelotense. Em pé: Deogar Soares (falecido) - Wolney Castro - Eu, Nilo Dias e ??? - Agachados: Benito Amato - José Carlos Sica - Amir Curi e o saudoso grande técnico de futebol, Paulo de Sousa Lobo, o "Galego". É foto histórica, para guardar com carinho.
Esta foto é de 9 de dezembro de 1979. É a equipe de futsal da TV Rio Grande, campeã do "Torneio Luiz Perrone Pereira". De pé: Perrone - Ronaldo (ex-goleiro do Caxias) - Cupim - Soares - Gustavo - Valdir e Guilherme. Agachados: Nilo Dias - Neide - Valdir - Ricardo e Jesus.
Time de futsal do Rio-Grandense, de Rio Grande (RS), ao início da década de 1980. Eu sou o quinto, de pé, a contar da esquerda.
Esta foto é da década de 1980. Foi durante o Campeonato Estadual de Futebol de Salão, disputado na cidade de Santa Rosa (RS). Lembro que o campeão foi o La Salle, de Canoas. Membros da imprensa de Santa Rosa enfrentaram uma equipe da imprensa de outras cidades. De pé: o sexto da esquerda para a direita é o narrador de futebol Gley Santana, na época da Rádio Cultura Riograndina e o sétimo é o saudoso José Adão, o querido Lápis, que era repórter da Rádio Minuano, também de Rio Grande. O último é Ney Amado Costa, que além de comentarista da Rádio Cultura Riograndina treinava o Ipiranga, representante de Rio Grande na competição. Eu sou o sexto agachado, a contar da esquerda para a direita. Era comentarista e narrador da Rádio Cultura Riograndina.
Equipe de futebol de salão da Rádio Batovi, de São Gabriel (RS). Eu sou o segundo agachado, a contar da esquerda para a direita. A foto é da década de 1990.
Time da S.E.R. São Gabriel, de São Gabriel (RS), num jogo contra o Juventude, de Caxias do Sul, em 1998. Eu era o presidente do clube e estou com as mãos no bolso. Ao meu lado, o diretor de futebol de então, amigo José Lucca.
Esta foto é da década de 1960 e foi tirada no ginásio do E.C. Cruzeiro, em Pelotas (RS). Eu (de casaco preto)era diretor de futebol de salão do G.A. Farroupilha. Ao centro o saudoso Antônio Freitas, o popular "Fervido", recebendo o troféu pela conquista de um torneio contra o Paulista F.C.
Eu e o ex-jogador salonista Douglas, campeão mundial pelo Brasil.
Em julho de 2008 o zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, Lúcio, esteve em Sobradinho (DF), onde eu moro e também sua mãe, dona Maria. Aproveitei a visita para tirar mais uma foto ao seu lado.
Esta foto em que estou ao lado do zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, Lúcio, é de 2002, logo após a conquista do penta campeonato mundial. A foto foi tirada no estádio Augustinho Lima, em Sobradinho (DF), onde moram os familiares do jogador.
Eu e Ortiz, grande craque do salonismo brasileiro.
Eu e Zanetti, ex-técnico da Seleção Brasileira de Futsal.
Esta foto eu tirei em 2007, quando estive em São Gabriel (RS) e visitei o amigo João Nunes,o popular "Muquica", grande craque do passado, vestindo a camisa do G.E. Gabrielense, por quem foi campeão da Região Centro do Rio Grande do Sul, em 1954.
Eu e Emidio Perondi, ex-presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), em 1999.
Eu, o plantão de esportes Dênis Olinto e o árbitro Carlos Eugênio Simon. Foto de 1999.
Reunião em Bagé na década de 1990, para definir fórmula para o campeonato gaúcho da segunda divisão. Eu era presidente da S.E.R. São Gabriel e vestia camisa roxa na ocasião.
Esta foto é de 1997, quando eu presidia a S.E.R. São Gabriel. Junto ao prefeito da cidade, Rossano Gonçalves, do presidente do Conselho Deliberativo, Zamir Coirolo e do técnico Euclides Ruaro assinamos convênio de ajuda ao clube.
Eu, Nilo Dias sendo entrevistado por J. Bina, locutor esportivo da Rádio São Gabriel, de São Gabriel (RS).
Célio Soares, grande amigo e um dos símbolos do rádio da cidade de Rio Grande.
Meu saudoso irmão Izabelino Tavares. Juntos, apresentamos na década de 1960 na Rádio Tupancy, de Pelotas o programa "Vanguarda Esportiva". Ele também era o plantão nas transmissões de futebol.
Antônio Carlos Alves, foi meu grande parceiro em memoráveis transmissões esportivas pela Rádio Tupancy, de Pelotas.
Os amigos Jonas Cardoso, Edson Figueiredo e Carlos Péres, durante transmissão de jogo em Montevidéu.

Manifestações de amigos

Amigo Nilo,
parabéns pelo Museu do futebol. A foto datada de 1934, o Náutico poderia procurar novos Cavalheiras que seriamos campeão do brasileiro 2009

Um grande abraço do amigo Valdir.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Apostas no clássico Gre-Nal

No Rio Grande do Sul é assim: quando tem Gre-Nal, muitas apostas são feitas pelo interior do Estado, e quem perde é obrigado a passar por situações de vexame, como bem ilustram as fotos abaixo. Como ultimamente só tem dado Inter, os gremistas estão servindo de "burros" puxadores de carroças. A brincadeira mais popular acontece na cidade de Taquari, sempre com saída da Praça da Matriz. A "Puxada da carroça" consiste em puxar os adversários dentro de uma carroça pela Rua Sete de Setembro, no centro da cidade. Ambos os times são representados por 16 torcedores, que fazem o percurso com muito chope e cerveja. A presença de um caixão onde um boneco simbolizando o Grêmio era velado foi outra ironia muito bem aceita entre os foliões, que deram uma verdadeira aula de espírito esportivo. (Fotos: Cooperativa Permissionária de Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica-CERTAJA Energia)








quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Arquivo de fotos

Equipe do São Paulo Athletic, com Charles Miller, ao centro (Foto: Centro Britanico Brasileiro)

Delegação do Club Athletic Paulistano, durante excursão a Europa, em 1913. (Acervo : Club Athletic Paulistano)

Friedenreich, de cabelo alisado (Foto: Jornal do Commercio-RJ)

O goleiro uruguaio Máspoli consola o capitão brasileiro Augusto, na final da Copa de 1950. (Acervo Carlos Moskowski)

Pelé em 1970, no Estádio Azteca, no México, carregado pela torcida (Foto: Iconographia)

Primeiro time formado pelo América F.C. do Rio de Janeiro, em 1913. (Acervo: América Football Club)

Didi e Pelé, passeando de bicicleta em ruas da Suécia(Foto: Jornal do Commercio)

Povo ocupa os morros no estádio do Fluminense, em 1919 (Foto: Biblioteca Nacional)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Acervo da Família Marcos Carneiro de Mendonça

Marcos Carneiro de Mendonça foi o primeiro goleiro a defender a seleção brasileira. Participou do histórico jogo contra o time inglês do Exceter City, em 21 de julho de 1914. Começou a carreira no Haddock Lobo, que depois se fundiu ao América F.C.. Do clube rubro foi para o Fluminense onde jogou até o fim da carreira, aos 29 anos, quando sofreu séria lesão.
Era natural de Cataguases (MG), onde nasceu no dia 25 de dezembro de 1894. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1988, aos 94 anos. Ao encerrar a carreira de futebolista trabalhou como historiador e foi presidente do Fluminense, conquistando como dirigente, o bicampeonato carioca em 1940/1941.
Foi casado com a poetisa Anna Amélia de Queirós, com quem teve três filhos: Juko, Márcia e a critica teatral Bárbara Heliodora, hoje com 85 anos.

A histórica reunião do Conselho Deliberativo do C.R. Vasco da Gama, ocorrida em 21 de janeiro de 1933. A partir desse momento foi implantado o futebol profissional no Brasil.

Seleção Brasileira que disputou e venceu o Camepeonato Sul-Americano de 1919.

Nas fotos abaixo, seis das quinze equipes cariocas que disputaram o "Torneio Início" do Campeonato de 1916.

C.R. Flamengo

Botafogo

São Christóvão Athletic Club

O São Cristóvão foi fundado em 12 de outubro de 1898, no bairro de São Cristóvão, inicialmente apenas como clube de regatas, com o nome de Club de Regatas São Christóvão. Fundiu-se ao São Christóvão Athletic Club, que era apenas de clube de futebol e disputava o campeonato metropolitano, para criar o atual São Cristóvão de Futebol e Regatas.
Além de ter sido campeão do Torneio Início do Rio de Janeiro em 1918, 1928, 1933 e 1937, o São Cristóvão foi ainda vice-campeão em outras seis ocasiões (1920, 1925, 1927, 1938, 1940e 1964), num total de dez decisões disputadas neste tradicional torneio.
O clube teve o seu maior momento, quando conquistou o Campeonato Carioca da Primeira Divisão em 1926. Com uma campanha irretocável, conseguiu catorze vitórias, dois empates e apenas duas derrotas em dezoito jogos, goleando adversários expressivos, como o Flamengo (5 X 0 e 5 X 1), o Fluminense (4 X 2) e o Botafogo (6 X 3).
Outro grande momento do São Cristóvão foi o vice-campeonato carioca de 1934, que mostra a força do clube, no início do século XX, suplantando grandes clubes do futebol carioca.
Em 1937, quando disputava o Campeonato Carioca pela FMD, ao lado de Vasco, Botafogo e Bangu, entre outros, houve a pacificação do futebol carioca e os clubes da FMD se juntaram aos outros clubes para a disputa do Campeonato Carioca pacificado. O São Cristóvão liderava disparado o campeonato da FMD, sem poder ser alcançado por nenhum outro clube, mas esta liga foi dissolvida sem declarar o São Cristóvão campeão, o que foi uma grande injustiça, por não ter refletido oficialmente a superioridade do time do São Cristóvão sobre os outros concorrentes.
Comprovando que era de fato um grande time, ainda chegou ao vice-campeonato do Torneio Municipal de 1938, perdendo o título para o Fluminense, mas tendo nove vitórias, dois empates e cinco derrotas, trinta e seis gols pró e trinta contra.
Já na segunda edição do Torneio Municipal, em 1943, o São Cristóvão sagrou-se campeão, com nove vitórias, sete empates e apenas uma derrota, com 29 gols a favor e dezessete contra, desta vez, tendo o Fluminense como vice. Em 1951, seria o terceiro colocado.
Em pesquisa de torcidas realizada pelo Ibope e divulgada pelo Jornal dos Sports em 31 de dezembro de 1954, em sua pág. 5, o São Cristóvão aparecia como a sétima maior torcida do Rio de Janeiro com 1% da preferência, ou 2% se considerarmos apenas os torcedores do sexo masculino.
A maior atuação do São Cristóvão no Maracanã foi em 29 de março de 1975, quando enfrentando o Flamengo de Zico, começou perdendo por 2 X 0 e numa reação sensacional venceu o partida por 3 X 2.
Talvez o último grande momento do clube cadete no futebol, tenha sido o vice-campeonato da Copa Rio em 1998, quando perdeu a decisão para o Fluminense.
Sem dúvida, a maior revelação do São Cristóvão foi o centro-avante Ronaldo Fenômeno, qque fez 44 gols em 73 jogos pelo clube cadete, e depois jogou no Cruzeiro, PSV, Internazionale, Real Madrid, Milan e Seleção Brasileira, estando atualmente no Corinthians Paulista.
O São Cristóvão teve ainda os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1919 (Braz de Oliveira, 24 gols), de 1926 (Vicente, 26 gols), de 1928 (Vicente, 20 gols) e de 1943 (João Pinto, 26 gols).

The Bangu Athletic Club

Quatro entusiastas do association football – Andrew Procter, Thomas Donohue, Thomas Hellowell e William French – deixaram a Pat Brothers, sediada na cidade inglesa de Southampton, para reforçar o quadro de funcionários da Fabrica Bangu. Em abril de 1894, o escocês Donohue viajou ao Reino Unido e retornou das férias com bolas e chuteiras na bagagem.
Donohue teria promovido peladas em terreno próximo aos prédios da Fabrica Bangu, seis meses antes que Charles Miller voltasse da Inglaterra. As peladas que Procter, Donohue, Hellowell e French começaram a jogar todos os domingos logo se transformaram no principal lazer dos britânicos naquele mundão de Bangu de fim de século.
Em 1897, tomou corpo entre a colônia a possibilidade de se fundar um clube para a prática do futebol. Restava apenas assinar a ata, mera formalidade. Mas o secretário da Fabrica, Eduardo Gomes Ferreira, abortou a iniciativa, alegando que jogos, e não importava de que natureza, eram nocivos à sociedade. Pois não fosse o tal Eduardo e o Bangu teria sido o primeiro clube fundado no Brasil para a prática do futebol.
Donohue e os companheiros, entretanto, não desanimaram. Trataram de ir aos poucos semeando o gosto pelo chamado esporte bretão entre os operários. No começo de 1904, Eduardo saiu de cena e a nova administração da fabrica resolveu apoiar os britânicos. No dia 17 de abril daquele ano, era criado o The Bangu Athletic Club. João Ferrer, o secretário que substituíra o intransigente Eduardo, foi aclamado presidente honorário. As cores adotadas foram o vermelho e o branco, em homenagem a São Jorge, padroeiro da Inglaterra.
Dois fatos importantes na história do Bangu. O clube tomou parte na fundação da primeira liga de futebol do Rio de Janeiro no dia 21 de maio de 1905. E foi o primeiro clube no Brasil a escalar um negro em seu time: Francisco Carregal. O ato só foi definitivamente reconhecido, 96 anos depois, em 24 de maio de 2001, quando a Assembléia Legislativa do Estado concedeu ao alvi-rubro a Medalha Tiradentes, “por sua luta contra a discriminação racial”.

Andarahy Athletic Club

O Andarahy Athletic Club, fundado em 09-11-1909, foi um clube brasileiro de futebol, da cidade do Rio de Janeiro. Seu campo estava localizado na Rua Barão de São Francisco no bairro de Vila Isabel, na Zona Norte da cidade. Na década de 60, seu campo foi comprado pelo América Football Club para a construção de um estádio, e o clube extinguiu-se.
Suas cores eram o verde e o branco. Durante a história, o clube alternou dois uniformes: camisa inteiramente verde e calções brancos e camisa listrada na vertical alviverde e calções brancos.
Disputou o Campeonato Carioca nos anos de 1916 a 1923 e de 1927 a 1937. Foi campeão do Torneio Início da LMDT, em 1924 e vice-campeão carioca em 1934. Também participou por duas vezes do Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1915 e 1925.
O Andarahy ficou imortalizado através da música de Nei Lopes, também gravada por Zeca Pagodinho e Dudu Nobre, “Tempo de Don-Don”, em homenagem a Don-Don, um ex-jogador do clube.

América Football Club

Fundado no dia 18/.09/1904 por Henrique, Oswaldo, Alfredo e Gustavo Bruno da família Mohrsted, Alfredo Köhler, Alberto Koltzbucher e Jayme Pereira Machado. Primeiramente pensaram em RIO FUTEBOL CLUBE e PRAIA FORMOSA FUTEBOL CLUBE, ambos recusados. Alfredo Köhler, evocando o Novo Continente, sugere America FUTEBOL CLUBE, sendo aprovado.
O primeiro uniforme adotado foi: boné preto, dolmã branco, camisa preta, com as iniciais do clube, calção e cintos brancos, meias e ligas pretas e calçados brancos. No dia 12 de abril de 1908, Belford Duarte sugeriu a mudança do uniforme, usado até hoje. E a estréia foi no dia 19 de abril de 1908, na vitória de 4x0 sobre o Paissandú.
O pavilhão era preto, com o monograma formado pelas três letras AFC, em branco. Também em 12 de abril de 1908, foi trocado por outro, inteiramente branco, tendo, no meio, um círculo vermelho, semelhante à bandeira japonesa. A substituição pelo atual estandarte vermelho, com escudo no centro, deu-se em 28 de dezembro de 1922.
O escudo, com as iniciais AFC inscritos em círculo, só seria adotado em 1913, por Marcos Carneiro de Mendonça, então goleiro de nossa equipe. Antes, havia, apenas, o monograma, que era bordado, tanto na bandeira, como na camisa.
No dia 06 de agosto de 1905, contra o Bangu, foi realizado o primeiro jogo oficial. Perdendo por 6x1, em virtude da maior experiência do adversário
Para comemorar o seu 9º aniversário e a data da Independência do Chile, no dia 18 de Setembro de 1913, o America enfrentou e venceu por 3x2 a equipe do Chile, no seu primeiro jogo internacional.